Semana passada foi curta e agitada!
Tinha acabado de me livrar da gripe e de uma semana em casa em isolamento. Podia dizer que até soube bem o tempo em casa, mas nem por isso, pois ao contrário do que parece, uma pessoa doente não descansa nada, pois está doente!!!
Fui ao concerto dos Franz Ferdinand com as minhas colegas T e C no campo pequeno.
E também a semana passada esbarrei com o meu ex-namorado. (vou deixar a descrição do acontecimento para mais tarde)
Logo,
Foram demasiados acontecimentos marcantes para uma semana só.
O que ainda me salvou de tanta agitação foi este fim de semana, mais uma vez prolongado, onde fui visitar a minha avó.
E não podia ter corrido da melhor maneira, estava frio, vi neve, fiz chouriças, fui á missa ajudar o Sr. Padre nas leituras (para alegria da minha avó), e dediquei-me ao tricô... impressionante as coisas a que me dedico quando não há mais nada para fazer...
Beijinhos!
Música do Dia: “Blinding” – Florence and the Machine
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Gato Ninja
E como estou numa de vos mostrar vídeos do youtube... mostro-vos o video que mais vezes vou lá ver...e que sempre, mas mesmo sempre, me põe a rir.
Apresento-vos, o gato ninja!
Apresento-vos, o gato ninja!
Monsters, Inc.
Há quem goste do Shrek.... Idade do gelo... Madagáscar...Wall-E... ou o recente UP
Bem... o meu filme preferido de animação (deste género) sempre foi este :P
Lembras-te de quem mo deu?
Bem... o meu filme preferido de animação (deste género) sempre foi este :P
Lembras-te de quem mo deu?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Cartas para R
Em algum ponto desta nossa viagem, alguém em quem tu confias plenamente vai-te magoar. Vai-te magoar, sem saber que o está a fazer. Vai escolher o modo mais fácil de o fazer e vai fazê-lo com a melhor das intenções mas com os motivos errados. De repente apercebes-te que a tua zona de conforto foi abalada, sentes que algo se quebrou mas que ainda está inteira. Sabes o que fazer, mas precisas duma aprovação, seja de Deus, seja de uma canção, seja de uma voz desconhecida que invadiu os teus sonhos numa noite, ou então de nada e apenas tens esperança que apenas saibas o que estás a fazer. Mudas a tua rotina, os teus hábitos, maneira de falar, certa forma de sentar, estar, numa tentativa de recuperares o que perdes-te. E aos poucos até consegues. Ou então apenas te habituas.
E afinal de contas… estás sempre aprender.
Em algum ponto desta nossa viagem, vão-te abrir como um livro, ler-te alguns capítulos. Não vais gostar. Nem da forma como te leram, nem da forma como está escrito, muito menos da forma como te invadiram. Vais decidir mudar o mundo neste ponto. Bem… não vais conseguir. Mas vais mudar algo.
E só por isso, estou a sorrir.
Para R
A minha última obsessão: “Bang Gang” para ouvirem assim…relaxadinhos lol. Eu por exemplo ouvi pela primeira vez a olhar para a árvore de Natal gigante no parque Eduardo VII há uns dias, e achei o momento perfeito.
E afinal de contas… estás sempre aprender.
Em algum ponto desta nossa viagem, vão-te abrir como um livro, ler-te alguns capítulos. Não vais gostar. Nem da forma como te leram, nem da forma como está escrito, muito menos da forma como te invadiram. Vais decidir mudar o mundo neste ponto. Bem… não vais conseguir. Mas vais mudar algo.
E só por isso, estou a sorrir.
Para R
A minha última obsessão: “Bang Gang” para ouvirem assim…relaxadinhos lol. Eu por exemplo ouvi pela primeira vez a olhar para a árvore de Natal gigante no parque Eduardo VII há uns dias, e achei o momento perfeito.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
500 Days of Summer

Esta Sexta-Feira fui ver ao Festival Europeu de Cinema do Estoril, “500 days of Summer”. É a melhor comédia rômantica que alguma vez vi, e nem sequer é “uma história de amor mas sim uma história sobre amor”, logo, torna o filme bem diferente do normal.
Há várias coisas ao longo do filme, que se vão passando entre as duas personagens principais do filme, que provavélmente todos nós já passamos por elas (falo por mim aqui lol), mas essas não foram as coisas que mais me despertaram a atenção.
Gostei do facto de o filme começar com uma rapariga (Summer) que não acredita no amor e que gosta do facto de ser livre e com um rapaz (Tom) que só acredita que vai ser verdadeiramente feliz, no dia que encontrar a “tal”. No final podemos reparar que Tom, ensinou Summer a acreditar no amor e que Summer duma certa forma ensinou Tom a gostar da sua liberdade e a ir atrás dos seus sonhos.
A banda sonora está fenomenal, e achei imensa piada ao facto de eles conjugarem as musicas (as letras das musicas), com as emoções das personagens no devido momento. Aliás as referências musicais são imensas, começando por Summer que é intrepertada pela giríssima Zooey Deschanel e que é vocalista da banda She & Him, pelo facto de ela ter colocado uma quote da música dos Belle and Sebastian (the boy with the arab strap) no School year book, e pela t-shirt dos Joy Division que Tom veste no filme.
O filme é para rir quase praticamente do inicio ao fim e recomendo vivamente.
P.S-> o Joseph Gordon-Levitt é lindo de morrer!!!
Música do Dia: “ She´s Lost Control” – Joy Division
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Sábias palavras
Ouvi hoje, duma colega minha, o seguinte provérbio:
"Dái-me forças para mudar aquilo que posso mudar e aceitar aquilo que não posso mudar"
Sábias palavras que me apeteceu partilhar com vocês.
Música do Dia: "There's a light that never goes out" - The Smiths
"Dái-me forças para mudar aquilo que posso mudar e aceitar aquilo que não posso mudar"
Sábias palavras que me apeteceu partilhar com vocês.
Música do Dia: "There's a light that never goes out" - The Smiths
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Saber,fazer, não sei...
E eu estava a chorar. Enquanto as palavras surgiam, cada uma mais afiada que a anterior, as lágrimas desciam a minha face. Por momentos, odeio as minhas paredes amarelas, o sofá onde estou sentada, as minhas pernas dobradas e dormentes, as minhas mãos e todos os meus gestos. Sinto uma total repulsa para comigo que me deixa agoniada. No momento seguinte dou graças a deus por estar em casa. Acendo um cigarro. Pego na guitarra e imagino todo um novo cenário do lado de fora da minha janela, por onde os autocarros ainda passam á 1h da manhã. E é tão melhor….
E era tão melhor conseguir dormir. Há dias que não distingo se estou acordada ou a sonhar.
Música do dia: “Love Long Distance” - Gossip
E era tão melhor conseguir dormir. Há dias que não distingo se estou acordada ou a sonhar.
Música do dia: “Love Long Distance” - Gossip
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Orgasmo Emocional
O Concerto dos Kings Of Convenience foi brutal!!! Melhor concerto que eu já vi a seguir aos meus tão adorados Arcade Fire.
Quando os acordes da minha musica favorita surgiram, eu tive um orgasmo emocional, mas todo o concerto foi pura delicia para os meus ouvidos e sentimentos.
A companhia não podia ter sido melhor. Se eu e a minha colega T já partilhamos muitas paixões, este concerto afirmou o quanto cromas nós somos! Saímos de lá completamente apaixonadas por Erlend, que tem um aspecto tão geek que o torna num fofinho.
Cheguei a casa com uma vontade imensa de pegar na minha guitarra e passar a noite toda a tocar até sair um rift deles. Que foi o que fiz, mas ainda não saiu nada... muito treino preciso ainda!!
Estou num estado de “Total Bliss”!!

Música do Dia: "Boat Behind" - Kings of Convenience
Quando os acordes da minha musica favorita surgiram, eu tive um orgasmo emocional, mas todo o concerto foi pura delicia para os meus ouvidos e sentimentos.
A companhia não podia ter sido melhor. Se eu e a minha colega T já partilhamos muitas paixões, este concerto afirmou o quanto cromas nós somos! Saímos de lá completamente apaixonadas por Erlend, que tem um aspecto tão geek que o torna num fofinho.
Cheguei a casa com uma vontade imensa de pegar na minha guitarra e passar a noite toda a tocar até sair um rift deles. Que foi o que fiz, mas ainda não saiu nada... muito treino preciso ainda!!
Estou num estado de “Total Bliss”!!

Música do Dia: "Boat Behind" - Kings of Convenience
terça-feira, 3 de novembro de 2009
A Alma não é pequena
“A tua alma não é para tomar conta de ti. Tu é que tens de tomar conta dela. Dar-lhe de comer. Solidão. Consciência. Vagar. Amor. Lembrança. São estes os nossos alimentos.
A tua alma morre de fome e tu queres comê-la. É tua e queres trocá-la.
A tua alma está de visita e tu queres visitá-la. Em vez de lhe dar guarida, tentas invadi-la.
A tua alma não é para ti. Foi-te emprestada. Em vez de agradeceres, tentas gastá-la. Em vez de viveres através dela, para chegar aos outros que vivem como tu, tentas açambarcá-la.
Se a tua alma te foi dada, foi para tentares dá-la. Não interessa não conseguir. Só querer.
Se dizes o «meu amor», como podes crer que seja só teu? Dizes apenas «amor» e procura dá-lo a quem o queira ou a quem tu queiras.
As almas não são de ninguém.”
Miguel Esteves Cardoso em “A vida Inteira”
Hoje, aqui sentada na minha cama com uma cerveja na minha mesinha de cabeceira, e imensos papéis espalhados por toda a cama. Veio-me de repente a voz da alma ou sei lá… e lembrei-me… lembrei-me deste pedaço de palavras que um dia li.
Música da noite: “White Heat” – Officer Kicks
P.S-> Estarei esta próxima quarta no coliseu com a minha colega de trabalho a T, a ver os Kings Of convinience, apareçam :P
A tua alma morre de fome e tu queres comê-la. É tua e queres trocá-la.
A tua alma está de visita e tu queres visitá-la. Em vez de lhe dar guarida, tentas invadi-la.
A tua alma não é para ti. Foi-te emprestada. Em vez de agradeceres, tentas gastá-la. Em vez de viveres através dela, para chegar aos outros que vivem como tu, tentas açambarcá-la.
Se a tua alma te foi dada, foi para tentares dá-la. Não interessa não conseguir. Só querer.
Se dizes o «meu amor», como podes crer que seja só teu? Dizes apenas «amor» e procura dá-lo a quem o queira ou a quem tu queiras.
As almas não são de ninguém.”
Miguel Esteves Cardoso em “A vida Inteira”
Hoje, aqui sentada na minha cama com uma cerveja na minha mesinha de cabeceira, e imensos papéis espalhados por toda a cama. Veio-me de repente a voz da alma ou sei lá… e lembrei-me… lembrei-me deste pedaço de palavras que um dia li.
Música da noite: “White Heat” – Officer Kicks
P.S-> Estarei esta próxima quarta no coliseu com a minha colega de trabalho a T, a ver os Kings Of convinience, apareçam :P
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A minha primeira vez
Li um artigo uma vez, há imenso tempo, que a paixão dura apenas três anos depois apenas fica o amor.(Jorge quero a tua opinião nisto!!) Falo nisto agora porque recentemente vi um filme brasileiro chamado “Romance” que retrata este tema.
Mas não é sobre o filme que vou falar hoje, embora recomende, o filme está engraçado.
As minhas relações nunca duraram mais de três anos, e hoje como vou falar da minha primeira vez, lembrei-me deste pormenor. Pode ser apenas coincidência... ou então não.
A minha primeira vez tinha eu os meus 15 anos, a menos de um mês de fazer os meus 16 e foi com o meu primeiro namorado “a sério”, daqueles que se apresentam á família e tudo. Tinhamos quase um ano de namoro, e ambos morávamos em casa dos nossos pais, logo nunca havia a oportunaidade perfeita para tal ter acontecido mais cedo. O meu namorado era quase praticamente da família, embora não fosse directamente ligado á minha. Ele era (e ainda é), o sobrinho do marido da minha Tia.
Quando aconteceu a minha primeira vez o meu namorado estava doente e de cama, com gripe, e foi terrívelmente desastrosa. Eu tinha ido a casa dele ver como ele estava e fazer-lhe alguma companhia porque a mãe dele tinha saído para ir ás compras.
E lá estava eu deitadinha na cama com ele a ver tv, quando tudo aconteceu. Eu não sabia na altura o que era suposto eu fazer, por isso o meu “não saber o que fazer” e o meu nervozismo não ajudou muito nas tentativas dele de fazer a coisa certa. (não, não vou contar pormenores lol). Mas o pior não foi a primeira vez desastrosa, foi o facto do meu namorado ter desatado a vomitar, por sorte para o chão, logo a seguir ao meu pensamento do dia que na altura foi algo parecido com “De hoje em diante vou arder no inferno!!”.
Confesso que o meu momento perfeito foi totalmente estragado com eu e ele a limparmos o chão e que só algum tempo depois fiquei preparada para tentar novamente! Mas agora até é engraçado recordar =P
Uma semana antes de fazermos três anos de namoro eu acabei com ele. Porque eu beijei outra pessoa. O sentimento de culpa foi tal que eu já não via qualquer retorno, mesmo quando ele me disse que não se importava.
Nunca mais fiz algo parecido com outra pessoa qualquer, sempre fui rapariga de uma pessoa só.
E sempre preservei o meu primeiro namorado como uma pessoa muito especial para mim, não me vejo a ter tido a minha primeira vez com mais ninguém, por mais desastrosa e traumatizante que ela tenha sido.
Música do Dia: "16th & Valencia Roxy Music" - Devendra Banhart
Mas não é sobre o filme que vou falar hoje, embora recomende, o filme está engraçado.
As minhas relações nunca duraram mais de três anos, e hoje como vou falar da minha primeira vez, lembrei-me deste pormenor. Pode ser apenas coincidência... ou então não.
A minha primeira vez tinha eu os meus 15 anos, a menos de um mês de fazer os meus 16 e foi com o meu primeiro namorado “a sério”, daqueles que se apresentam á família e tudo. Tinhamos quase um ano de namoro, e ambos morávamos em casa dos nossos pais, logo nunca havia a oportunaidade perfeita para tal ter acontecido mais cedo. O meu namorado era quase praticamente da família, embora não fosse directamente ligado á minha. Ele era (e ainda é), o sobrinho do marido da minha Tia.
Quando aconteceu a minha primeira vez o meu namorado estava doente e de cama, com gripe, e foi terrívelmente desastrosa. Eu tinha ido a casa dele ver como ele estava e fazer-lhe alguma companhia porque a mãe dele tinha saído para ir ás compras.
E lá estava eu deitadinha na cama com ele a ver tv, quando tudo aconteceu. Eu não sabia na altura o que era suposto eu fazer, por isso o meu “não saber o que fazer” e o meu nervozismo não ajudou muito nas tentativas dele de fazer a coisa certa. (não, não vou contar pormenores lol). Mas o pior não foi a primeira vez desastrosa, foi o facto do meu namorado ter desatado a vomitar, por sorte para o chão, logo a seguir ao meu pensamento do dia que na altura foi algo parecido com “De hoje em diante vou arder no inferno!!”.
