À medida que o meu tormento se aproxima, dúvidas e inseguranças surgem pela calada da noite, assaltando-me pensamentos que eu desejava não ter.
Não poder chamar-lhe de algo, ou defini-lo, torna-o vulgar, barato, como algo com que se pode brincar um bocado e depois de farta se meter a um lado.
A minha moral não foi construída assim.
Se eu tentar defini-lo, dar-lhe um nome, implica dar partes de mim, as quais mais tarde posso me vir a arrepender de as ter dado....
E eu só quero ter paz de espírito Não quero brincar com pessoas, e não me quero arrepender de as ter tido na minha vida. Duas coisas distintas, para as quais tenho o nome que não ouso proferir.
O meu medo quer me dizer algo. As minhas dúvidas afirmam-no. E o meu orgulho não me permite fugir.
E eu apenas quero sentir...
Permite-me isso, como se fosse uma dança em que me das a mão e me guias enquanto damos passos sincronizados ao som de algo superior a nós.
Música do Dia: "Set the fire to the third bar" - Snow Patrol
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