terça-feira, 30 de junho de 2009

Dá-me a mão...

Tenho vontade de te sussurrar ao ouvido palavras em francês. “As palavras sussurradas são as mais verdadeiras” vi escrito num livro algures. Confesso que o que te quero sussurrar são obscenidades verdadeiras. Não te quero escrever canções ou poemas ou dizer palavras de emoções profundas. Quero confessar-te o que me está á flor da pele, o que me ocorre de momento, as minhas loucuras, desvaneios e fazer brincadeiras provacadoras, só para te ver corar.
E um dia... um dia irei agarrar-te, num beco qualquer escuro da cidade, irei fazer tudo isto em silêncio, e nesse beco escuro te deixar. Levarei comigo os teus pensamentos e com eles andarei de mão dada até de madrugada...

Música do Dia: "Striper" - Soho Dolls

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Desbloqueadores de conversa

Ultimamente tenho-me apercebido, que eu sou do tipo de rapariga que as pessoas mais velhas gostam muito. Não sei que tipo é este....mas espero que voces me digam.
Estou na paragem do autocarro com mais algumas pessoas, todas á espera do mesmo claro, o autocarro. Estou com os meus fones nos ouvidos, enquanto oiço o novo album dos Placebo, tenho os meus oculos de sol, porque o sono é muito e, levar logo com o sol na cara mal se acaba de sair de casa é duro. Chega uma velhinha á paragem, com tanta gente lá, quem é que a velhinha vem perguntar indicações, claro... á rapariga que está a ouvir musica!!! Eu claro respondo, dou um pequeno sorriso... mas depois é que vem a parte pior... ela começa-me a contar a história da sua vida... “ vou visitar o meu filho á Trafaria, que casou á pouco tempo, gosto muita da minha nora, mas ela cozinha muito mal... e etc,etc,etc...”
Começo a pensar que os velhinhos metem conversa com os famosos desbloqueadores de conversa do Nuno Markl, começam por perguntar as direcções dos autocarros, ás vezes com uma abordagem diferente do tipo “ está tanto calor hoje, não está? Isto faz tão mal ás minhas articulações...” ou ao contrário quando está mau tempo. E Isto acontece-me em quase todo o lado, á dias que eu penso mesmo estar a ser perseguida pelos desbloqueadores de conversa dos mais idosos.
Foi o caso de ontem, para além do episódio da paragem do autocarro, tive outro á hora de almoço quando estava na fila da secção de refeições do continente, estava eu muito bem quietinha á espera que o meu número fosse chamado, quando chega uma senhora com o seu desbloqueador de conversa “ Eles aqui têm tudo já viu? Venho cá todos os dias, eu com a minha idade já não tenho paciência para cozinhar...” fui salva pelo bongo da chamada do meu número, ou acredito que iria ficar ali a acenar com a cabeça durante uns largos minutos.
E á tarde quando já dava o meu dia de trabalho por terminado e me dirigia para casa, estava eu a entrar para o comboio, quando um senhor já duma certa idade, me pergunta ( com tanta gente nesta estação do Oriente....), “ Este passa em entrecampos não passa?” eu respondi que sim e subi para o comboio. O senhor sobe atrás de mim, e enfim... vem-se sentar mesmo á minha frente, escusado será dizer que ouvi quem ele ía visitar, o porquê e como...

Terei eu escolhido a profissão errada? Olhem se eu tivesse escolhido ser uma “D. Branca” e aproveitar esta situação para fazer vigarice com os pobres velhinhos? Estava a esta hora no Dubai, a beber um cocktail servido com todo o amor e carinho por um rapaz muito prestável e escultural, de preferência muito parecido com o Josh Hartnett.

Mas... o meu ser não me permite...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Casamento no plural igual a...?

À um ano e meio, mais ou menos, um dos meus primos casou. A expressão da cara dele em todo o casamento era de completa infelicidade. E eu estava revoltada, ver o meu primo, com a mesma idade que eu a casar. Não é que eu seja contra o casamento, só acho que deve ser um acto que deve ser reflectido e que de maneira nenhuma deve ser feito em tão tenra idade. A minha avó faz uma certa pressão em mim para que esse acto aconteça, diz ela que não quer morrer sem ver a sua neta casar. Eu brinco com ela, como brinco com todas as pessoas que fazem certas nuances a esse assunto. Simplesmente não é um assunto que me faça pensar muito, e desejar que aconteça em tempos próximos, por mim, pode ficar para bem longe. Sou da opinião que há coisas mais importantes para fazer, antes de assumires um compromisso, ainda por cima com alguém, uma pessoa, que vai sempre esperar coisas de ti.
Esta semana passada, recebi a noticia que eles se estavam a separar por simplesmente não se darem bem, o que desde o principio se sabia que assim era.
Quando soube da noticia, telefonei-lhe. Não toquei no assunto, apenas queria saber como ele estava, mas ele de certa maneira sabia e no fim acrescentou “Sabes que apenas casei para fazer a vontade ao meu pai”. Eu odiei-o por dizer aquilo. Corrigo.. ainda um odeio...um pouco.
Nessa semana calhou eu ler um artigo sobre a poligamía, que nos tempos remotos, as tribos mais bem sucedidas a deixarem a sua marca no mundo, eram as tribos em que os homens eram casados com várias mulheres. Ao discutir parte deste assunto com o meu colega D. Ele deu a sua opinião. Acabamos por não falar no ponto central da questão que era ou ter várias mulheres ou vários homens. Apenas falamos na questão da infedelidade, ao que eu concordei com parte da ideia dele. Mas a minha questão mantém-se e ponho aqui. Caso se começasse agora a praticar a poligamía, estariamos nós preparados para dividir os nossos sentimentos com mais pessoas? Ou estariamos preparados para sermos divididos com mais amantes?

Confesso que ao ver a série “Big Love” não me parece dificil, eu eu farto-me de afirmar, que não me importava de ter como maridos os meus amigos mais próximos.
Será que iria assim conquistar o meu Santo Graal?

Amanhã é o meu aniversário, Dou um grande beijo repenicado a quem me disser que não pareço ter 1/4 de século!!! :P

Quero prendas!!!

Musica do dia: "Help i'm alive" - Metric