Confesso que o meu momento perfeito foi totalmente estragado com eu e ele a limparmos o chão e que só algum tempo depois fiquei preparada para tentar novamente! Mas agora até é engraçado recordar =P
Uma semana antes de fazermos três anos de namoro eu acabei com ele. Porque eu beijei outra pessoa. O sentimento de culpa foi tal que eu já não via qualquer retorno, mesmo quando ele me disse que não se importava.
Nunca mais fiz algo parecido com outra pessoa qualquer, sempre fui rapariga de uma pessoa só.
E sempre preservei o meu primeiro namorado como uma pessoa muito especial para mim, não me vejo a ter tido a minha primeira vez com mais ninguém, por mais desastrosa e traumatizante que ela tenha sido.
Música do Dia: "16th & Valencia Roxy Music" - Devendra Banhart
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Periodo de testes
Muito estudo por aqui =)
Já me pus a cantar isto algures numa noite, numa rua, onde só se ouvia a minha voz e os passos de muitas pessoas...lol
Já me pus a cantar isto algures numa noite, numa rua, onde só se ouvia a minha voz e os passos de muitas pessoas...lol
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Vamos a um sitio?
Senti a tua falta hoje. Não uma falta do tipo romântico, mas uma falta do nosso companheirismo. Nós nunca fomos um casal de namorados normal. Eu nunca disse que te amava, tu deixas-te-o escapar uma vez numa das nossas conversas. Nunca dávamos as mãos em público. Nunca me beijavas em público. Eu nunca te chamei de meu amor, ou outro nome qualquer que pessoas apaixonadas costumam chamar. Sempre disse que eras o meu animal doméstico, o meu “bicho”, que passava demasiado tempo sozinho em casa, demasiado introvertido e tímido para socializar com quem quer que fosse.
Partilhámos a mesma casa, mas o meu território sempre se ficou pela sala de estar, enquanto que o teu era o quarto.
Tu sempre me analizavas com termos de um psicanalista, eu achava graça e contava-te todos os meus pensamentos, mesmo aqueles que não faziam qualquer sentido. Tu sempre ouvias. Até quando ficávamos em silêncio.
Sempre me fazias surpresas, dizias “vamos a um sitio?” “onde?” “por aí...” e andavamos como que perdidos a ver a vista e a comer ao ar livre, mesmo quando chovia. Sempre adorei isso em ti, pois foi assim que tudo começou, lembras-te?
Conheci-te no meu dia de anos, pensava nunca mais te voltar a ver e no dia seguinte lá estavas tu a bater á minha porta de casa com o “vamos a um sitio?”
Hoje senti a tua falta. Talvez não tua...
Senti a falta do “vamos a um sitio?” senti a falta de andar por aí como que perdida, a comer ao ar livre...
Dei por mim a pensar que duma certa forma tu curaste qualquer coisa dentro de mim, a dor que outrora eu trazia comigo quando te conheci, desapareceu.
Talvez tenha sido esta a razão, que quando tudo acabou eu não fiquei triste, sentia me apenas com sorte. Sorte esta que até hoje ainda não me abandonou. Sorte de ter tido alguém como tu a ver-me crescer.
Dedicado a T.
“Ás vezes sinto a necessidade de tempo, tempo para encontrar as palavras certas que definam esta estranha forma de estar, só assim as palavras me saem mais verdadeiras, e não como recados que faço para mim própria para apenas me sentir melhor”
Meus apontamentos 7-8-09
Música do dia: “Falling Down” - Oasis
Partilhámos a mesma casa, mas o meu território sempre se ficou pela sala de estar, enquanto que o teu era o quarto.
Tu sempre me analizavas com termos de um psicanalista, eu achava graça e contava-te todos os meus pensamentos, mesmo aqueles que não faziam qualquer sentido. Tu sempre ouvias. Até quando ficávamos em silêncio.
Sempre me fazias surpresas, dizias “vamos a um sitio?” “onde?” “por aí...” e andavamos como que perdidos a ver a vista e a comer ao ar livre, mesmo quando chovia. Sempre adorei isso em ti, pois foi assim que tudo começou, lembras-te?
Conheci-te no meu dia de anos, pensava nunca mais te voltar a ver e no dia seguinte lá estavas tu a bater á minha porta de casa com o “vamos a um sitio?”
Hoje senti a tua falta. Talvez não tua...
Senti a falta do “vamos a um sitio?” senti a falta de andar por aí como que perdida, a comer ao ar livre...
Dei por mim a pensar que duma certa forma tu curaste qualquer coisa dentro de mim, a dor que outrora eu trazia comigo quando te conheci, desapareceu.
Talvez tenha sido esta a razão, que quando tudo acabou eu não fiquei triste, sentia me apenas com sorte. Sorte esta que até hoje ainda não me abandonou. Sorte de ter tido alguém como tu a ver-me crescer.
Dedicado a T.
“Ás vezes sinto a necessidade de tempo, tempo para encontrar as palavras certas que definam esta estranha forma de estar, só assim as palavras me saem mais verdadeiras, e não como recados que faço para mim própria para apenas me sentir melhor”
Meus apontamentos 7-8-09
Música do dia: “Falling Down” - Oasis
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Odeio...
Odeio coisas fora do sitio, tanto em casa como no escritório, tudo tem uma ordem. A ordem para mim representa equilibrio. O Pedro chama-lhe a minha “mania das limpezas”.
Odeio chegar atrasada, sempre estou no sitio combinado cerca de 30 min ou mais antes. Se me vêm buscar acontece o mesmo.
Odeio que me façam esperar. Fico possessa mesmo!
Odeio comprometer-me com algo que depois não consiga realizar por motivos alheios.
Odeio pessoas com pouca presença. Para mim elas têm que ser marcantes, um sinal de fraqueza é o suficiente para eu me afastar.
Odeio as pessoas que se gabam que ganham bem, mas que chega a meio do mês e nunca têm dinheiro para nada. Mas o que raio é que elas fazem ao dinheiro??!?!?!?!?
Odeio pessoas burras. O JPM chama-lhe a minha “queda para os intelectuais”. Mas, que conversas é que se pode ter com uma pessoa que não tem o minino de cultura geral? Não percebo...
Odeio que me acordem. Eu acordo sempre bem disposta, feliz com a vida e cheia de stamina, mas quando me acordam, está o caldo entornado!!
Odeio açorda. Mas qual é a piada de papa de pão molhado em água??? Por azar a minha mãe diz que tenho muito jeito para a fazer. Também odeio, tudo o que seja entranhas de animais. Moelas, pipis, tripa, dobrada, essas coisas não são para mim. Tenho a vaga sensação que quem inventou este tipo de comida estava mesmo a passar uma fominha danada, do tipo comeu o animal todo, depois viu que ficavam ali as entranhas mas ainda tinha fome, e bora lá ser original! (Taradão!!)
Odeio sair de casa sem ter tudo arrumado. A minha avó sempre me ensinou “nunca sabemos quem trazemos connosco ao fim do dia para casa, nem quando nos podem fazer uma visita, por isso, pelo menos a cama tem que ser sempre feita”. A minha avó sabe-a toda.
Odeio o facto do dia só ter 24 horas. Passa demasiado depressa para tudo o que eu quero fazer.
Odeio ter insónias, e tenho mesmo imensas, é rara a semana em que eu tenha pelo menos um dia em que durma mais de 8h seguidas.
Odeio o cansaço.
Odeio bichos! São repugnantes, só de escrever já me estou a arrepiar!! Baratas, aranhas, osgas, cobras, blargg. Não confudam com medo, porque a maior parte das vezes que estes bichos me apareceram á frente sofreram uma pequena fatalidade. É mesmo nojo.
Odeio roupa justa. Tenho que usar sempre qualquer coisa larguinha que me deixe á vontade.
Odeio discussões. O que é preciso é calma, muita calma.
Odeio não conseguir dizer que “Não”, quando em certas alturas é o que quero mesmo dizer.
Música do dia: "All the wrong pills" - Bombs into you
Odeio chegar atrasada, sempre estou no sitio combinado cerca de 30 min ou mais antes. Se me vêm buscar acontece o mesmo.
Odeio que me façam esperar. Fico possessa mesmo!
Odeio comprometer-me com algo que depois não consiga realizar por motivos alheios.
Odeio pessoas com pouca presença. Para mim elas têm que ser marcantes, um sinal de fraqueza é o suficiente para eu me afastar.
Odeio as pessoas que se gabam que ganham bem, mas que chega a meio do mês e nunca têm dinheiro para nada. Mas o que raio é que elas fazem ao dinheiro??!?!?!?!?
Odeio pessoas burras. O JPM chama-lhe a minha “queda para os intelectuais”. Mas, que conversas é que se pode ter com uma pessoa que não tem o minino de cultura geral? Não percebo...
Odeio que me acordem. Eu acordo sempre bem disposta, feliz com a vida e cheia de stamina, mas quando me acordam, está o caldo entornado!!
Odeio açorda. Mas qual é a piada de papa de pão molhado em água??? Por azar a minha mãe diz que tenho muito jeito para a fazer. Também odeio, tudo o que seja entranhas de animais. Moelas, pipis, tripa, dobrada, essas coisas não são para mim. Tenho a vaga sensação que quem inventou este tipo de comida estava mesmo a passar uma fominha danada, do tipo comeu o animal todo, depois viu que ficavam ali as entranhas mas ainda tinha fome, e bora lá ser original! (Taradão!!)
Odeio sair de casa sem ter tudo arrumado. A minha avó sempre me ensinou “nunca sabemos quem trazemos connosco ao fim do dia para casa, nem quando nos podem fazer uma visita, por isso, pelo menos a cama tem que ser sempre feita”. A minha avó sabe-a toda.
Odeio o facto do dia só ter 24 horas. Passa demasiado depressa para tudo o que eu quero fazer.
Odeio ter insónias, e tenho mesmo imensas, é rara a semana em que eu tenha pelo menos um dia em que durma mais de 8h seguidas.
Odeio o cansaço.
Odeio bichos! São repugnantes, só de escrever já me estou a arrepiar!! Baratas, aranhas, osgas, cobras, blargg. Não confudam com medo, porque a maior parte das vezes que estes bichos me apareceram á frente sofreram uma pequena fatalidade. É mesmo nojo.
Odeio roupa justa. Tenho que usar sempre qualquer coisa larguinha que me deixe á vontade.
Odeio discussões. O que é preciso é calma, muita calma.
Odeio não conseguir dizer que “Não”, quando em certas alturas é o que quero mesmo dizer.
Música do dia: "All the wrong pills" - Bombs into you
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Falar em código
Eram 5h00 da manhã. Eu subi com o meu portátil para o quarto e disse:
-“Vou ver um filme antes de adormecer.”
Enquanto me aconchegava na cama e punha o filme a começar disse para mim própria “se ele subir e me bater á porta é porque me adora, se ele não subir é porque eu sou nada”. E o filme começou, mas eu estava a pensar nas mãos dele. Perfeitas e delicadas. A maneira como ele me abraça que me queima na pele. Estava eu a pensar que *”desejava que falássemos em código. Uma simples frase, uma única palavra, podia significar todo um vocabulário que só eu e tu soubéssemos. Eu te diria então, o que realmente sinto, só tu o irias entender, só tu me aceitarias pelo que realmente sou.”
Oiço baterem-me á porta. Meu coração salta-me do peito a toda a velocidade, e o rosto dele aparece na beirada da porta, pergunta-me:
-“Está a dormir alguém naquela cama?”
Eu não tenho palavras, apenas aceno que não. Depois pergunto timidamente se ele quer ver um filme comigo. Ele diz que sim e aninha-se do meu lado. E eu... começo a ouvir música...
*Meus apontamentos
“deve ser esta a minha timidez e esta a minha cobardia, que só quando estou longe me vem o coração ás mãos e tenho vontade de to oferecer, sem medo que o possas aceitar”
Miguel Esteves Cardoso em “O Amor é Fodido”
-“Vou ver um filme antes de adormecer.”
Enquanto me aconchegava na cama e punha o filme a começar disse para mim própria “se ele subir e me bater á porta é porque me adora, se ele não subir é porque eu sou nada”. E o filme começou, mas eu estava a pensar nas mãos dele. Perfeitas e delicadas. A maneira como ele me abraça que me queima na pele. Estava eu a pensar que *”desejava que falássemos em código. Uma simples frase, uma única palavra, podia significar todo um vocabulário que só eu e tu soubéssemos. Eu te diria então, o que realmente sinto, só tu o irias entender, só tu me aceitarias pelo que realmente sou.”
Oiço baterem-me á porta. Meu coração salta-me do peito a toda a velocidade, e o rosto dele aparece na beirada da porta, pergunta-me:
-“Está a dormir alguém naquela cama?”
Eu não tenho palavras, apenas aceno que não. Depois pergunto timidamente se ele quer ver um filme comigo. Ele diz que sim e aninha-se do meu lado. E eu... começo a ouvir música...
*Meus apontamentos
“deve ser esta a minha timidez e esta a minha cobardia, que só quando estou longe me vem o coração ás mãos e tenho vontade de to oferecer, sem medo que o possas aceitar”
Miguel Esteves Cardoso em “O Amor é Fodido”
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Filas...
Quinta-feira passada fui ao mega arraial de recepção ao caloiro, no parque das nações, e fiquei supreendida. Não pela quantidade de pessoas, que era preciso empurrar e rouçar-me toda para conseguir caminhar. Não pelo preço da imperial. Não pela quantidade de meninos giros e meninas giras á minha volta. Fiquei surpreendida com a facilidade com que toda a gente metia conversa com toda a gente. Fiquei ainda mais surpreendida por essa facilidade ser ainda maior na fila de espera para ir ao wc. Foi lá que conheci a Marta de Lisboa que anda na faculdade de letras, que calorosamente me pediu se podia enviar sms do meu tlm, já que quase nenhum funcionava nessa noite, lá está, momento de sorte só meu. Foi lá que conheci a Inês da Ericeira que anda na faculdade de qualquer coisa famacêuticos, e que estava podre de bebeda (tal como eu já nessa altura) e encostamo-nos uma á outra para manter o equilibrio. Foi lá que conheci a Isabel do IPAM, instituto qualquer coisa de marketing e que os seus piercings no lábio, sobrancelha e nariz me despertaram uma certa atenção juntamente com os seus modos rudes mas engraçados de falar.
Conclusão... as filas são óptimus locais para conhecer gente.
O Tok que andava com vontade de conhecer as minhas amigas... é que não aproveitou, mas lá está... a fila era só para o wc das meninas.
Coisa boa disto tudo, fui para casa a adormecer no colinho do N, tal como já aconteceu num post que escrevi aqui ha uns tempos. Ahhhh colinho bom!
Música do Dia: “Magic Touch” – Golden Silvers
Conclusão... as filas são óptimus locais para conhecer gente.
