O filme retrata dois casais que se mudam para quartos alugados em casas que ficam uma ao lado da outra no mesmo prédio. Num casal o marido ausenta-se muito frequentemente em negócios deixando a esposa sempre sozinha em Hong Kong, no outro casal quem se ausenta muito é a esposa, ficando sempre o marido sozinho. Eles acabam por se cruzar muitas vezes no corredor do prédio, e acabam por meter conversa, até que se apercebem que estão os dois a ser enganados, e que os respectivos cônjuges que passam muito tempo fora é para estarem um com o outro.
Ora há uma cena que eu acho espetacular neste filme, a cena é quando eles decidem sair os dois fazendo de conta que são os respectivos amantes pelos quais estão a ser enganados. Vão a um restaurante e quando estão a ver a ementa, ela diz a ele para escolher por ela, porque não sabe o que a mulher dele gosta, e ele pede-lhe o mesmo. Acabam os dois a comer grandes bifes. È então que ele delicadamente pega no frasco ao lado deles na mesa, tira uma colher de mostarda e mete no prato dela. Ela molha o pedaço de bife na mostarda e mete á boca onde faz uma pequena careta. Ele olha para ela e pergunta: “- Gosta de picante? A minha mulher gosta”
E isto caros amigos que me lêm agora é o que eu chamo Amor. O facto de ele saber o tipo de molho que a mulher gosta, e como que num ritual por-lhe no prato é um acto de extremo carinho e sentimento profundo que nunca há palavras suficientes e apenas nos actos se sente.
Um dia... um dia quero que alguém me ponha o meu molho favorito no prato, sem eu nunca ter dito qual é.
(Isto ficava bem nos pacotes de açucar da Delta!)
Nesse dia eu me sentirei em “Shangri-la”.
Música do Dia: “Stellar” - Incubus
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