E eu estava a chorar. Enquanto as palavras surgiam, cada uma mais afiada que a anterior, as lágrimas desciam a minha face. Por momentos, odeio as minhas paredes amarelas, o sofá onde estou sentada, as minhas pernas dobradas e dormentes, as minhas mãos e todos os meus gestos. Sinto uma total repulsa para comigo que me deixa agoniada. No momento seguinte dou graças a deus por estar em casa. Acendo um cigarro. Pego na guitarra e imagino todo um novo cenário do lado de fora da minha janela, por onde os autocarros ainda passam á 1h da manhã. E é tão melhor….
E era tão melhor conseguir dormir. Há dias que não distingo se estou acordada ou a sonhar.
Música do dia: “Love Long Distance” - Gossip
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3 comentários:
Ainda tens muitos dias e muitas noites pela frente e, o tempo não pára.
Tomei como certo a partir de uma certa altura da minha vida que; quem não aprender a estar só e a viver consigo mesmo, não vai conseguir acertar com qualquer outra mais companhia.
Não chega, nunca chegará, querermos muito ter uma companhia.
Fiz uma pausa de quase OITO anos. Não é fácil. Não foi fácil. Aprendi a viver comigo. Cresci. Agora sei que sou melhor pessoa para outro e gosto muito de sentir o que sinto todos os dias.
Agora sim. Vivo. Merecia. Mereço.
Beijo
Olha, a propósito, esqueci-me de te recomendar (não me desiludas desta vez):
(500) Days of Summer
http://www.imdb.com/title/tt1022603/
É forte.. É um doce.. É.. É tudo menos uma história de amor.
Lá porque uma mulher gosta das mesmas tretas bizarras.. que eu.. não faz dela a minha alma gémea.
Bj, querida amiga
olá ola,
o "500 days of Summer" fui ve-lo esta sexta-feira ao festival de cinema do Estoril, e sim... está sublime =)
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