O Tok que andava com vontade de conhecer as minhas amigas... é que não aproveitou, mas lá está... a fila era só para o wc das meninas.
Coisa boa disto tudo, fui para casa a adormecer no colinho do N, tal como já aconteceu num post que escrevi aqui ha uns tempos. Ahhhh colinho bom!
Música do Dia: “Magic Touch” – Golden Silvers
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Estado de espirito
“Pela primeira vez há mais tempo do que me consigo lembrar, sinto-me em paz. Não Estou feliz. Não estou triste. Não estou ansioso. Não estou com tesão. São apenas as partes mais elevadas do meu cérebro a fecharem a loja. O córtex cerebral. O cerebelo. É aí que está o meu problema.
Estou a simplificar-me.
Algures equilibrado exactamente no meio, entre a felicidade e a tristeza.
Porque as esponjas nunca têm um mau dia.”
Asfixia – Chuck Palahniuk
Preciso de expandir este meu estado de espírito… até encontrar partes de mim. Partes de mim que perdi algures com as perdas da minha vida. Não percebi, o quanto estava a perder de mim cada vez que olhava para o lado, para não ter que olhar para dentro de mim.
Duma certa forma… preciso de me encontrar.
Musica do dia: "Cherry Blossom girl" - Air
Estou a simplificar-me.
Algures equilibrado exactamente no meio, entre a felicidade e a tristeza.
Porque as esponjas nunca têm um mau dia.”
Asfixia – Chuck Palahniuk
Preciso de expandir este meu estado de espírito… até encontrar partes de mim. Partes de mim que perdi algures com as perdas da minha vida. Não percebi, o quanto estava a perder de mim cada vez que olhava para o lado, para não ter que olhar para dentro de mim.
Duma certa forma… preciso de me encontrar.
Musica do dia: "Cherry Blossom girl" - Air
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
"In the mood for love"
Terça á noite arranjei um tempinho para me recostar no meu sofá e rever o filme “In the mood for love”. É um filme chinês, passado em Hong Kong, acompanhado de uma única música como banda sonora. Não sei de quem é a música, mas é uma valsa acompanhada de violino que acenta perfeitamente no filme.
O filme retrata dois casais que se mudam para quartos alugados em casas que ficam uma ao lado da outra no mesmo prédio. Num casal o marido ausenta-se muito frequentemente em negócios deixando a esposa sempre sozinha em Hong Kong, no outro casal quem se ausenta muito é a esposa, ficando sempre o marido sozinho. Eles acabam por se cruzar muitas vezes no corredor do prédio, e acabam por meter conversa, até que se apercebem que estão os dois a ser enganados, e que os respectivos cônjuges que passam muito tempo fora é para estarem um com o outro.
Ora há uma cena que eu acho espetacular neste filme, a cena é quando eles decidem sair os dois fazendo de conta que são os respectivos amantes pelos quais estão a ser enganados. Vão a um restaurante e quando estão a ver a ementa, ela diz a ele para escolher por ela, porque não sabe o que a mulher dele gosta, e ele pede-lhe o mesmo. Acabam os dois a comer grandes bifes. È então que ele delicadamente pega no frasco ao lado deles na mesa, tira uma colher de mostarda e mete no prato dela. Ela molha o pedaço de bife na mostarda e mete á boca onde faz uma pequena careta. Ele olha para ela e pergunta: “- Gosta de picante? A minha mulher gosta”
E isto caros amigos que me lêm agora é o que eu chamo Amor. O facto de ele saber o tipo de molho que a mulher gosta, e como que num ritual por-lhe no prato é um acto de extremo carinho e sentimento profundo que nunca há palavras suficientes e apenas nos actos se sente.
Um dia... um dia quero que alguém me ponha o meu molho favorito no prato, sem eu nunca ter dito qual é.
(Isto ficava bem nos pacotes de açucar da Delta!)
Nesse dia eu me sentirei em “Shangri-la”.
Música do Dia: “Stellar” - Incubus
O filme retrata dois casais que se mudam para quartos alugados em casas que ficam uma ao lado da outra no mesmo prédio. Num casal o marido ausenta-se muito frequentemente em negócios deixando a esposa sempre sozinha em Hong Kong, no outro casal quem se ausenta muito é a esposa, ficando sempre o marido sozinho. Eles acabam por se cruzar muitas vezes no corredor do prédio, e acabam por meter conversa, até que se apercebem que estão os dois a ser enganados, e que os respectivos cônjuges que passam muito tempo fora é para estarem um com o outro.
Ora há uma cena que eu acho espetacular neste filme, a cena é quando eles decidem sair os dois fazendo de conta que são os respectivos amantes pelos quais estão a ser enganados. Vão a um restaurante e quando estão a ver a ementa, ela diz a ele para escolher por ela, porque não sabe o que a mulher dele gosta, e ele pede-lhe o mesmo. Acabam os dois a comer grandes bifes. È então que ele delicadamente pega no frasco ao lado deles na mesa, tira uma colher de mostarda e mete no prato dela. Ela molha o pedaço de bife na mostarda e mete á boca onde faz uma pequena careta. Ele olha para ela e pergunta: “- Gosta de picante? A minha mulher gosta”
E isto caros amigos que me lêm agora é o que eu chamo Amor. O facto de ele saber o tipo de molho que a mulher gosta, e como que num ritual por-lhe no prato é um acto de extremo carinho e sentimento profundo que nunca há palavras suficientes e apenas nos actos se sente.
Um dia... um dia quero que alguém me ponha o meu molho favorito no prato, sem eu nunca ter dito qual é.
(Isto ficava bem nos pacotes de açucar da Delta!)
Nesse dia eu me sentirei em “Shangri-la”.
Música do Dia: “Stellar” - Incubus
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O Meu segundo Beijo
Vim morar para a capital aos meus 12 anos. Até então tinha estado a morar com a minha avó no interior e antes disso já eu tinha mudado de casa pelo menos umas 3 vezes. Nunca fui esquezita em termos de mudanças sempre as enfrentei como coisas novas que surgem na vida, “lufadas de ar fresco” que apenas acontecem. É claro que estando eu sempre a mudar de casa, nunca consegui manter amizades prolongadas, nunca me dei ao trabalho de conhecer os vizinhos, nem nunca me dei ao trabalho de ir sempre ao mesmo café para criar hábitos diários.
Mas voltando ao inicio, vim morar para a capital aos meus 12 anos, e estava eu a entrar numa escola secundária de Lisboa. Ora uma criança que acaba de vir da provincia onde a escola que frequentava não tinha mais de 12 alunos, chegar á capital e enfrentar uma escola com mais de 1000, digo-vos já que não foi tarefa fácil. Começando logo no primeiro dia em que eu não fazia a minima idéia do que eram praxes e vi-me forçada a ameaçar um certo numero de pessoas que me queriam pintar a cara. Mas tirando isso eu sempre tive uma boa reputação (lol), sendo uma das raparigas mais populares de toda a escola. E se já estavam a pensar que era pelos meus lindos olhos, estão redondamente enganados!!
Eu sempre fui um bocado “Maria Rapaz”, por isso na escola basicamente toda a gente me conhecia devido aos meus talentos para jogar futebol (mais tarde no volei também), para jogar matraquilhos, para dar porrada nos rapazes e para vender fotocópias do Dragon Ball.
Mas o auge da minha “popularidade”, por assim dizer, aconteceu no 8º ano, quando na festa de natal de 1997, eu e algumas colegas de turma resolvemos imitar as Spice Girls perante toda a escola. Depois deste humilhante evento, lembro-me que, tanto eu como as minhas colegas, começamos a receber bilhetes dos rapazes, várias músicas na rádio da escola me eram dedicadas (principalmente músicas dos Back Street Boys), flores, lanches, etc...
Desta forma no ano seguinte eu rendi-me á minha puberdade e arranjei o meu primeiro namorado.
O Nuno era o rapaz mais talentoso da turma, era moreno, tinha jeito para o futebol, era extremamente inteligente, e tinha uma personalidade extrovertida como a minha, por isso para mim, que tinha acabado de mudar de turma, foi amor á primeira vista!
Poucas semanas depois de começarmos a falar um com o outro, recebi a tão esperada pergunta se eu queria ser a sua namorada. Mas naquele instante lembrei-me do tão horrivel que o meu primeiro beijo tinha sido, ocorreu-me que se eu ía ter namorado teria que lhe dar beijos, desta forma pedi-lhe que me desse tempo para pensar...
Ora eu passei 1 semana a treinar beijos boca, como é óbvio, o meu segundo beijo teria que ser perfeito, eu beijava pêssegos, pêras, morangos (não vale rir lol), até que resolvi dar a minha resposta.
Naquele dia a primeira aula era de educação fisica, tinha decidido dizer-lhe a resposta depopis da aula, então passei a aula toda com um frio no estômago.
Em frente ao ginásio haviam mesas de ping pong para jogarmos no recreio, eu sentei-me em cima duma delas enquanto esperava ele sair dos balneários. Quando ele saiu, chamei-o, dei-lhe a mão, puxei-o para mim e dei-lhe o meu segundo beijo na boca. Não me lembro ao certo quando tempo demorou, sei que foi perfeito, suave e doce como eu havia imaginado naquela última semana. Depois deste beijo, o dificil era parar. Aproveitavamos todos os intervalos para estarmos colados um ao outro, acabámos um com o outro imensas vezes, e voltámos um para o outro imensas vezes naquele ano. Foi o namoro mais “aceso” que tive. No fim do ano teve que acabar tudo, eu ía mudar de casa novamente o que significava que também ía mudar de escola. No último dia de aulas ele pediu-me a minha nova morada. Mais tarde recebi cerca de 3 cartas dele... até que na terceira eu já não lhe respondi, acabando assim o contacto.
P.S-> Estranhamente no ensino básico (tá bom Pedro???!!?!?), foi o periodo em que eu tive mais actividades extra-curriculares, por assim dizer, dediquei-me ao rancho folclórico, luta greco-romana (era muito boa nisto, só nao tinha coragem de dar mortais), voleibol profissional(dei alta cabazada no benfica) e fui vice-presidente da associação de estudantes.
Música do Dia: “Dead Lazers” – Kap Bambino
Mas voltando ao inicio, vim morar para a capital aos meus 12 anos, e estava eu a entrar numa escola secundária de Lisboa. Ora uma criança que acaba de vir da provincia onde a escola que frequentava não tinha mais de 12 alunos, chegar á capital e enfrentar uma escola com mais de 1000, digo-vos já que não foi tarefa fácil. Começando logo no primeiro dia em que eu não fazia a minima idéia do que eram praxes e vi-me forçada a ameaçar um certo numero de pessoas que me queriam pintar a cara. Mas tirando isso eu sempre tive uma boa reputação (lol), sendo uma das raparigas mais populares de toda a escola. E se já estavam a pensar que era pelos meus lindos olhos, estão redondamente enganados!!
Eu sempre fui um bocado “Maria Rapaz”, por isso na escola basicamente toda a gente me conhecia devido aos meus talentos para jogar futebol (mais tarde no volei também), para jogar matraquilhos, para dar porrada nos rapazes e para vender fotocópias do Dragon Ball.
Mas o auge da minha “popularidade”, por assim dizer, aconteceu no 8º ano, quando na festa de natal de 1997, eu e algumas colegas de turma resolvemos imitar as Spice Girls perante toda a escola. Depois deste humilhante evento, lembro-me que, tanto eu como as minhas colegas, começamos a receber bilhetes dos rapazes, várias músicas na rádio da escola me eram dedicadas (principalmente músicas dos Back Street Boys), flores, lanches, etc...
Desta forma no ano seguinte eu rendi-me á minha puberdade e arranjei o meu primeiro namorado.
O Nuno era o rapaz mais talentoso da turma, era moreno, tinha jeito para o futebol, era extremamente inteligente, e tinha uma personalidade extrovertida como a minha, por isso para mim, que tinha acabado de mudar de turma, foi amor á primeira vista!
Poucas semanas depois de começarmos a falar um com o outro, recebi a tão esperada pergunta se eu queria ser a sua namorada. Mas naquele instante lembrei-me do tão horrivel que o meu primeiro beijo tinha sido, ocorreu-me que se eu ía ter namorado teria que lhe dar beijos, desta forma pedi-lhe que me desse tempo para pensar...
Ora eu passei 1 semana a treinar beijos boca, como é óbvio, o meu segundo beijo teria que ser perfeito, eu beijava pêssegos, pêras, morangos (não vale rir lol), até que resolvi dar a minha resposta.
Naquele dia a primeira aula era de educação fisica, tinha decidido dizer-lhe a resposta depopis da aula, então passei a aula toda com um frio no estômago.
Em frente ao ginásio haviam mesas de ping pong para jogarmos no recreio, eu sentei-me em cima duma delas enquanto esperava ele sair dos balneários. Quando ele saiu, chamei-o, dei-lhe a mão, puxei-o para mim e dei-lhe o meu segundo beijo na boca. Não me lembro ao certo quando tempo demorou, sei que foi perfeito, suave e doce como eu havia imaginado naquela última semana. Depois deste beijo, o dificil era parar. Aproveitavamos todos os intervalos para estarmos colados um ao outro, acabámos um com o outro imensas vezes, e voltámos um para o outro imensas vezes naquele ano. Foi o namoro mais “aceso” que tive. No fim do ano teve que acabar tudo, eu ía mudar de casa novamente o que significava que também ía mudar de escola. No último dia de aulas ele pediu-me a minha nova morada. Mais tarde recebi cerca de 3 cartas dele... até que na terceira eu já não lhe respondi, acabando assim o contacto.
P.S-> Estranhamente no ensino básico (tá bom Pedro???!!?!?), foi o periodo em que eu tive mais actividades extra-curriculares, por assim dizer, dediquei-me ao rancho folclórico, luta greco-romana (era muito boa nisto, só nao tinha coragem de dar mortais), voleibol profissional(dei alta cabazada no benfica) e fui vice-presidente da associação de estudantes.
Música do Dia: “Dead Lazers” – Kap Bambino
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O meu primeiro Beijo
O meu primeiro beijo, como diz a música do José Malhoa “foi atrás da igreja, num bailarico de verão”.Estavamos em pleno Agosto, e estava quase de malas feitas para a capital onde viria morar com a minha mãe nos próximos tempos. Era de noite, toda a terrinha estava em festa, um autêntico bailarico de verão, que todos os anos se repete. O Carlo (sim não me enganei, é mesmo Carlo) tinha 15 anos e eu tinha 11. Mais tarde vim a descobrir que a mãe do Carlo tinha sido a primeira namorada do meu pai, o que veio dar uma certa graça ao meu primeiro beijo. Digo isto por duas razões, primeiro porque o beijo foi-me roubado e segundo porque não gostei. Mas no final de contas eu ainda não tinha idade para gostar de beijos na boca (penso eu), e outro aspecto importante, eu não estava apaixonada.
