Num dia igual a tantos outros, o que acontece?
Levanta-se pela manhã, põe-se musica enquanto se escolhe a roupa que se vai vestir, passa-se algum creme na cara depois de lavada, come-se uma peça de fruta, lava-se os dentes e aí vamos nós... rotina.
Chega-se ao trabalho, senta-se em frente ao computador, tanto trabalho, nunca se sabe por onde começar, mas começa-se. O dia até está a correr bem, e de repente... sim, bem de repente, recebe-se uma noticia que muda completamente o teu dia, que muda completamente a tua semana.
O teu colega do lado, a quem já confessas-te muitas coisas, com quem já tiveste muitas conversas, com quem partilhas-te refeições e muitas horas do teu dia, mais horas do que aquelas que dispensas á família, vai ser despedido.
Eu sou muito má a lidar com situações novas, apenas não sei lidar com elas, então não sei reagir, não consigo pensar, e a minha maneira do fazer, é abstrair-me.
O que será que se passa contigo? Olho-te e sem falar peço-te, não fales, não me faças falar... eu não sei o que dizer, não sei o que expressar, não sei como te olhar, não tenho maneira de estar.
Depois de 22 anos dedicados a um trabalho, diz-me, descreve-me, conta-me, O que será que se passa contigo?
Musica do Dia: "Sexto Sentido - Silence 4"
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Vermelho
Costumo seguir religiosamente o Blog "A vida de Saltos Altos"
quem o fôr ler perceberá porquê.
E estava lá um post que já o li á uns dias atrás, mas que hoje ao me dizerem algo parecido lembrei-me dele. Resolvi então partilhar com vocês.
"Vermelho Ferrari
Tentei fugir-te de todas as maneiras.Troquei de nome, pintei o cabelo de escuro e escondi os olhos azuis por detrás de umas lentes pretas.Empreguei-me naquela padaria da esquina, no sul de Itália, e passava as noites a trabalhar entre a farinha e a manteiga para fazer o pão da manhã ou as pizzas do jantar.Aquecia as noites frias com o forno a lenha, que alimentava com o rigor a cadência apreendida.De dia, fechava as cortinas da casa, recolhia o leite à porta e afundava-me na biblioteca esperando nunca mais ser encontrada.Bebia de Hermann Hesse, Saramago, Hemingway, Sartre, García Marquez, Günter Grass.Deixei de comer carne, porque era pecado, e a luxúria nem me atravessava a mente.Enterrei as nossas memórias no quintal com um ritual de bruxaria. Vivas, para morrerem sufocadas e não poderem vir atormentar-me à noite.Aos sábados reunia-me no grupo de mulheres que costurava e fazia tricot para passar o tempo.Naquela cidade do interior seria impossível encontrares-me.Tinha a certeza.Mas naquele domingo à tarde, depois da missa lá estavas tu, à porta, à minha espera.Encolhi-me na mantilha preta e ajeitei a saia comprida na esperança que não me reconhecesses, mas a tua resposta apareceu-me num sussurro:"Nem que mudes de planeta, nem que mudes de perfume, nem que mudes de coração... Os teus sapatos, serão sempre da cor do meu Ferrari".
Solange Cosme (sapato nº39), convidada "
Musica do Dia : "Black Mirror" - Arcade Fire
quem o fôr ler perceberá porquê.
E estava lá um post que já o li á uns dias atrás, mas que hoje ao me dizerem algo parecido lembrei-me dele. Resolvi então partilhar com vocês.
"Vermelho Ferrari
Tentei fugir-te de todas as maneiras.Troquei de nome, pintei o cabelo de escuro e escondi os olhos azuis por detrás de umas lentes pretas.Empreguei-me naquela padaria da esquina, no sul de Itália, e passava as noites a trabalhar entre a farinha e a manteiga para fazer o pão da manhã ou as pizzas do jantar.Aquecia as noites frias com o forno a lenha, que alimentava com o rigor a cadência apreendida.De dia, fechava as cortinas da casa, recolhia o leite à porta e afundava-me na biblioteca esperando nunca mais ser encontrada.Bebia de Hermann Hesse, Saramago, Hemingway, Sartre, García Marquez, Günter Grass.Deixei de comer carne, porque era pecado, e a luxúria nem me atravessava a mente.Enterrei as nossas memórias no quintal com um ritual de bruxaria. Vivas, para morrerem sufocadas e não poderem vir atormentar-me à noite.Aos sábados reunia-me no grupo de mulheres que costurava e fazia tricot para passar o tempo.Naquela cidade do interior seria impossível encontrares-me.Tinha a certeza.Mas naquele domingo à tarde, depois da missa lá estavas tu, à porta, à minha espera.Encolhi-me na mantilha preta e ajeitei a saia comprida na esperança que não me reconhecesses, mas a tua resposta apareceu-me num sussurro:"Nem que mudes de planeta, nem que mudes de perfume, nem que mudes de coração... Os teus sapatos, serão sempre da cor do meu Ferrari".
