quarta-feira, 11 de março de 2009

Bilhetes

Constumavas escrever pequenos bilhetes, que depois os escondias cuidadosamente pelo meu quarto. Nesses bilhetes, escrevias coisas doces, costumavas dizer que escrevias “coisas que não podem desaparecer” e que quando eu os encontrasse, me fariam sorrir e que o meu sorriso era o que tu mais adoravas.
Quando partiste, deixando para trás o meu coração despedaçado, num acto de raiva, dediquei-me a encontrar todos os teus bilhetes, juntá-los e um dia devolver-tos.
Uma semana depois, foi o que fiz.
Cinco anos depois, ao limpar o meu quarto, resolvi mudar todas as fotos das minhas molduras. Foi quando descobri, numa delas, no verso, lá estava:
“ Vou-te amar para sempre, e para sempre beijar as tuas sardas debaixo dos teus olhos verdes, quando estás a dormir”.

Musica do dia: "thinking of you" - Katy Perry

1 comentário:

Anónimo disse...

Peço pouco.. só queria que fosse até ao fim, nada de "para sempre".

Foi o bilhete que um dia encontrei, e que nunca mais esqueci.

Ela já tinha partido..

Também vivi essas merdas, as que de vez em vez te lembras tão seriamente.

rs

beijo