Estavamos num jogo de escondidas, e o redor da igreja era um dos sitios mais escuros da terra, logo era sempre um óptimo sitio para não se ser visto. O Carlo veio comigo. Estávamos nós já ha uns 15 minutos sem sermos vistos. A certa altura eu digo que é melhor irmos andando e começo a caminhar... quando o Carlo me puxa pela mão para ele e me rouba o meu primeiro beijo. Era molhado, muito mais molhado do que eu imaginara ao ver as novelas, e a maneira como ele enfiou a lingua na minha boca ainda o fêz mais molhado dando-me a sensação que estava a ser invadida por algo escorregadio que na altura me fez lembrar de lulas a nadar no mar.
Quando ele acabou de me dar o beijo, ficou em silêncio. Eu estava em estado de choque, verdade seja dita, e ele abraçou-me. Nesta altura fomos descobertos. Passei o restante mês de Agosto a ser gozada por aquele abraço descoberto (mal eles sabiam o que se havia passado), e com o Carlo nunca mais tornei a falar, salvo um “boa tarde ou boa noite” quando nas festas dos anos seguintes o fui vendo. Hoje ele já é casado e a razão daquele beijo nunca vim a descobrir.
Mas o meu segundo beijo... o meu segundo já foi muito diferente. Conto para a próxima...
Música do Dia: “My lucky charm” – The Postmarks
Estavamos num jogo de escondidas, e o redor da igreja era um dos sitios mais escuros da terra, logo era sempre um óptimo sitio para não se ser visto. O Carlo veio comigo. Estávamos nós já ha uns 15 minutos sem sermos vistos. A certa altura eu digo que é melhor irmos andando e começo a caminhar... quando o Carlo me puxa pela mão para ele e me rouba o meu primeiro beijo. Era molhado, muito mais molhado do que eu imaginara ao ver as novelas, e a maneira como ele enfiou a lingua na minha boca ainda o fêz mais molhado dando-me a sensação que estava a ser invadida por algo escorregadio que na altura me fez lembrar de lulas a nadar no mar.
Quando ele acabou de me dar o beijo, ficou em silêncio. Eu estava em estado de choque, verdade seja dita, e ele abraçou-me. Nesta altura fomos descobertos. Passei o restante mês de Agosto a ser gozada por aquele abraço descoberto (mal eles sabiam o que se havia passado), e com o Carlo nunca mais tornei a falar, salvo um “boa tarde ou boa noite” quando nas festas dos anos seguintes o fui vendo. Hoje ele já é casado e a razão daquele beijo nunca vim a descobrir.
Mas o meu segundo beijo... o meu segundo já foi muito diferente. Conto para a próxima...
Música do Dia: “My lucky charm” – The Postmarks
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Scarlet Fields
Tenho palavras que me surgem delicadamente e me preenchem. São palavras largas, muitas, que correm fluentemente meu pensamento. São palavras novas, não consigo encontrar significado para todas. Elas confundem-me, mantém-me ocupada por dentro, como um nervoso miudinho, alimentam-se da minha imaginação, dos meus sonhos. Não tenho controlo algum sobre elas, nem na forma em como elas se manifestam. Apenas surgem...
Eu tenho palavras que não posso dize-las ou escrevê-las.
Estas palavras são o meu segredo.
O meu segredo és Tu.
Música do Dia: “Scarlet Fields” – The Horrors
Eu tenho palavras que não posso dize-las ou escrevê-las.
Estas palavras são o meu segredo.
O meu segredo és Tu.
Música do Dia: “Scarlet Fields” – The Horrors
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Faculdade 1º Dia - 2º Ano
Ontem foi o meu primeiro dia de aulas, deste meu segundo ano de faculdade. Tenho uma turma completamente diferente, mas ao menos fiquei com a minha colega/super amiga Vânia na minha turma =) (Inseparáveis ãh?lol).
Por um lado é triste, já não termos os nossos colegas com quem criamos laços o ano passado. Por outro pode ser interessante conhecer pessoas novas. Vamos lá ver como isto corre.
Esta semana também está a correr ás mil maravilhas por aqui no trabalho, já tenho o pessoal do meu departamento todo operacional, por isso já dá para levar o dia mais nas calmas.
E já andava eu a pensar no fim de semana prolongado do 5 de Outubro, quando apanho com a triste notícia que tenho aulas aos sábados... isto não há condições! Mas... podia ser pior.
Música do Dia: “23” – Blonde Redhair
Por um lado é triste, já não termos os nossos colegas com quem criamos laços o ano passado. Por outro pode ser interessante conhecer pessoas novas. Vamos lá ver como isto corre.
Esta semana também está a correr ás mil maravilhas por aqui no trabalho, já tenho o pessoal do meu departamento todo operacional, por isso já dá para levar o dia mais nas calmas.
E já andava eu a pensar no fim de semana prolongado do 5 de Outubro, quando apanho com a triste notícia que tenho aulas aos sábados... isto não há condições! Mas... podia ser pior.
Música do Dia: “23” – Blonde Redhair
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Canções de Embalar
Não me lembro do dia... nem do mês... talvez fosse em Julho. Voltavamos dum sitio um pouco longe, onde uma vez já morei, onde parte dos nossos amigos lá moram. Tinha bebido, mas estava sóbria. Tinhamos andado imenso, estava de rastos e a tarde toda tínhamos andado na praia.
Éramos quatro no carro a voltar para casa e eu estava na fase do “quase dorme”. Tu olhas-te para mim e disses-te:
- Podes te encostar a mim se quiseres!
Eu agarrei-me ao teu braço e encostei minha cabeça ao teu ombro. Momentos depois decidi que estaria melhor ao deitar-me no teu colo. O meu sono era imenso, o meu cansaço devastador. Tu amparas-te me com o teu braço por cima mim acariciando o meu ombro, do mesmo modo que já tinhas feito antes numa LAN qualquer, quando estavamos os dois sentados no sofá e agarras-te os meus pés para os aquecer.
Eu adormeci... mas a sensação... eu não esqueci. Normalmente lembro-me dela antes de dormir. Então me apercebi, já não é a minha almofada velhinha do Vitinho que me embala para dormir, é a música que oiço quando me tocas e que eu faço de conta não ouvir.
Música do Dia: “ Who needs Love?” - Razorlight
Éramos quatro no carro a voltar para casa e eu estava na fase do “quase dorme”. Tu olhas-te para mim e disses-te:
- Podes te encostar a mim se quiseres!
Eu agarrei-me ao teu braço e encostei minha cabeça ao teu ombro. Momentos depois decidi que estaria melhor ao deitar-me no teu colo. O meu sono era imenso, o meu cansaço devastador. Tu amparas-te me com o teu braço por cima mim acariciando o meu ombro, do mesmo modo que já tinhas feito antes numa LAN qualquer, quando estavamos os dois sentados no sofá e agarras-te os meus pés para os aquecer.
Eu adormeci... mas a sensação... eu não esqueci. Normalmente lembro-me dela antes de dormir. Então me apercebi, já não é a minha almofada velhinha do Vitinho que me embala para dormir, é a música que oiço quando me tocas e que eu faço de conta não ouvir.
Música do Dia: “ Who needs Love?” - Razorlight
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
09 - 09 - 09, Que fofo! lol
Hoje acordei com a forte trovoada que se fez sentir de manhãzinha. O ar amarelado que surgiu quando abri a janela do meu quarto adivinhava raios e trovões bem grandes e segundos depois pude ve-los claramente.
O regresso ao trabalho depois de uma semaninha bem boa de férias é sempre dificil. Mais dificil fica, quando chegas e descobres que tás sozinha no teu departamento. A minha colega está de férias como era previsto, e o meu colega que era o que eu vinha mais ansiosa para ver, está em casa com a famosa Gripe A!!!
Resolvo telefonar-lhe, para gozar um pouco com ele e saber como está, ele diz-me que foi barrado á porta do centro de saúde como um paciente zero dum virús do mal.
Hoje também foi dia de ir á farmácia pesar-me e saber os estragos que cometi durante o mês de Agosto, e vah lah, apenas estão aqui 3 quilinhos a mais. Vou ter que me livrar disto agora em Setembro!!
Segunda-feira resolvi decidir-me a comprar (finalmente) os cortinados para o meu quarto! Acreditam que eu ainda não tinha cortinados no quarto???? Lol
Ou a cor não era a certa, ou os cortinados que via eram todos feios, enfim... é mais difícil escolher cortinados do que gajos!!! Mas o resultado ficou bonito =)
Irei fazer um post das minhas férias mais tarde, para acompanhar com fotos.
Beijos e que a força esteja convosco!
P.S-> Hoje vou ao Festroia =)
Música do dia: “I don’t know what I can save you from” – Kings of Convenience
O regresso ao trabalho depois de uma semaninha bem boa de férias é sempre dificil. Mais dificil fica, quando chegas e descobres que tás sozinha no teu departamento. A minha colega está de férias como era previsto, e o meu colega que era o que eu vinha mais ansiosa para ver, está em casa com a famosa Gripe A!!!
Resolvo telefonar-lhe, para gozar um pouco com ele e saber como está, ele diz-me que foi barrado á porta do centro de saúde como um paciente zero dum virús do mal.
Hoje também foi dia de ir á farmácia pesar-me e saber os estragos que cometi durante o mês de Agosto, e vah lah, apenas estão aqui 3 quilinhos a mais. Vou ter que me livrar disto agora em Setembro!!
Segunda-feira resolvi decidir-me a comprar (finalmente) os cortinados para o meu quarto! Acreditam que eu ainda não tinha cortinados no quarto???? Lol
Ou a cor não era a certa, ou os cortinados que via eram todos feios, enfim... é mais difícil escolher cortinados do que gajos!!! Mas o resultado ficou bonito =)
Irei fazer um post das minhas férias mais tarde, para acompanhar com fotos.
Beijos e que a força esteja convosco!
P.S-> Hoje vou ao Festroia =)
Música do dia: “I don’t know what I can save you from” – Kings of Convenience
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Pretos
Eu apanho dois comboios todos os dias para vir trabalhar para a capital. Todos os dias sinto um certa relutância em me sentar ao lado de pessoas de cor. Não me levem a mal, não é caso de racismo, mas sim por causa daquele cheiro tão tipico das pessoas de cor a que dá-se o nome de :
catinga *
s. f.
1. Cheiro desagradável, geralmente associado à pele de negros.
2. Transpiração malcheirosa.
3. Bras. Mata de árvores enfezadas.
4. Nome de várias plantas.
5. Variante de caatinga.
adj. s. m.
6. Avarento, tacanho.
*fonte do dicionário Priberam de língua portuguesa
Hoje de manhã, acabei por sentir outro tipo de relutância:
(Pessoa de Cor do sexo masculino) muito expantada a olhar : - Ès muito bonita dama, és donde?
(eu, irritadissima): Daqui.
Segue-se silêncio...
(Pessoa de Cor): E moras onde?
(eu): Numa casa!
Mais Silêncio...
(Pessoa de Cor): E tua casa fica em Lisboa?
(eu): fica numa rua...
Silêncio absoluto... e ouve-se “Próxima estação... Oriente” e eu levanto-me aliviada.
catinga *
s. f.
1. Cheiro desagradável, geralmente associado à pele de negros.
2. Transpiração malcheirosa.
3. Bras. Mata de árvores enfezadas.
4. Nome de várias plantas.
5. Variante de caatinga.
adj. s. m.
6. Avarento, tacanho.
*fonte do dicionário Priberam de língua portuguesa
Hoje de manhã, acabei por sentir outro tipo de relutância:
(Pessoa de Cor do sexo masculino) muito expantada a olhar : - Ès muito bonita dama, és donde?
(eu, irritadissima): Daqui.
Segue-se silêncio...
(Pessoa de Cor): E moras onde?
(eu): Numa casa!
Mais Silêncio...
(Pessoa de Cor): E tua casa fica em Lisboa?
(eu): fica numa rua...
Silêncio absoluto... e ouve-se “Próxima estação... Oriente” e eu levanto-me aliviada.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Bem, voltando ao guia destes meus fins-de-semana agitados. A festa na terrinha foi de arrasar, em 2 noites e 2 dias contei as horas que estive sóbria, e digo-vos já, foram 7 horas. Estas das quais 5 foram a dormir e as outras duas é o tempo em que acordas para almoçar com a família e vais beber o cafezinho a seguir ao almoço para parar a ressaca e acabas por beber mais alguma coisa. Eu confesso, sou adepta das bebidas adocicadas, moscatel, amêndoa amarga, licor beirão, vodkas com sabores, etc. Na terrinha apenas tens duas opções, ou és cervejeniano ou és moscateleiro e eu gosto de manter as diferenças, até na terra que me viu crescer, e ir contra a corrente e ser a única moscateleira da terra. Não é que não goste do chá de cevada com aquele gás borbulhante que te faz ir mil vezes á casa de banho apenas com dois goles, só que se houver outra coisa, é aí que me vão encontrar. Este ano então, no decorrer da minha recente libertação, descobri uma nova faceta minha quando estou com os copos. Para além de ficar desinibida como de costume, agora dá-me para falar espanhol. E não é um espanhol qualquer, às vezes tem italiano no meio e é tão único mas tão único, que a Carmen (uma espanhola que foi este ano passar férias á terrinha), me queria contratar para estrela do seu filme porno. Digo isto, porque às 7h da manhã, ainda nós não tínhamos ido á cama, estávamos todos juntos a falar de fantasias sexuais que ainda não tínhamos realizado. A “Sarah Jessica” começou por dizer que gostaria de fazer o dito “acto sexual” num provador ou então num balneário duma equipa de futebol, o “Boss” começou por dizer que gostaria de fazer um filme porno, o “Tapete” referiu que ainda não tinha feito em cima duma máquina de lavar roupa em modo de centrifugação e eu disse “ yo quiero um menage á trois com duas chicas calientes(eu incluída) e um Chico caliente”. Carmen pegou nas nossas fantasias e ali começou ela a fazer o seu filme e a explicar-nos detalhadamente, embora não me lembre em que parte do filme o Tapete ficou, só sei que ás tantas a minha avó aparece no meio da nossa risada e lembro-me de ter dito “ Vó, tas vestida?” esta frase ainda me persegue até hoje, neste dia, nesta noite que estou a escrever para vós, é o cumprimento diário por parte dos meus amigos no msn vêm falar comigo e dizem “ Olá Joananinha! Atao “vó tas vestida????!!?!?!”
Mas isto já não vem ao acaso do que eu ia escrever, ao falar da minha fantasia á Carmen apercebi-me que a minha curiosidade em relação ao mesmo sexo que o meu estava a crescer, no meio do álcool e das danças populares de bailarico, a minha mão ia sempre parar a sítios impróprios de se ver a um rapaz, mas como era rapariga elas riam-se e achavam engraçado e deixavam-se ficar. Com isto tinha que experimentar e matar o bichinho cá dentro do que seria beijar uma rapariga com os lábios suaves como os meus. Bem, na terrinha não consegui.