Solange Cosme (sapato nº39), convidada "
Musica do Dia : "Black Mirror" - Arcade Fire
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Tempo de passatempos, finalmente
Bem a minha época de exames já acabou e o que sobra é mesmo a minha escrita. Ontem resolvi ver um dos filmes preferidos da minha amiga Alexandra, (se não mesmo o preferido) e foi simplesmente delicioso. “As pontes de Madison County” com o grande Dirty Harry ou seja o Clint Eastwood e a Meryl Streep. Eu não sou grande fã de filmes lamechas, prefiro os filmes que “mexem com o cerebro” mas realmente a história deste filme está muito boa. Recomendo ao meu amigo JorgeL se ele ainda não viu que o veja, (P.s-> a ultima vez que te vi tinhas luz, não sei o que andas a fazer mas faz-te bem!) ele que sempre gosta dos livros que leio e dos filmes que vejo.
E por falar em Livros, tenho me dedicado a coisas pouco comuns ultimamente, comecei pelo livro chamado “ O vampiro Lestat” de Anne Rice dps apercebi-me que eram 2 vol. E lá fui eu comprar o segundo vol. E dps tornei a aperceber-me que a história continuava no livro “ A Rainha dos Malditos” que pedi emprestado ao meu melhor amigo P que o tinha lá na prateleira a ganhar pó e ainda não o tinha lido. Digo que são coisas pouco comuns, porque nunca me tinha virado para livros sobre vampiros e embora não esteja a gostar tanto da “Rainha dos Malditos”, porque o narrador do livro já não é na primeira pessoa “Lestat”, mas sim na terceira, o que lhe dá um toque bastante acentuado de que te estão a contar uma história foleira, os volumes do “Vampiro Lestat” li-os de relâmpago e são hoje considerados uns dos meus livros favoritos. A maneira que ele tem de ver o mundo é muito parecida com a minha maneira de o ver, daí eu ter ganho uma certa cumplicidade instantânea assim que os comecei a ler e que já não consegui parar.
Quote: “And in that moment, everything I knew to be true about myself up until then was gone. I was acting like another woman, yet I was more myself than ever before.” Meryl Streep in The Bridges of Madison County
Musica do Dia: “ Kelsey – Metro Station”
E por falar em Livros, tenho me dedicado a coisas pouco comuns ultimamente, comecei pelo livro chamado “ O vampiro Lestat” de Anne Rice dps apercebi-me que eram 2 vol. E lá fui eu comprar o segundo vol. E dps tornei a aperceber-me que a história continuava no livro “ A Rainha dos Malditos” que pedi emprestado ao meu melhor amigo P que o tinha lá na prateleira a ganhar pó e ainda não o tinha lido. Digo que são coisas pouco comuns, porque nunca me tinha virado para livros sobre vampiros e embora não esteja a gostar tanto da “Rainha dos Malditos”, porque o narrador do livro já não é na primeira pessoa “Lestat”, mas sim na terceira, o que lhe dá um toque bastante acentuado de que te estão a contar uma história foleira, os volumes do “Vampiro Lestat” li-os de relâmpago e são hoje considerados uns dos meus livros favoritos. A maneira que ele tem de ver o mundo é muito parecida com a minha maneira de o ver, daí eu ter ganho uma certa cumplicidade instantânea assim que os comecei a ler e que já não consegui parar.
Quote: “And in that moment, everything I knew to be true about myself up until then was gone. I was acting like another woman, yet I was more myself than ever before.” Meryl Streep in The Bridges of Madison County
Musica do Dia: “ Kelsey – Metro Station”
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