quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A minha primeira vez

Li um artigo uma vez, há imenso tempo, que a paixão dura apenas três anos depois apenas fica o amor.(Jorge quero a tua opinião nisto!!) Falo nisto agora porque recentemente vi um filme brasileiro chamado “Romance” que retrata este tema.
Mas não é sobre o filme que vou falar hoje, embora recomende, o filme está engraçado.
As minhas relações nunca duraram mais de três anos, e hoje como vou falar da minha primeira vez, lembrei-me deste pormenor. Pode ser apenas coincidência... ou então não.

A minha primeira vez tinha eu os meus 15 anos, a menos de um mês de fazer os meus 16 e foi com o meu primeiro namorado “a sério”, daqueles que se apresentam á família e tudo. Tinhamos quase um ano de namoro, e ambos morávamos em casa dos nossos pais, logo nunca havia a oportunaidade perfeita para tal ter acontecido mais cedo. O meu namorado era quase praticamente da família, embora não fosse directamente ligado á minha. Ele era (e ainda é), o sobrinho do marido da minha Tia.
Quando aconteceu a minha primeira vez o meu namorado estava doente e de cama, com gripe, e foi terrívelmente desastrosa. Eu tinha ido a casa dele ver como ele estava e fazer-lhe alguma companhia porque a mãe dele tinha saído para ir ás compras.
E lá estava eu deitadinha na cama com ele a ver tv, quando tudo aconteceu. Eu não sabia na altura o que era suposto eu fazer, por isso o meu “não saber o que fazer” e o meu nervozismo não ajudou muito nas tentativas dele de fazer a coisa certa. (não, não vou contar pormenores lol). Mas o pior não foi a primeira vez desastrosa, foi o facto do meu namorado ter desatado a vomitar, por sorte para o chão, logo a seguir ao meu pensamento do dia que na altura foi algo parecido com “De hoje em diante vou arder no inferno!!”.
Confesso que o meu momento perfeito foi totalmente estragado com eu e ele a limparmos o chão e que só algum tempo depois fiquei preparada para tentar novamente! Mas agora até é engraçado recordar =P

Uma semana antes de fazermos três anos de namoro eu acabei com ele. Porque eu beijei outra pessoa. O sentimento de culpa foi tal que eu já não via qualquer retorno, mesmo quando ele me disse que não se importava.
Nunca mais fiz algo parecido com outra pessoa qualquer, sempre fui rapariga de uma pessoa só.
E sempre preservei o meu primeiro namorado como uma pessoa muito especial para mim, não me vejo a ter tido a minha primeira vez com mais ninguém, por mais desastrosa e traumatizante que ela tenha sido.


Música do Dia: "16th & Valencia Roxy Music" - Devendra Banhart

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Periodo de testes

Muito estudo por aqui =)



Já me pus a cantar isto algures numa noite, numa rua, onde só se ouvia a minha voz e os passos de muitas pessoas...lol

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Vamos a um sitio?

Senti a tua falta hoje. Não uma falta do tipo romântico, mas uma falta do nosso companheirismo. Nós nunca fomos um casal de namorados normal. Eu nunca disse que te amava, tu deixas-te-o escapar uma vez numa das nossas conversas. Nunca dávamos as mãos em público. Nunca me beijavas em público. Eu nunca te chamei de meu amor, ou outro nome qualquer que pessoas apaixonadas costumam chamar. Sempre disse que eras o meu animal doméstico, o meu “bicho”, que passava demasiado tempo sozinho em casa, demasiado introvertido e tímido para socializar com quem quer que fosse.
Partilhámos a mesma casa, mas o meu território sempre se ficou pela sala de estar, enquanto que o teu era o quarto.
Tu sempre me analizavas com termos de um psicanalista, eu achava graça e contava-te todos os meus pensamentos, mesmo aqueles que não faziam qualquer sentido. Tu sempre ouvias. Até quando ficávamos em silêncio.
Sempre me fazias surpresas, dizias “vamos a um sitio?” “onde?” “por aí...” e andavamos como que perdidos a ver a vista e a comer ao ar livre, mesmo quando chovia. Sempre adorei isso em ti, pois foi assim que tudo começou, lembras-te?
Conheci-te no meu dia de anos, pensava nunca mais te voltar a ver e no dia seguinte lá estavas tu a bater á minha porta de casa com o “vamos a um sitio?”
Hoje senti a tua falta. Talvez não tua...
Senti a falta do “vamos a um sitio?” senti a falta de andar por aí como que perdida, a comer ao ar livre...
Dei por mim a pensar que duma certa forma tu curaste qualquer coisa dentro de mim, a dor que outrora eu trazia comigo quando te conheci, desapareceu.
Talvez tenha sido esta a razão, que quando tudo acabou eu não fiquei triste, sentia me apenas com sorte. Sorte esta que até hoje ainda não me abandonou. Sorte de ter tido alguém como tu a ver-me crescer.