Neste fim-de-semana que passou fui ao Bairro Alto com os meus amigos que também já regressaram da terrinha, e aí sim tudo aconteceu. Escusado seja dizer que já estava a cair um bocado para o lado esquerdo e às vezes para o direito com as caipirinhas que havia bebido e já andava a falar espanhol e a tirar fotos com as estrangeiras. Para além de mim havia mais 3 raparigas no grupo, e num jogo de “se rapaz beijar rapaz, rapariga beija rapariga” beijei duas amigas minhas, e fiquei de coração partido quando a Flávia foi a única que não me quis beijar… ainda estou a recuperar de tal dor! ;_;
Bem a minha curiosidade foi resolvida, a minha fantasia ainda cá fica para qualquer dia, e eu continuo a gostar de meninos de barba rija, voz forte e cheirinho bom! Aliás no meu pensamento nestes dias, principalmente antes de me deitar (que marota), só cá mora um rapaz, que até acho que não se importa destes meus beijinhos femininos inocentes… Diz me tu, importas-te?
No seguimento desta conversa, ontem á noite pus-me a ver o “Call Girl”, á partida estava indignada porque tinham dado um título em inglês a um filme Português, mas lá no meio, bem no meio do filme, falam inglês então safaram-se dessa minha observação. Confesso que esperava que o filme mostrasse mais cenas de sexo e nudez á “Crime do Padre Amaro”, mas não… ficamo-nos apenas com muitas cenas do decote (sem mostrar as mamas, é decote ãh) da Soraia* Chaves. Mas duma frase do filme eu gostei, e ando a repeti-la mentalmente a sete ventos como faço com certas frases dos meus livros ou filmes preferidos num jogo mental que faço comigo.
“Sabes o que é que vou fazer? Vou tratar de ti…depois vou deixar que me comas.” Diz a Soraia* quando está na cama com o Nicolau Breiner… ou devo dizer Vicky na cama com o Meireles?
*estou espantadíssima, o dicionário do meu Word não tem o nome Soraia.

Vêm como ela resiste em me dar um beijinho? mas dou um bombom a quem descobrir onde tenho a minha mão direita xD (Na foto da esquerda para a direita: Carina, Eu, O tapete no meio de lingua de fora e a Sarah Jessica)

Eu e a bela da garrafinha de moscatel, que perdi a conta de quantas foram!!
Mas isto já não vem ao acaso do que eu ia escrever, ao falar da minha fantasia á Carmen apercebi-me que a minha curiosidade em relação ao mesmo sexo que o meu estava a crescer, no meio do álcool e das danças populares de bailarico, a minha mão ia sempre parar a sítios impróprios de se ver a um rapaz, mas como era rapariga elas riam-se e achavam engraçado e deixavam-se ficar. Com isto tinha que experimentar e matar o bichinho cá dentro do que seria beijar uma rapariga com os lábios suaves como os meus. Bem, na terrinha não consegui.
Neste fim-de-semana que passou fui ao Bairro Alto com os meus amigos que também já regressaram da terrinha, e aí sim tudo aconteceu. Escusado seja dizer que já estava a cair um bocado para o lado esquerdo e às vezes para o direito com as caipirinhas que havia bebido e já andava a falar espanhol e a tirar fotos com as estrangeiras. Para além de mim havia mais 3 raparigas no grupo, e num jogo de “se rapaz beijar rapaz, rapariga beija rapariga” beijei duas amigas minhas, e fiquei de coração partido quando a Flávia foi a única que não me quis beijar… ainda estou a recuperar de tal dor! ;_;
Bem a minha curiosidade foi resolvida, a minha fantasia ainda cá fica para qualquer dia, e eu continuo a gostar de meninos de barba rija, voz forte e cheirinho bom! Aliás no meu pensamento nestes dias, principalmente antes de me deitar (que marota), só cá mora um rapaz, que até acho que não se importa destes meus beijinhos femininos inocentes… Diz me tu, importas-te?
No seguimento desta conversa, ontem á noite pus-me a ver o “Call Girl”, á partida estava indignada porque tinham dado um título em inglês a um filme Português, mas lá no meio, bem no meio do filme, falam inglês então safaram-se dessa minha observação. Confesso que esperava que o filme mostrasse mais cenas de sexo e nudez á “Crime do Padre Amaro”, mas não… ficamo-nos apenas com muitas cenas do decote (sem mostrar as mamas, é decote ãh) da Soraia* Chaves. Mas duma frase do filme eu gostei, e ando a repeti-la mentalmente a sete ventos como faço com certas frases dos meus livros ou filmes preferidos num jogo mental que faço comigo.
“Sabes o que é que vou fazer? Vou tratar de ti…depois vou deixar que me comas.” Diz a Soraia* quando está na cama com o Nicolau Breiner… ou devo dizer Vicky na cama com o Meireles?
*estou espantadíssima, o dicionário do meu Word não tem o nome Soraia.
Vêm como ela resiste em me dar um beijinho? mas dou um bombom a quem descobrir onde tenho a minha mão direita xD (Na foto da esquerda para a direita: Carina, Eu, O tapete no meio de lingua de fora e a Sarah Jessica)
Eu e a bela da garrafinha de moscatel, que perdi a conta de quantas foram!!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Uma questão de oportunidade!
Won Kar Wai escreveu “ O Amor é uma questão de oportunidade, de nada serve encontrar a pessoa certa se o momento não for o certo.”
P. este post vai para ti, no seguimento da conversa que tivemos no outro dia. Conhecer pessoas é fascinante. Adoro reparar como certa pessoa pede um café, mexe na chávena, desvia o cabelo, a forma de olhar, a linguagem corporal o tipo de conversa que puxa, o tom de voz que usa, a forma inteligente do articular de palavras e o mais fascinante encontrar pontos em comum. Imagina tudo isto, e depois imagina não seres verdadeiro com a pessoa? Se não fores verdadeiro não reparas em nada disto, até ouves a conversa, mas acabas por concordar com tudo sem impores o teu estado critico e as tuas próprias opiniões, a pessoa que te está a ouvir acaba por não saber observar-te convinientemente e fica com a ideia errada da pessoa que és, e quando te apercebes, o momento passou.
Quando és verdadeiro sentes-te mais á vontade, não tens que pensar em coisas que vais dizer que não são tuas, tudo sai mais facilmente. E sim tens o direito a ficar nervoso, e sim tens o direito a ficar calado quando estás nervoso. Olha só para mim... tenho que escolher a roupa que vou vestir 2 horas antes de sair com as pessoas, e experimentar 500 maneiras diferentes de conjugar calças com blusas até me decidir no que vou levar, e depois fico pronta meia hora antes e deito-me na cama á espera que o telefone toque!!! E tenho que te ouvir dizer “ tu suckas!”. lol
As pessoas são todas diferentes, não podes concordar em ser muitas pessoas diferentes ao mesmo tempo, deve ser exaustivo!!!
E quando o momento for o certo eu sou da opinião que “não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje”, sim das-me muitas vezes na cabeça por causa disto, mas eu não gosto muito de ficar a pensar no que poderia ter sido e não foi. Outra oportunidade pode não surgir! E sim o momento tem que ser o certo e a pessoa tem que ser muito especial!!! Isto não pode ser com qualquer um!!
Mas deves desconfiar do meu raciocínio, anda a ser constantemente atacado pelo lado negro da força, nestes dias.
Música do Dia: “21 Guns” – Green Day
P. este post vai para ti, no seguimento da conversa que tivemos no outro dia. Conhecer pessoas é fascinante. Adoro reparar como certa pessoa pede um café, mexe na chávena, desvia o cabelo, a forma de olhar, a linguagem corporal o tipo de conversa que puxa, o tom de voz que usa, a forma inteligente do articular de palavras e o mais fascinante encontrar pontos em comum. Imagina tudo isto, e depois imagina não seres verdadeiro com a pessoa? Se não fores verdadeiro não reparas em nada disto, até ouves a conversa, mas acabas por concordar com tudo sem impores o teu estado critico e as tuas próprias opiniões, a pessoa que te está a ouvir acaba por não saber observar-te convinientemente e fica com a ideia errada da pessoa que és, e quando te apercebes, o momento passou.
Quando és verdadeiro sentes-te mais á vontade, não tens que pensar em coisas que vais dizer que não são tuas, tudo sai mais facilmente. E sim tens o direito a ficar nervoso, e sim tens o direito a ficar calado quando estás nervoso. Olha só para mim... tenho que escolher a roupa que vou vestir 2 horas antes de sair com as pessoas, e experimentar 500 maneiras diferentes de conjugar calças com blusas até me decidir no que vou levar, e depois fico pronta meia hora antes e deito-me na cama á espera que o telefone toque!!! E tenho que te ouvir dizer “ tu suckas!”. lol
As pessoas são todas diferentes, não podes concordar em ser muitas pessoas diferentes ao mesmo tempo, deve ser exaustivo!!!
E quando o momento for o certo eu sou da opinião que “não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje”, sim das-me muitas vezes na cabeça por causa disto, mas eu não gosto muito de ficar a pensar no que poderia ter sido e não foi. Outra oportunidade pode não surgir! E sim o momento tem que ser o certo e a pessoa tem que ser muito especial!!! Isto não pode ser com qualquer um!!
Mas deves desconfiar do meu raciocínio, anda a ser constantemente atacado pelo lado negro da força, nestes dias.
Música do Dia: “21 Guns” – Green Day
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Fotografia
Há uns anos atrás, eu costumava adormecer com a minha webcam ligada. A minha luz da mesinha de cabeceira também assim ficava toda a noite. Ele dizia que gostava de me ver dormir, e eu não me importava de lhe mostrar. Tinhamos os dois um talento para a fotografia, talento que agora guardamos e apenas nos dedicamos a ele muitas poucas vezes. Era a única coisa que nos unia, a fotografia. Ele trazia o coração partido, misturado com uma depressão e uma bulímia nervosa. Eu mantinha o meu partido, mas sem grandes exageros.
Levei-lhe chocolates na primeira e única vez que o fui visitar a Aveiro. Chocolates era a única coisa que ele comía. De preferência de leite. E passamos um dia inteiro a tirar fotografias. Foram as melhores fotografias que tiramos até hoje. Foram as únicas fotografias para as quais ele sorriu na altura. Nesse dia tive um ataque de asma. Os ares do campo não me fazem nada bem na primavera. Mas nada disso importou pois nesse dia eu senti que mudei o mundo. Fiz uns quilometros para ver uma pessoa que estava a cair, sorrir.
Estava de volta a lisboa nesse mesmo dia. Há uns anos atrás eu só tinha folga uma vez por semana, então não dava para ficar mais. E ele... ficou da mesma maneira em que o encontrei. E eu apenas o queria ver melhor, nunca o quis salvar pois nem a mim me sei salvar.
Nunca mais nos vimos pessoalmente, a minha webcam nunca mais ficou ligada, nem a minha luz da mesinha de cabeceira. E ele... ele agora está melhor.
Ás vezes lembro-me dele, pois ainda tenho as fotos. E a fotografia era aquilo que nos unia.
Levei-lhe chocolates na primeira e única vez que o fui visitar a Aveiro. Chocolates era a única coisa que ele comía. De preferência de leite. E passamos um dia inteiro a tirar fotografias. Foram as melhores fotografias que tiramos até hoje. Foram as únicas fotografias para as quais ele sorriu na altura. Nesse dia tive um ataque de asma. Os ares do campo não me fazem nada bem na primavera. Mas nada disso importou pois nesse dia eu senti que mudei o mundo. Fiz uns quilometros para ver uma pessoa que estava a cair, sorrir.
Estava de volta a lisboa nesse mesmo dia. Há uns anos atrás eu só tinha folga uma vez por semana, então não dava para ficar mais. E ele... ficou da mesma maneira em que o encontrei. E eu apenas o queria ver melhor, nunca o quis salvar pois nem a mim me sei salvar.
Nunca mais nos vimos pessoalmente, a minha webcam nunca mais ficou ligada, nem a minha luz da mesinha de cabeceira. E ele... ele agora está melhor.
Ás vezes lembro-me dele, pois ainda tenho as fotos. E a fotografia era aquilo que nos unia.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Novo membro da família
Estou hoje a escrever porque tenho um novo membro na família, é a minha prima Carolina e nasceu hoje ás 10h12 da manhã. Estou tão contente.. que olhem... apeteceu-me blogar sobre isso!
Hoje também estou de partida para a terrinha, para lá passar o fim de semana. Volto Domingo á tarde. Até lá, que a força esteja convosco.
P.S -> Levo-te nos meus pensamentos mais impuros.
Musica do Dia: "You will leave a mark" - A Silent Film
Hoje também estou de partida para a terrinha, para lá passar o fim de semana. Volto Domingo á tarde. Até lá, que a força esteja convosco.
P.S -> Levo-te nos meus pensamentos mais impuros.
Musica do Dia: "You will leave a mark" - A Silent Film
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Mais um par de momentos e vamos lá em frente
Enquanto tento lidar com o meu cerebro imensamente pesado hoje e os meus níveis de concentração incrivelmente baixos, penso que apesar da musica que estou a ouvir ser muito estranha (Crystal Castles) os meus ultimos dias têm sido bastantes previsiveis, não acrescentando qualquer surpresa ou sabedoria ancestral á minha alma.
As infinas possiblidades surgem agora, que por pura coicidência, na altura em que acabo de ficar solteira. (o que sempre acontece, mas compreendo pois, faz parte do ciclo)
Ahhh! Aquelas pestanas, simplesmente não conseguia parar de olhar para elas ontem á noite, enquanto mantinha o meu copo meio cheio entre as mãos.
A mesa estava cheia, não tão cheia como costumo gostar, pois o grupo não estava completo, consequências de um Agosto, até afectam os grupos de amizades em termos de quem trabalha e quem se glorifica das suas férias inesquecíveis.
Mais cedo tinha recebido uma sms de quem me espera este fim de semana na típica festa de Agosto. E ainda mais cedo tinha andado a decidir umas certas regras do jogo que se avizinha.
Sim, é verdade tudo isto é um jogo que eu conheço muito bem, tem uma certa piada em jogar, mas quando sabes o final o entusiasmo já não é o mesmo que era antes.
E as infinitas possibilidades continuam a aparecer. Estou tão cansada de pessoas.
O truque é tornar tudo inesquécivel. Mais um par de momentos e vamos lá em frente.
Apontamentos de 10 – 08 – 09
Tudo continua a mudar em mim
Não posso dizer o que sinto
Pois as pessoas mudam e reorganizam-se em mim
Como saberei o que é real?
E já me foi monstrado
Que posso ficar partida em bocados
E já me foi provado
Que eu tenho muito a perder
E enquanto tento compreender
finjo que nunca perdi.
Não faço planos para amanhã
Mas ando aqui apenas a tentar compreender
Podes pedir, ou levar emprestado
Então, como vai ser?
Música do Dia: "Alice Practice" - Crystal Castles
As infinas possiblidades surgem agora, que por pura coicidência, na altura em que acabo de ficar solteira. (o que sempre acontece, mas compreendo pois, faz parte do ciclo)
Ahhh! Aquelas pestanas, simplesmente não conseguia parar de olhar para elas ontem á noite, enquanto mantinha o meu copo meio cheio entre as mãos.
