Contacto com vizinho nº 1
São 1h30 da manhã, ele põe a tocar Romana a alto e bom som, questiono-me se serei a única a ouvir tal barulho? Está tão alto, é impossível ser só eu a ouvir as barbaridades que saem de uma música da Romana. Saio da cama, visto uma camisola dirijo-me ao 3º andar e toco á campainha. Resultado? nada… a porta nem se mexe um centímetro. Volto para casa. A música pára. 30 minutos depois volta ao mesmo.
Manhã seguinte, trato de mim normalmente. Quando saio da porta da minha casa, ocorre-me a ideia mais maluca da manhã. Resolvo entrar em casa normalmente, pego em cerca de 5 palitos. Saio normalmente de casa novamente, desço a escadas. Á porta do prédio, olho para o painel das campainhas, olho para os lados, pego num dos palitos que trouxe comigo, carrego na campainha do vizinho e espeto o palito no botão de forma que o botão da campainha não pare de tocar, e tomo 2 segundos para ver se o palito não sai do sítio e corro para a paragem do autocarro.
Já na paragem olho para a janela do vizinho que está agora a abrir-se, vejo ele a olhar cá para baixo. Interiormente estou neste momento a rebolar a rir. A música a altas horas da manhã nunca mais tocou.
Isto foi… ás uns bons meses.
Contacto com vizinho nº 2
Ontem, a minha vizinha da frente toca-me á campainha. Estão a imaginar aquelas vizinhas que nos filmes têm excesso de peso, abrem a porta em robe malcheiroso e sujo e têm rolos no cabelo, uma mão na cintura e a outra num cigarro. Bem… tirando a parte do excesso de peso, esta é a minha vizinha da frente. Pergunta-me “olá vizinha, vinha lhe perguntar se por acaso tem água em casa?” eu peço para ela esperar enquanto vou confirmar na minha torneira da cozinha, volto á porta e respondo, “neste momento também não tenho”.Ela diz obrigada, refere que deve ser geral, pena no filho pequeno de uns 4 ou 5 anos e volta para casa. Eu fico a pensar na cena totalmente surreal…
E este foi o contacto com apenas 2 vizinhos do meu prédio com talvez uns 25 apartamentos e que desejo ardentemente não vir a conhecer mais nenhum… não digo isto no sentido do aspecto deles ou das suas acções, simplesmente eu não fui educada para comunicar com vizinhos, a não ser na terra da minha avó, mas lá toda a gente se conhece desde que nasce.
Com isto também não quer dizer que caso algum me volte a tocar á campainha eu não vá abrir a porta… bahh, está a soar demasiado confuso?
Música do dia: “I miss you” – Blink 182
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