Dedicado a T.

“Ás vezes sinto a necessidade de tempo, tempo para encontrar as palavras certas que definam esta estranha forma de estar, só assim as palavras me saem mais verdadeiras, e não como recados que faço para mim própria para apenas me sentir melhor”
Meus apontamentos 7-8-09

Música do dia: “Falling Down” - Oasis

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Odeio...

Odeio coisas fora do sitio, tanto em casa como no escritório, tudo tem uma ordem. A ordem para mim representa equilibrio. O Pedro chama-lhe a minha “mania das limpezas”.

Odeio chegar atrasada, sempre estou no sitio combinado cerca de 30 min ou mais antes. Se me vêm buscar acontece o mesmo.

Odeio que me façam esperar. Fico possessa mesmo!

Odeio comprometer-me com algo que depois não consiga realizar por motivos alheios.

Odeio pessoas com pouca presença. Para mim elas têm que ser marcantes, um sinal de fraqueza é o suficiente para eu me afastar.

Odeio as pessoas que se gabam que ganham bem, mas que chega a meio do mês e nunca têm dinheiro para nada. Mas o que raio é que elas fazem ao dinheiro??!?!?!?!?

Odeio pessoas burras. O JPM chama-lhe a minha “queda para os intelectuais”. Mas, que conversas é que se pode ter com uma pessoa que não tem o minino de cultura geral? Não percebo...

Odeio que me acordem. Eu acordo sempre bem disposta, feliz com a vida e cheia de stamina, mas quando me acordam, está o caldo entornado!!

Odeio açorda. Mas qual é a piada de papa de pão molhado em água??? Por azar a minha mãe diz que tenho muito jeito para a fazer. Também odeio, tudo o que seja entranhas de animais. Moelas, pipis, tripa, dobrada, essas coisas não são para mim. Tenho a vaga sensação que quem inventou este tipo de comida estava mesmo a passar uma fominha danada, do tipo comeu o animal todo, depois viu que ficavam ali as entranhas mas ainda tinha fome, e bora lá ser original! (Taradão!!)

Odeio sair de casa sem ter tudo arrumado. A minha avó sempre me ensinou “nunca sabemos quem trazemos connosco ao fim do dia para casa, nem quando nos podem fazer uma visita, por isso, pelo menos a cama tem que ser sempre feita”. A minha avó sabe-a toda.

Odeio o facto do dia só ter 24 horas. Passa demasiado depressa para tudo o que eu quero fazer.

Odeio ter insónias, e tenho mesmo imensas, é rara a semana em que eu tenha pelo menos um dia em que durma mais de 8h seguidas.

Odeio o cansaço.

Odeio bichos! São repugnantes, só de escrever já me estou a arrepiar!! Baratas, aranhas, osgas, cobras, blargg. Não confudam com medo, porque a maior parte das vezes que estes bichos me apareceram á frente sofreram uma pequena fatalidade. É mesmo nojo.

Odeio roupa justa. Tenho que usar sempre qualquer coisa larguinha que me deixe á vontade.

Odeio discussões. O que é preciso é calma, muita calma.

Odeio não conseguir dizer que “Não”, quando em certas alturas é o que quero mesmo dizer.