A mesa estava cheia, não tão cheia como costumo gostar, pois o grupo não estava completo, consequências de um Agosto, até afectam os grupos de amizades em termos de quem trabalha e quem se glorifica das suas férias inesquecíveis.
Mais cedo tinha recebido uma sms de quem me espera este fim de semana na típica festa de Agosto. E ainda mais cedo tinha andado a decidir umas certas regras do jogo que se avizinha.
Sim, é verdade tudo isto é um jogo que eu conheço muito bem, tem uma certa piada em jogar, mas quando sabes o final o entusiasmo já não é o mesmo que era antes.
E as infinitas possibilidades continuam a aparecer. Estou tão cansada de pessoas.
O truque é tornar tudo inesquécivel. Mais um par de momentos e vamos lá em frente.
Apontamentos de 10 – 08 – 09
Tudo continua a mudar em mim
Não posso dizer o que sinto
Pois as pessoas mudam e reorganizam-se em mim
Como saberei o que é real?
E já me foi monstrado
Que posso ficar partida em bocados
E já me foi provado
Que eu tenho muito a perder
E enquanto tento compreender
finjo que nunca perdi.
Não faço planos para amanhã
Mas ando aqui apenas a tentar compreender
Podes pedir, ou levar emprestado
Então, como vai ser?
Música do Dia: "Alice Practice" - Crystal Castles
sexta-feira, 31 de julho de 2009
We walk...
Com sorte, esta semana será refundida para o meu subconsciente e eu só me lembrarei dela nos meus piores pesadelos, já Freud dizia… quer dizer não com estas palavras, mas depois de ter lido um dos seus livros, acredito que era mesmo isto que ele gostava de ter dito!
Com P. em Paredes de Coura, não sobrou grande coisa para fazer esta semana. Passei grande parte da semana deprimida e com isto deu-me para fazer coisas, que ainda nãos as tinha feito a algum tempo, sabe-se lá porquê…Pedro Paixão escreveu “Estamos sempre acordados a sonhar. Só de mistura com o sonho, com a esperança ou a desesperança, vivemos. Precisamos de juntar o que é, com o que não é. Estamos sempre a ficcionar. Só assim a vida pode ser vivida.”
Enfim… estou de volta á minha casa. De volta ao tão querido bairro social, às passagens do autocarro por baixo da minha janela, ao barulho até altas horas da manhã, ao sexo na janela do vizinho da frente, ao barulho do meu vizinho de cima, etc. Mas tudo isto é compensado com o cheiro tão pessoal e caseiro do meu cantinho, com o simples deitar no sofá sem me preocupar se tenho que fazer jantar. Tinha saudades… deste espaço que é só meu e ninguém me pode tirar.
O meu amor acabou, afinal “os corações também se gastam” e o meu está cansado.
"Contam pouco os rigores da meteorologia, quando trazemos o inverno dentro de nós"
Engraçado que quando hoje telefonei para a minha avó, ela virou-se logo muito rápido “tu hoje não tás bem, que tens filha?” E estava eu a rir…sim mas eu também estou sempre a rir. O meu colega JP dedicou-se a comprar-me chocolate no dia anterior, o que fez as delícias da minha carência sentimental. A minha loirinha escreveu-me também para me animar. Partilhei a minha história com uma colega no trabalho que também está a passar pelo mesmo e combinamos de irmos beber para esquecer um dia destes. E se afinal estou bem? Não… mas vou ficar, desta vez sei que sim.
E os Ting Tings dizem “We got the choice if it all goes wrong… we walk”
Com P. em Paredes de Coura, não sobrou grande coisa para fazer esta semana. Passei grande parte da semana deprimida e com isto deu-me para fazer coisas, que ainda nãos as tinha feito a algum tempo, sabe-se lá porquê…Pedro Paixão escreveu “Estamos sempre acordados a sonhar. Só de mistura com o sonho, com a esperança ou a desesperança, vivemos. Precisamos de juntar o que é, com o que não é. Estamos sempre a ficcionar. Só assim a vida pode ser vivida.”
Enfim… estou de volta á minha casa. De volta ao tão querido bairro social, às passagens do autocarro por baixo da minha janela, ao barulho até altas horas da manhã, ao sexo na janela do vizinho da frente, ao barulho do meu vizinho de cima, etc. Mas tudo isto é compensado com o cheiro tão pessoal e caseiro do meu cantinho, com o simples deitar no sofá sem me preocupar se tenho que fazer jantar. Tinha saudades… deste espaço que é só meu e ninguém me pode tirar.
O meu amor acabou, afinal “os corações também se gastam” e o meu está cansado.
"Contam pouco os rigores da meteorologia, quando trazemos o inverno dentro de nós"
Engraçado que quando hoje telefonei para a minha avó, ela virou-se logo muito rápido “tu hoje não tás bem, que tens filha?” E estava eu a rir…sim mas eu também estou sempre a rir. O meu colega JP dedicou-se a comprar-me chocolate no dia anterior, o que fez as delícias da minha carência sentimental. A minha loirinha escreveu-me também para me animar. Partilhei a minha história com uma colega no trabalho que também está a passar pelo mesmo e combinamos de irmos beber para esquecer um dia destes. E se afinal estou bem? Não… mas vou ficar, desta vez sei que sim.
E os Ting Tings dizem “We got the choice if it all goes wrong… we walk”
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Astronauta
“I hated so to remember it, and yet it was always sweet to think I was there again, with the clean smell of the little fire and that I was alive, truly alive!”
Lestat
Quando era criança, eu queria ser astronauta. Houve dois carnavais em que cheguei a ser. Não percebia nada de estrelas, nem o nome de todos os planetas do nosso sistema solar sabia, mas sabia que no espaço se voava para mim isso bastava. Já a minha avó sabia que quando fosse grande iria cantar para o mundo, era a pequena estrela dos musicais das festas de natal na escola, era o pequeno anjo a cantar no coro da igreja, era a pequena camponesa a cantar pelos montes da Beira Interior. Para o meu pai eu podia ser tudo, menos seguir a carreira dele. Para a minha mãe era meu dever seguir o ramo da família. No fim acabei por ser tudo e mais coisas que quando era pequena não sonhava ser. Só ainda não sei voar...
Mas muitas coisas ainda estão para vir, um dia, sim um dia irei chegar lá, e quando der por mim, já os meus pés deixaram de tocar no chão, minha alma será leve e o vento me terá levado para longe e eu estarei por todo o lado ou apenas em lado algum.
“Encontramo-nos em Thor, prometo!”
Quando comecei eu a escrever mensagens que nunca mando?
Lestat
Quando era criança, eu queria ser astronauta. Houve dois carnavais em que cheguei a ser. Não percebia nada de estrelas, nem o nome de todos os planetas do nosso sistema solar sabia, mas sabia que no espaço se voava para mim isso bastava. Já a minha avó sabia que quando fosse grande iria cantar para o mundo, era a pequena estrela dos musicais das festas de natal na escola, era o pequeno anjo a cantar no coro da igreja, era a pequena camponesa a cantar pelos montes da Beira Interior. Para o meu pai eu podia ser tudo, menos seguir a carreira dele. Para a minha mãe era meu dever seguir o ramo da família. No fim acabei por ser tudo e mais coisas que quando era pequena não sonhava ser. Só ainda não sei voar...
Mas muitas coisas ainda estão para vir, um dia, sim um dia irei chegar lá, e quando der por mim, já os meus pés deixaram de tocar no chão, minha alma será leve e o vento me terá levado para longe e eu estarei por todo o lado ou apenas em lado algum.
“Encontramo-nos em Thor, prometo!”
Quando comecei eu a escrever mensagens que nunca mando?
terça-feira, 28 de julho de 2009
Prenda...
Finalmente recebi a minha prenda de anos. Obrigada JL. Em parte só ter recebido agora foi culpa minha. Mas o tempo não leva a surpresa. E quando eu abri e vi o nome de Pedro Paixão soube que definitavamente tinhas pensado em mim para esta prenda e essa foi exactamente a parte que me fez sorrir e estar grata por conhecer pessoas como tu. Tu leste-o? Comecei a devorá-lo esta semana. Como todas as palavras parecem minhas! Um dia quando o encontrar, talvez a dar autógrafos ou a passear, irei perguntar-lhe “porque roubas tu as minhas palavras e fazes delas tuas?”
Em relação ao outro livro, confesso que fiquei a olhar de lado para ele... mas como foste tu que mo deste, penso que haverá qualquer coisa que viste nele e que pretendes partilhar... ou então estou completamente enganada!
Mais tarde voltarei a este assunto para te responder.
Musica do Dia: “ Great DJ” – Ting Tings
Em relação ao outro livro, confesso que fiquei a olhar de lado para ele... mas como foste tu que mo deste, penso que haverá qualquer coisa que viste nele e que pretendes partilhar... ou então estou completamente enganada!
Mais tarde voltarei a este assunto para te responder.
Musica do Dia: “ Great DJ” – Ting Tings
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Exames & Trials
A minha rotina era simples. Acordava por volta das 9h30, vestia-me e comi-a qualquer coisa. Por volta das 10h P(o meu mano) dava-me um toque para descer, e ali íamos nós para a nossa saga de biblioteca da FCT. Por vezes ficamos lá até á hora de jantar, por vezes jantavamos lá e vinhamos para casa á hora de os meninos que vêm o vitinho estarem a dormir já há muito tempo. Mas houve vezes em que a tarde foi passada na praia a fazer a bela da sesta. Incentivos para estudar realmente tive...
Enfim a coisa boa destas mini-férias foi o Optimus Alive, ainda estou a ouvir "Crank it up!" aliás não tenho feito outra coisa se não ouvir os Hadouken! sem parar...estão em constante repeat no meu mp3.
"ahh e atão sabes o que quer dizer Hadouken? Era um ataque do Ryu no Street Fighter... não te lembras?"
A minha mãe, que já tinha referido que andava nas novas oportunidades, foi a exame esta semana, e não é que deram o 9ºano á Senhora?? E agora quem a faz calar? Principalmente quando ela começa a dizer que se calhar ainda me apanha na faculdade... ora teria sido bastante mais fácil já ter a faculdade feita se ela na altura devida me tivesse deixado...
as palavras que eu não digo, o que eu não faço... as palavras que me dizes que deixo-as passar por mim como se fossem vento...pelos simples facto de que tudo o que eu te disser nunca vai mudar a tua maneira de pensar...
Estranhas criaturas os humanos são...eu não sou diferente...
Fiquei contente e ela também parecia estar, até eu me aperceber que o interesse dela maior era ela ir ver a minha tia em exame no dia seguinte. A minha tia, uma de muitas com as quais ela não se fala. Este exame ao que parece é um resumo do percurso de vida, ou seja metes lá a tua história toda, o que andas-te a fazer, os sitios que visitas-te, imensas fotos sobre familia (devia ter cobrado direitos de autor), amigos e viagens.
No dia seguinte telefono-lhe, e ela está radiante, pergunto como correu, ela diz, enquanto se ri, que a minha tia fartou-se de chorar... eu digo que volto a ligar mais tarde e desligo.
Amanhã irei telefonar, irei fingir que nada se passou e irei pedir para falar com os irmãos onde partilharei novos filmes para irmos ver e sitios que iremos visitar.
Musica do dia : "Crank it up" - Hadouken!
Enfim a coisa boa destas mini-férias foi o Optimus Alive, ainda estou a ouvir "Crank it up!" aliás não tenho feito outra coisa se não ouvir os Hadouken! sem parar...estão em constante repeat no meu mp3.
"ahh e atão sabes o que quer dizer Hadouken? Era um ataque do Ryu no Street Fighter... não te lembras?"
A minha mãe, que já tinha referido que andava nas novas oportunidades, foi a exame esta semana, e não é que deram o 9ºano á Senhora?? E agora quem a faz calar? Principalmente quando ela começa a dizer que se calhar ainda me apanha na faculdade... ora teria sido bastante mais fácil já ter a faculdade feita se ela na altura devida me tivesse deixado...
as palavras que eu não digo, o que eu não faço... as palavras que me dizes que deixo-as passar por mim como se fossem vento...pelos simples facto de que tudo o que eu te disser nunca vai mudar a tua maneira de pensar...
Estranhas criaturas os humanos são...eu não sou diferente...
Fiquei contente e ela também parecia estar, até eu me aperceber que o interesse dela maior era ela ir ver a minha tia em exame no dia seguinte. A minha tia, uma de muitas com as quais ela não se fala. Este exame ao que parece é um resumo do percurso de vida, ou seja metes lá a tua história toda, o que andas-te a fazer, os sitios que visitas-te, imensas fotos sobre familia (devia ter cobrado direitos de autor), amigos e viagens.
No dia seguinte telefono-lhe, e ela está radiante, pergunto como correu, ela diz, enquanto se ri, que a minha tia fartou-se de chorar... eu digo que volto a ligar mais tarde e desligo.
Amanhã irei telefonar, irei fingir que nada se passou e irei pedir para falar com os irmãos onde partilharei novos filmes para irmos ver e sitios que iremos visitar.
Musica do dia : "Crank it up" - Hadouken!
quarta-feira, 22 de julho de 2009
A rosinha
Eu tenho estado bastante atarefada com os meus exames.Mas antes de eu começar a escrever decentemente para vocês, deixo-vos com a Rosinha. Ela é o grande sucesso deste verão xD
aiii agora não consigo parar de cantarolar isto LOLOL
aiii agora não consigo parar de cantarolar isto LOLOL
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Novo anuncio da Durex
Estava eu aqui bem sentada no sofá, sem nada de especial para fazer, apenas por aqui a navegar na net, quando na tv começo a ouvir a ópera de Mozart da peça "A flauta mágica" olho intrigada, e reparo que é um anúncio da durex a um gel estimulador de orgasmos.
lol... e apeteceu-me blogar sobre isso.
Musica do Dia: "save your kisses for me"- Não me lembro do nome da gaja.. mas é a do anúncio do perfume Pink da Lacoste.
lol... e apeteceu-me blogar sobre isso.
Musica do Dia: "save your kisses for me"- Não me lembro do nome da gaja.. mas é a do anúncio do perfume Pink da Lacoste.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Dá-me a mão...
Tenho vontade de te sussurrar ao ouvido palavras em francês. “As palavras sussurradas são as mais verdadeiras” vi escrito num livro algures. Confesso que o que te quero sussurrar são obscenidades verdadeiras. Não te quero escrever canções ou poemas ou dizer palavras de emoções profundas. Quero confessar-te o que me está á flor da pele, o que me ocorre de momento, as minhas loucuras, desvaneios e fazer brincadeiras provacadoras, só para te ver corar.
E um dia... um dia irei agarrar-te, num beco qualquer escuro da cidade, irei fazer tudo isto em silêncio, e nesse beco escuro te deixar. Levarei comigo os teus pensamentos e com eles andarei de mão dada até de madrugada...
Música do Dia: "Striper" - Soho Dolls
E um dia... um dia irei agarrar-te, num beco qualquer escuro da cidade, irei fazer tudo isto em silêncio, e nesse beco escuro te deixar. Levarei comigo os teus pensamentos e com eles andarei de mão dada até de madrugada...
