Constumavas escrever pequenos bilhetes, que depois os escondias cuidadosamente pelo meu quarto. Nesses bilhetes, escrevias coisas doces, costumavas dizer que escrevias “coisas que não podem desaparecer” e que quando eu os encontrasse, me fariam sorrir e que o meu sorriso era o que tu mais adoravas.
Quando partiste, deixando para trás o meu coração despedaçado, num acto de raiva, dediquei-me a encontrar todos os teus bilhetes, juntá-los e um dia devolver-tos.
Uma semana depois, foi o que fiz.
Cinco anos depois, ao limpar o meu quarto, resolvi mudar todas as fotos das minhas molduras. Foi quando descobri, numa delas, no verso, lá estava:
“ Vou-te amar para sempre, e para sempre beijar as tuas sardas debaixo dos teus olhos verdes, quando estás a dormir”.
Musica do dia: "thinking of you" - Katy Perry
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1 comentário:
Peço pouco.. só queria que fosse até ao fim, nada de "para sempre".
Foi o bilhete que um dia encontrei, e que nunca mais esqueci.
Ela já tinha partido..
Também vivi essas merdas, as que de vez em vez te lembras tão seriamente.
rs
beijo
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