quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Promessa

Uma promessa não cumprida,
Eu não fui honesta, apenas brinco,
Os lados parecem trocar-se e eu oiço-te sussurrar:
- Esperarei pela minha vez,
De te magoar por dentro.
Ver-te sofrer... esperarei a minha vez.

Chorarei,
Tu não foste honesto,
E esconderei os meus olhos molhados,
Enquanto te aproximas preocupado,
Não encontrarei consolo
No teu pobre perdão e no teu sentimento de culpa
Que é absurdo
Pois eu irei cantar:
- Esperarei pela minha vez,
De te magoar por dentro.
Ver-te sofrer... esperarei a minha vez.
Para te aterrorizar nos teus sonhos e pensamentos,
Ahh aguardarei a minha vez.

Depois descubro que fiz tudo, porque apenas podia
Que o amor sempre só esteve no teu lado e não no meu
Vi ele agarrar-te nos seus braços gentis
Oiço-te chorar,
E sinto glória infinita.

Alguém ergue-se, por causa...
Alguém chora, por causa...
Enquanto vivemos e aprendemos.


Musica do dia: "we live in a beatifull world... yeah we do yeah we do lalalala" - Coldplay

nunca fui de fazer promessas, aprendi muito cedo com os meus pais que não se devem faze-las, ora porque não escrever sobre isso?

3 comentários:

|uJ| disse...

Não fazer promessas - e sei que quase todas as gentes pensam como tu, até já é um chavão vulgar, e isso implica; não ser capaz de ser responsável.Acho que disse o que tinha para te dizer, só falta, quem sou!
Sou o que tenho. Sou complicado ao ponto de não perceberes. Exagerado ao ponto de me insultares. Sincero ao ponto de te magoar. Amigo ao ponto de amar.
Tenho mais defeitos, ora, sou homem, mas por ora chega. Quiçá o tal príncipe ainda não te tenha explicado bem quem é ele?

;)

Beijo

|uJ| disse...

.. cada vez mais,
me sinto um santo.

Não sei a razão, mas isso agora não importa para nada.

"Como sangue, somos lágrimas. Como sangue, existimos dentro dos gestos. As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos. E somos vento, os caminhos de vento sobre os rostos. O vento dentro da escuridão como o único objecto que pode ser tocado. Debaixo da pele, envolvemos as memórias, as ideias, a esperança e o desencanto."[José Luis Peixoto]

Porra.. gosto deste gajo!

;)

Beijo

|uJ| disse...

Há dias em que acordamos e percebemos tudo
o recorte das cidades no horizonte
a distância que há nos caminhos que rasgam os corações
como se fossem searas de trigo
o nome de certas coisas que só sentimos num abraço

depois percorremos a mão pelo granito
como se fossemos o tempo
e como se a vida não fosse mais do que uma claridade
que invade pela frincha da porta o quarto escuro

é então que descobrimos
num desses rostos com que cruzamos o olhar
que a vida podia ser outra
e que seríamos felizes num outro sorriso
se lhe entregássemos inteiros os nossos lábios

há dias assim
em que acordamos e percebemos tudo
como se tudo nos estivesse imensamente próximo
como se cada dia nascesse e morresse num abraço
como se a vida coubesse num poema

[José Rui Teixeira]

Aprende que não vou viver para sempre.. rsrs

Beijo