Música do Dia: "Striper" - Soho Dolls
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Desbloqueadores de conversa
Ultimamente tenho-me apercebido, que eu sou do tipo de rapariga que as pessoas mais velhas gostam muito. Não sei que tipo é este....mas espero que voces me digam.
Estou na paragem do autocarro com mais algumas pessoas, todas á espera do mesmo claro, o autocarro. Estou com os meus fones nos ouvidos, enquanto oiço o novo album dos Placebo, tenho os meus oculos de sol, porque o sono é muito e, levar logo com o sol na cara mal se acaba de sair de casa é duro. Chega uma velhinha á paragem, com tanta gente lá, quem é que a velhinha vem perguntar indicações, claro... á rapariga que está a ouvir musica!!! Eu claro respondo, dou um pequeno sorriso... mas depois é que vem a parte pior... ela começa-me a contar a história da sua vida... “ vou visitar o meu filho á Trafaria, que casou á pouco tempo, gosto muita da minha nora, mas ela cozinha muito mal... e etc,etc,etc...”
Começo a pensar que os velhinhos metem conversa com os famosos desbloqueadores de conversa do Nuno Markl, começam por perguntar as direcções dos autocarros, ás vezes com uma abordagem diferente do tipo “ está tanto calor hoje, não está? Isto faz tão mal ás minhas articulações...” ou ao contrário quando está mau tempo. E Isto acontece-me em quase todo o lado, á dias que eu penso mesmo estar a ser perseguida pelos desbloqueadores de conversa dos mais idosos.
Foi o caso de ontem, para além do episódio da paragem do autocarro, tive outro á hora de almoço quando estava na fila da secção de refeições do continente, estava eu muito bem quietinha á espera que o meu número fosse chamado, quando chega uma senhora com o seu desbloqueador de conversa “ Eles aqui têm tudo já viu? Venho cá todos os dias, eu com a minha idade já não tenho paciência para cozinhar...” fui salva pelo bongo da chamada do meu número, ou acredito que iria ficar ali a acenar com a cabeça durante uns largos minutos.
E á tarde quando já dava o meu dia de trabalho por terminado e me dirigia para casa, estava eu a entrar para o comboio, quando um senhor já duma certa idade, me pergunta ( com tanta gente nesta estação do Oriente....), “ Este passa em entrecampos não passa?” eu respondi que sim e subi para o comboio. O senhor sobe atrás de mim, e enfim... vem-se sentar mesmo á minha frente, escusado será dizer que ouvi quem ele ía visitar, o porquê e como...
Terei eu escolhido a profissão errada? Olhem se eu tivesse escolhido ser uma “D. Branca” e aproveitar esta situação para fazer vigarice com os pobres velhinhos? Estava a esta hora no Dubai, a beber um cocktail servido com todo o amor e carinho por um rapaz muito prestável e escultural, de preferência muito parecido com o Josh Hartnett.
Mas... o meu ser não me permite...
Estou na paragem do autocarro com mais algumas pessoas, todas á espera do mesmo claro, o autocarro. Estou com os meus fones nos ouvidos, enquanto oiço o novo album dos Placebo, tenho os meus oculos de sol, porque o sono é muito e, levar logo com o sol na cara mal se acaba de sair de casa é duro. Chega uma velhinha á paragem, com tanta gente lá, quem é que a velhinha vem perguntar indicações, claro... á rapariga que está a ouvir musica!!! Eu claro respondo, dou um pequeno sorriso... mas depois é que vem a parte pior... ela começa-me a contar a história da sua vida... “ vou visitar o meu filho á Trafaria, que casou á pouco tempo, gosto muita da minha nora, mas ela cozinha muito mal... e etc,etc,etc...”
Começo a pensar que os velhinhos metem conversa com os famosos desbloqueadores de conversa do Nuno Markl, começam por perguntar as direcções dos autocarros, ás vezes com uma abordagem diferente do tipo “ está tanto calor hoje, não está? Isto faz tão mal ás minhas articulações...” ou ao contrário quando está mau tempo. E Isto acontece-me em quase todo o lado, á dias que eu penso mesmo estar a ser perseguida pelos desbloqueadores de conversa dos mais idosos.
Foi o caso de ontem, para além do episódio da paragem do autocarro, tive outro á hora de almoço quando estava na fila da secção de refeições do continente, estava eu muito bem quietinha á espera que o meu número fosse chamado, quando chega uma senhora com o seu desbloqueador de conversa “ Eles aqui têm tudo já viu? Venho cá todos os dias, eu com a minha idade já não tenho paciência para cozinhar...” fui salva pelo bongo da chamada do meu número, ou acredito que iria ficar ali a acenar com a cabeça durante uns largos minutos.
E á tarde quando já dava o meu dia de trabalho por terminado e me dirigia para casa, estava eu a entrar para o comboio, quando um senhor já duma certa idade, me pergunta ( com tanta gente nesta estação do Oriente....), “ Este passa em entrecampos não passa?” eu respondi que sim e subi para o comboio. O senhor sobe atrás de mim, e enfim... vem-se sentar mesmo á minha frente, escusado será dizer que ouvi quem ele ía visitar, o porquê e como...
Terei eu escolhido a profissão errada? Olhem se eu tivesse escolhido ser uma “D. Branca” e aproveitar esta situação para fazer vigarice com os pobres velhinhos? Estava a esta hora no Dubai, a beber um cocktail servido com todo o amor e carinho por um rapaz muito prestável e escultural, de preferência muito parecido com o Josh Hartnett.
Mas... o meu ser não me permite...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Casamento no plural igual a...?
À um ano e meio, mais ou menos, um dos meus primos casou. A expressão da cara dele em todo o casamento era de completa infelicidade. E eu estava revoltada, ver o meu primo, com a mesma idade que eu a casar. Não é que eu seja contra o casamento, só acho que deve ser um acto que deve ser reflectido e que de maneira nenhuma deve ser feito em tão tenra idade. A minha avó faz uma certa pressão em mim para que esse acto aconteça, diz ela que não quer morrer sem ver a sua neta casar. Eu brinco com ela, como brinco com todas as pessoas que fazem certas nuances a esse assunto. Simplesmente não é um assunto que me faça pensar muito, e desejar que aconteça em tempos próximos, por mim, pode ficar para bem longe. Sou da opinião que há coisas mais importantes para fazer, antes de assumires um compromisso, ainda por cima com alguém, uma pessoa, que vai sempre esperar coisas de ti.
Esta semana passada, recebi a noticia que eles se estavam a separar por simplesmente não se darem bem, o que desde o principio se sabia que assim era.
Quando soube da noticia, telefonei-lhe. Não toquei no assunto, apenas queria saber como ele estava, mas ele de certa maneira sabia e no fim acrescentou “Sabes que apenas casei para fazer a vontade ao meu pai”. Eu odiei-o por dizer aquilo. Corrigo.. ainda um odeio...um pouco.
Nessa semana calhou eu ler um artigo sobre a poligamía, que nos tempos remotos, as tribos mais bem sucedidas a deixarem a sua marca no mundo, eram as tribos em que os homens eram casados com várias mulheres. Ao discutir parte deste assunto com o meu colega D. Ele deu a sua opinião. Acabamos por não falar no ponto central da questão que era ou ter várias mulheres ou vários homens. Apenas falamos na questão da infedelidade, ao que eu concordei com parte da ideia dele. Mas a minha questão mantém-se e ponho aqui. Caso se começasse agora a praticar a poligamía, estariamos nós preparados para dividir os nossos sentimentos com mais pessoas? Ou estariamos preparados para sermos divididos com mais amantes?
Confesso que ao ver a série “Big Love” não me parece dificil, eu eu farto-me de afirmar, que não me importava de ter como maridos os meus amigos mais próximos.
Será que iria assim conquistar o meu Santo Graal?
Amanhã é o meu aniversário, Dou um grande beijo repenicado a quem me disser que não pareço ter 1/4 de século!!! :P
Quero prendas!!!
Musica do dia: "Help i'm alive" - Metric
Esta semana passada, recebi a noticia que eles se estavam a separar por simplesmente não se darem bem, o que desde o principio se sabia que assim era.
Quando soube da noticia, telefonei-lhe. Não toquei no assunto, apenas queria saber como ele estava, mas ele de certa maneira sabia e no fim acrescentou “Sabes que apenas casei para fazer a vontade ao meu pai”. Eu odiei-o por dizer aquilo. Corrigo.. ainda um odeio...um pouco.
Nessa semana calhou eu ler um artigo sobre a poligamía, que nos tempos remotos, as tribos mais bem sucedidas a deixarem a sua marca no mundo, eram as tribos em que os homens eram casados com várias mulheres. Ao discutir parte deste assunto com o meu colega D. Ele deu a sua opinião. Acabamos por não falar no ponto central da questão que era ou ter várias mulheres ou vários homens. Apenas falamos na questão da infedelidade, ao que eu concordei com parte da ideia dele. Mas a minha questão mantém-se e ponho aqui. Caso se começasse agora a praticar a poligamía, estariamos nós preparados para dividir os nossos sentimentos com mais pessoas? Ou estariamos preparados para sermos divididos com mais amantes?
Confesso que ao ver a série “Big Love” não me parece dificil, eu eu farto-me de afirmar, que não me importava de ter como maridos os meus amigos mais próximos.
Será que iria assim conquistar o meu Santo Graal?
Amanhã é o meu aniversário, Dou um grande beijo repenicado a quem me disser que não pareço ter 1/4 de século!!! :P
Quero prendas!!!
Musica do dia: "Help i'm alive" - Metric
sexta-feira, 29 de maio de 2009
o que define os humanos?
"Pensei mais em animais.
E isso, por sua vez, levou-me a pensar nos humanos. Para ser exacto, pensei o que e que faz dos humanos... bem... humanos? O que é o comportamento humano? Por exemplo, sabemos o que é o comportamento de um cão: os cães fazem coisas de cão, correm atrás de paus, farejam rabos e põe a cabeça de fora das janelas dos carros em movimento. E sabemos como é o comportamento dos gatos: os gatos caçam ratos, esfregam-se nas nossas pernas quando estão com fome e é-lhes difícil decidir se querem ou não passar a porta ou ficar dentro de casa quando os soltamos.
E que fazem exactamente os humanos que seja especificamente humano?
...
Mas não foram outros animais que inventaram as máquinas, foram os humanos. Então, o que terá de essencial a nossa humanidade que se exprime nas nossas invenções? O que é que faz de nós nós?
Pensei como é estranho milhões de pessoas estarem vivas sem que sequer uma delas tenha a certeza do que é que torna as pessoas pessoas. As únicas actividades de que me lembrava que são dos humanos e de que não há equivalente em nenhum outro animal são o fumar, o culturismo e a escrita. Não é muito, considerando que até parece que nos achamos muito especiais."
Douglas Coupland - "A vida depois de Deus"
resolvi transcrever para aqui este excerto, deste livro, depois de no meu ultimo post ver o meu amigo JL, comentar que se tivesse o poder faria os homens agirem como homens e mulheres agirem como mulheres.
Confesso que não percebi a lógica dele á primeira, mas penso isso vai da minha maneira de ser, eu gosto mais de observar e questionar as várias possibilidades, do que me rodear no pensar "que aquilo deve ser assim".
também confesso que não era este o excerto que andava a procura de pôr aqui, andava a procura de uma fala dos volumes de Marcel Proust que li á cerca de 2 anos, mas não me lembro em que capitulo foi... e estava-me a dar muito trabalho a encontrar.
Este livro já li á mais tempo... e quando olhei para a capa dele.. simplesmente lembrei-me...
mas diz-me...ou melhor conta-me os teus pensamentos sobre a tal maneira certa de agir dos homens, ou da mulheres?
tenho passado as últimas 2 semanas a ouvir Mozart... pena não ter pessoas á minha volta que gostam tanto dele quanto eu!!!! eu punha toda a agente a ouvir Mozart com o poder da "Força"!! lolol
andei pelo youtubiiiii a ver os performances e deixo-vos com a melhor interpretação que encontrei desta sonata:
Musica do dia: Mozart "Piano sonata n. 8 em A menor - Allegro Maestoso"
E isso, por sua vez, levou-me a pensar nos humanos. Para ser exacto, pensei o que e que faz dos humanos... bem... humanos? O que é o comportamento humano? Por exemplo, sabemos o que é o comportamento de um cão: os cães fazem coisas de cão, correm atrás de paus, farejam rabos e põe a cabeça de fora das janelas dos carros em movimento. E sabemos como é o comportamento dos gatos: os gatos caçam ratos, esfregam-se nas nossas pernas quando estão com fome e é-lhes difícil decidir se querem ou não passar a porta ou ficar dentro de casa quando os soltamos.
E que fazem exactamente os humanos que seja especificamente humano?
...
Mas não foram outros animais que inventaram as máquinas, foram os humanos. Então, o que terá de essencial a nossa humanidade que se exprime nas nossas invenções? O que é que faz de nós nós?
Pensei como é estranho milhões de pessoas estarem vivas sem que sequer uma delas tenha a certeza do que é que torna as pessoas pessoas. As únicas actividades de que me lembrava que são dos humanos e de que não há equivalente em nenhum outro animal são o fumar, o culturismo e a escrita. Não é muito, considerando que até parece que nos achamos muito especiais."
Douglas Coupland - "A vida depois de Deus"
resolvi transcrever para aqui este excerto, deste livro, depois de no meu ultimo post ver o meu amigo JL, comentar que se tivesse o poder faria os homens agirem como homens e mulheres agirem como mulheres.
Confesso que não percebi a lógica dele á primeira, mas penso isso vai da minha maneira de ser, eu gosto mais de observar e questionar as várias possibilidades, do que me rodear no pensar "que aquilo deve ser assim".
também confesso que não era este o excerto que andava a procura de pôr aqui, andava a procura de uma fala dos volumes de Marcel Proust que li á cerca de 2 anos, mas não me lembro em que capitulo foi... e estava-me a dar muito trabalho a encontrar.
Este livro já li á mais tempo... e quando olhei para a capa dele.. simplesmente lembrei-me...
mas diz-me...ou melhor conta-me os teus pensamentos sobre a tal maneira certa de agir dos homens, ou da mulheres?
tenho passado as últimas 2 semanas a ouvir Mozart... pena não ter pessoas á minha volta que gostam tanto dele quanto eu!!!! eu punha toda a agente a ouvir Mozart com o poder da "Força"!! lolol
andei pelo youtubiiiii a ver os performances e deixo-vos com a melhor interpretação que encontrei desta sonata:
Musica do dia: Mozart "Piano sonata n. 8 em A menor - Allegro Maestoso"
sexta-feira, 22 de maio de 2009
The power...of the power..of the power...
Estou a acabar de ler neste momento um livro de Chuck Palahniuk, é um dos meus escritores favoritos, e o meu livro favorito, foi ele que escreveu, chama-se "Asfixia", foi recentemente adapatado ao cinema e tudo, mas muitos o conhecem por ser ele o escritor de "clube de combate" que também foi adaptado ao cinema á uns anos atrás, e entrava no filme o Brad Pitt.