Música do dia: "All the wrong pills" - Bombs into you

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Falar em código

Eram 5h00 da manhã. Eu subi com o meu portátil para o quarto e disse:
-“Vou ver um filme antes de adormecer.”
Enquanto me aconchegava na cama e punha o filme a começar disse para mim própria “se ele subir e me bater á porta é porque me adora, se ele não subir é porque eu sou nada”. E o filme começou, mas eu estava a pensar nas mãos dele. Perfeitas e delicadas. A maneira como ele me abraça que me queima na pele. Estava eu a pensar que *”desejava que falássemos em código. Uma simples frase, uma única palavra, podia significar todo um vocabulário que só eu e tu soubéssemos. Eu te diria então, o que realmente sinto, só tu o irias entender, só tu me aceitarias pelo que realmente sou.”
Oiço baterem-me á porta. Meu coração salta-me do peito a toda a velocidade, e o rosto dele aparece na beirada da porta, pergunta-me:
-“Está a dormir alguém naquela cama?”
Eu não tenho palavras, apenas aceno que não. Depois pergunto timidamente se ele quer ver um filme comigo. Ele diz que sim e aninha-se do meu lado. E eu... começo a ouvir música...


*Meus apontamentos

“deve ser esta a minha timidez e esta a minha cobardia, que só quando estou longe me vem o coração ás mãos e tenho vontade de to oferecer, sem medo que o possas aceitar”
Miguel Esteves Cardoso em “O Amor é Fodido”

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Filas...

Quinta-feira passada fui ao mega arraial de recepção ao caloiro, no parque das nações, e fiquei supreendida. Não pela quantidade de pessoas, que era preciso empurrar e rouçar-me toda para conseguir caminhar. Não pelo preço da imperial. Não pela quantidade de meninos giros e meninas giras á minha volta. Fiquei surpreendida com a facilidade com que toda a gente metia conversa com toda a gente. Fiquei ainda mais surpreendida por essa facilidade ser ainda maior na fila de espera para ir ao wc. Foi lá que conheci a Marta de Lisboa que anda na faculdade de letras, que calorosamente me pediu se podia enviar sms do meu tlm, já que quase nenhum funcionava nessa noite, lá está, momento de sorte só meu. Foi lá que conheci a Inês da Ericeira que anda na faculdade de qualquer coisa famacêuticos, e que estava podre de bebeda (tal como eu já nessa altura) e encostamo-nos uma á outra para manter o equilibrio. Foi lá que conheci a Isabel do IPAM, instituto qualquer coisa de marketing e que os seus piercings no lábio, sobrancelha e nariz me despertaram uma certa atenção juntamente com os seus modos rudes mas engraçados de falar.

Conclusão... as filas são óptimus locais para conhecer gente.

O Tok que andava com vontade de conhecer as minhas amigas... é que não aproveitou, mas lá está... a fila era só para o wc das meninas.

Coisa boa disto tudo, fui para casa a adormecer no colinho do N, tal como já aconteceu num post que escrevi aqui ha uns tempos. Ahhhh colinho bom!



Música do Dia: “Magic Touch” – Golden Silvers

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Estado de espirito

“Pela primeira vez há mais tempo do que me consigo lembrar, sinto-me em paz. Não Estou feliz. Não estou triste. Não estou ansioso. Não estou com tesão. São apenas as partes mais elevadas do meu cérebro a fecharem a loja. O córtex cerebral. O cerebelo. É aí que está o meu problema.
Estou a simplificar-me.
Algures equilibrado exactamente no meio, entre a felicidade e a tristeza.
Porque as esponjas nunca têm um mau dia.”

Asfixia – Chuck Palahniuk

Preciso de expandir este meu estado de espírito… até encontrar partes de mim. Partes de mim que perdi algures com as perdas da minha vida. Não percebi, o quanto estava a perder de mim cada vez que olhava para o lado, para não ter que olhar para dentro de mim.
Duma certa forma… preciso de me encontrar.

Musica do dia: "Cherry Blossom girl" - Air