Mas... continuando, estou a ler um livro dele que se chama "Lullaby" em português " Canção de Embalar", onde o tema central do livro, é um mundo onde milhares de crianças estão a morrer sem qualquer justificação, até que um homem descobre que elas morrem por causa de uma canção de embalar que ouvem antes de dormir. É claro que quem canta as musicas para as crianças,que normalmente são os pais, não sabem que estão a matar os filhos e nunca chegam a saber. Mas este homem começa a saber, e automaticamente decora a música e ve-se perdido num mundo onde começa a matar pessoas por engano, com o simples pensamento da musica. o Livro está engraçado e confronta-nos com a moral de que se soubessemos esta música, para que a usuaríamos? Para fazer o bem? para dominar-mos o mundo?
Isto fez-me pensar em uma série de acontecimentos que ás vezes se passam pelo mundo fora, com pessoas que ao fazerem tal coisa, pensam que mudam a humanidade, ou seja, decidem fazer o papel de "Deus".
Muitas situações destas vos podem ocorrer agora no pensamento, como genocidios, guerras e afins, mas eu não vou tão longe.
Em 1870, um homem chamado Spencer Baird resolveu então fazer o papel de "Deus", e decidiu que o tipo de proteina mais barata para os americanos era a carpa europeia (na altura em que vi esta informação, confesso que não sabia o que era a "carpa europeia", mas depois de investigar descobri que é uma especie de peixe"). Durante 20 anos, enviou carregamentos de carpas bebés para todas as partes da América do Norte. Convenceu 100 empresas ferroviárias diferentes a transportarem as suas carpas bebés e a libertá-las em todas as extenções de água por onde os comboios passassem. Até os equipou com carruagens tanque especiais que conseguiam transportar cerca de 9 toneladas de carpas bebés para as bacias hidrográficas na américa do Norte.
Mas não é tudo...alguns anos mais tarde, em 1890, outro homem decidiu fazer o papel de "Deus", chamava-se Eugene Schieffelin e resolveu largar 60 Sturnus Vulgaris( sim fui ver o nome do pássaro em latin lol), o estorninho europeu, no Central Park de Nova Iorque. Cinquenta anos depois, os pássaros tinham-se estendido até São Francisco. Hoje, há mais de 200 milhões de estorninhos na América. Tudo isto porque ao que parece o Sr. Eugene queria que Nova Iorque tivesse todas as aves mencionadas por Shakespeare.
Também li qualquer coisa sobre as abelhas africanas, mas não me lembro do nome do Sr. Mas sei que no caso das abelhas, já foram cientistas a fazer a coisa, e não pessoas normalissimas, e apenas com pancada. todos nós temos pancada certo?
Mas e se voces tivessem o poder... se voces fizessem o papel de "Deus"... que fariam? ou então, para o que o usariam?
Qual seria a vossa moral?
aiii... a mim ocorrem-me... estou a pensar....esperem.... oiço o Manuel aqui atrás de mim " Uma pessoa com osteoperose, é um pessoa muito religiosa que come muitas ósteas".
Aqui não se aprende nada...
Musica do Dia: " BeatCrusaders" - Be my Wife
Mas... continuando, estou a ler um livro dele que se chama "Lullaby" em português " Canção de Embalar", onde o tema central do livro, é um mundo onde milhares de crianças estão a morrer sem qualquer justificação, até que um homem descobre que elas morrem por causa de uma canção de embalar que ouvem antes de dormir. É claro que quem canta as musicas para as crianças,que normalmente são os pais, não sabem que estão a matar os filhos e nunca chegam a saber. Mas este homem começa a saber, e automaticamente decora a música e ve-se perdido num mundo onde começa a matar pessoas por engano, com o simples pensamento da musica. o Livro está engraçado e confronta-nos com a moral de que se soubessemos esta música, para que a usuaríamos? Para fazer o bem? para dominar-mos o mundo?
Isto fez-me pensar em uma série de acontecimentos que ás vezes se passam pelo mundo fora, com pessoas que ao fazerem tal coisa, pensam que mudam a humanidade, ou seja, decidem fazer o papel de "Deus".
Muitas situações destas vos podem ocorrer agora no pensamento, como genocidios, guerras e afins, mas eu não vou tão longe.
Em 1870, um homem chamado Spencer Baird resolveu então fazer o papel de "Deus", e decidiu que o tipo de proteina mais barata para os americanos era a carpa europeia (na altura em que vi esta informação, confesso que não sabia o que era a "carpa europeia", mas depois de investigar descobri que é uma especie de peixe"). Durante 20 anos, enviou carregamentos de carpas bebés para todas as partes da América do Norte. Convenceu 100 empresas ferroviárias diferentes a transportarem as suas carpas bebés e a libertá-las em todas as extenções de água por onde os comboios passassem. Até os equipou com carruagens tanque especiais que conseguiam transportar cerca de 9 toneladas de carpas bebés para as bacias hidrográficas na américa do Norte.
Mas não é tudo...alguns anos mais tarde, em 1890, outro homem decidiu fazer o papel de "Deus", chamava-se Eugene Schieffelin e resolveu largar 60 Sturnus Vulgaris( sim fui ver o nome do pássaro em latin lol), o estorninho europeu, no Central Park de Nova Iorque. Cinquenta anos depois, os pássaros tinham-se estendido até São Francisco. Hoje, há mais de 200 milhões de estorninhos na América. Tudo isto porque ao que parece o Sr. Eugene queria que Nova Iorque tivesse todas as aves mencionadas por Shakespeare.
Também li qualquer coisa sobre as abelhas africanas, mas não me lembro do nome do Sr. Mas sei que no caso das abelhas, já foram cientistas a fazer a coisa, e não pessoas normalissimas, e apenas com pancada. todos nós temos pancada certo?
Mas e se voces tivessem o poder... se voces fizessem o papel de "Deus"... que fariam? ou então, para o que o usariam?
Qual seria a vossa moral?
aiii... a mim ocorrem-me... estou a pensar....esperem.... oiço o Manuel aqui atrás de mim " Uma pessoa com osteoperose, é um pessoa muito religiosa que come muitas ósteas".
Aqui não se aprende nada...
Musica do Dia: " BeatCrusaders" - Be my Wife
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Flocos de Neve: Parte 3
Combinámos encontrarmo-nos no café na tarde seguinte. Eu cheguei cedo, estava nervosa, tinha passado pelo menos 3 horas em frente ao espelho a experimentar todos os vestidos que tinha. No fim já estava quase em cima da hora e eu ainda não me tinha decidido. Acabei por vestir o vestido mais simples que tinha, não coloquei maquilhagem, apanhei o meu cabelo apressadamente apenas com um lápis, calcei uns chinelos e lá saí de casa.
Cheguei ao café dez minutos antes do combinado, sentei-me e pedi uma água. O que eu queria mesmo era pedir um gelado, mas guardei-me para pedi-lo quando chegasses.
Comecei a pensar nos nossos tempos de infância, as tardes perdidas no campo a jogar ás escondidas, as vezes que me deixavas pular para as tuas costas e atravessavas comigo o rio onde nunca deixavas eu molhar os pés. As correrias pelo campo atrás das ovelhas, as caçadas aos grilos na primavera, tu eras o meu companheiro de infância, nunca estávamos sós, tinhamo-nos sempre um ao outro.
Quando dei por mim já tinha passado uma hora que estava no café. Ainda estava ali sozinha, com a minha garrafa de água á frente. Ao meu lado uma senhora já duma certa idade reclamava da muita manteiga na torrada e á porta do café estava um cão amarrado que ladrava. Olhei novamente para o relógio, comecei a pensar que já não virias, que toda a minha alegria das recordações tinha sido inútil, e que o facto de eu estar ali era afinal para ti uma brincadeira. O empregado aproxima-se, pergunta-me se vou querer mais alguma coisa, por esta altura estou incrivelmente irritada e respondo-lhe rispidamente que não, não vou querer mais coisa alguma. Ele sorri, um pouco espantado, e então pergunta“Por acaso não se chama Leonor?”estranhamente respondi que sim, ele dirigiu-se ao balcão, pegou num envelope branco e veio entregar-mo.
Ao abrir vi que era teu, pois começava com “desculpa não estar aí”. Levantei-me, paguei a minha água e saí. Corri para casa deitei-me na minha cama e então abri de novo o envelope e li.
Cheguei ao café dez minutos antes do combinado, sentei-me e pedi uma água. O que eu queria mesmo era pedir um gelado, mas guardei-me para pedi-lo quando chegasses.
Comecei a pensar nos nossos tempos de infância, as tardes perdidas no campo a jogar ás escondidas, as vezes que me deixavas pular para as tuas costas e atravessavas comigo o rio onde nunca deixavas eu molhar os pés. As correrias pelo campo atrás das ovelhas, as caçadas aos grilos na primavera, tu eras o meu companheiro de infância, nunca estávamos sós, tinhamo-nos sempre um ao outro.
Quando dei por mim já tinha passado uma hora que estava no café. Ainda estava ali sozinha, com a minha garrafa de água á frente. Ao meu lado uma senhora já duma certa idade reclamava da muita manteiga na torrada e á porta do café estava um cão amarrado que ladrava. Olhei novamente para o relógio, comecei a pensar que já não virias, que toda a minha alegria das recordações tinha sido inútil, e que o facto de eu estar ali era afinal para ti uma brincadeira. O empregado aproxima-se, pergunta-me se vou querer mais alguma coisa, por esta altura estou incrivelmente irritada e respondo-lhe rispidamente que não, não vou querer mais coisa alguma. Ele sorri, um pouco espantado, e então pergunta“Por acaso não se chama Leonor?”estranhamente respondi que sim, ele dirigiu-se ao balcão, pegou num envelope branco e veio entregar-mo.
Ao abrir vi que era teu, pois começava com “desculpa não estar aí”. Levantei-me, paguei a minha água e saí. Corri para casa deitei-me na minha cama e então abri de novo o envelope e li.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ocorre-me a musica dos xutos, sobre o fim de semana =)
Bem, o meu fim de semana foi cansativo. Sábado andei por Coimbra e por Santarém. Depois de acordar bem cedo no sábado, que até faz mal á minha beleza, lá fomos até Coimbra, eu e a minha familia, almoçámos por lá e vi imensos peregrinos em que o seu destino por esta altura, claro, é Fátima e a seguir ao almoço fomos até ao portugal dos pequeninos como já vos tinha dito. olhem só:

Já lá não ía desde os meus 8 aninhos, atão para mim foi a loucura total. Mas os meus maninhos também se divertiram, principalmente a conquistar castelos e eu a correr atrás deles!!
Na parte mais ao fim da tarde passámos por Santarém para irmos á feira da caça (o meu padrasto gosta destas coisas). A parte mais gira desta feira para além de haver lá muitos cãezinhos de caça á venda onde me pude babar para todos eles (quero um cãozinhooooo!!), foram certamente os petiscos. Sou louca por estas coisas tradicionais, barraquinhas de chouriço assado, de queijo da serra, de broa aiii que loucura... depois queixo-me que ando com uns quilinhos a mais. Aiii e aquelas azeitonas bem temperadas, aqueles torresmos estaladiços, aquelas omeletes enormes que mais parecem tartes cheias de carninha de caça, já me está a crescer água na boca, foi certamente o melhor da feira.
Depois viemos para casa, já só me apetecia estender na cama, quando a minha mãe vem lá com os seus T.P.C.'s(que isto agora deu-lhe para ir para as novas oportunidades), e pronto lá ficou a Joana pela noite dentro a ensinar a mamã.
Domingo "é dia de ir á praça" como diz a minha mãe, e lá acordamos cedo (outravez), para ir dar uma voltinha á praça da Charnequinha que dps acabam por ser longas horas até ao almoço com a Joana a andar atrás da mãe toda a manhã.
Só sei que cheguei a casa de rastos, passei o resto da tarde no sofá a ver a "matiné", não tive paciência para fazer jantar, e quando dei por mim já era segunda de manhã e o despertador estava a tocar, para ir trabalhar.
A coisa espectacular deste fim de semana, é que ganhei um portátil.
Ahhh e sim claro, passei tempo com a família, que ás vezes pode não ser perfeita, mas é sempre o que temos de melhor.
Próximo fim de semana é com o papá, acabo muitas vezes por sentir, que tenho uma vida dupla, divido o tempo entre os dois para não haver confusão, e não falo sobre nenhum a nenhum dos dois, para manter a paz. E assim toda a gente anda feliz.
Musica do Dia: "Starlight" - Muse
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Em Maio foi quando morri um dia, à muito tempo atrás...
Escrevo, apago, escrevo novamente, e apago... bahh.. mas que se passa comigo?
Começo a ver Maio a passar rápido e sempre desejo que ele passe muito rápido. As mesmas faces continuam comigo no comboio todas as manhãs. O sol está mais quente agora e a frase daquela música “ No verão as roupas ficam mais pequenas” ecoa um pouco por todos os silvos do vento quente que se instala á beira mar. A minha preocupação crescente com o mês a seguir a este vai-se notando no roer das minhas unhas. “em Junho chegam os exames”, “em Junho são os santos, que este ano não posso lá faltar”, “em Junho é o meu Aniversário” diz-me a minha mente. Este estado de ansiedade instala-se silenciosamente, quando dou por mim, já ando acelerada e a comer chocolates, chocolate este, que, tal como a minha ansiedade, silenciosamente veio parar á minha gaveta acabado de chegar de Londres e que religiosamente não partilho com ninguém “serás todo meu... mesmo sendo tu um chocolate tão enorme, e mesmo que demore um mês inteiro a devorar-te”.
O telefone toca, é a minha mãe “ só para te lembrar que este fim de semana temos aquilo combinado”, apanha-me de surpresa, não me lembro de nada, pergunto “ o que era?” e ela responde com um travo a sem paciência e irritada “aquilo... dos pequeninos” apercebo-me que ela não pode falar e aí vem-me tudo á mente “ sim, não me esqueci, está combinadíssimo, vem me buscar sábado de madrugada”. Tinha-me esquecido completamente. Telefono para o P, digo-lhe que o estudo e a ida ao cinema está cancelada, telefono também a T. A dizer que a lasanha(que eu sou pro a fazer), fica para jantar de domingo em vez do dia antes e que ele não tem de ir ás compras e digo a ambos “este fim de semana vou ao Portugal dos Pequeninos, e vou-me perder naquele mundo tão grande e não sei se vou voltar”.
Musica do dia: “We are Rockstars” – Does it offend you, yeah?
Começo a ver Maio a passar rápido e sempre desejo que ele passe muito rápido. As mesmas faces continuam comigo no comboio todas as manhãs. O sol está mais quente agora e a frase daquela música “ No verão as roupas ficam mais pequenas” ecoa um pouco por todos os silvos do vento quente que se instala á beira mar. A minha preocupação crescente com o mês a seguir a este vai-se notando no roer das minhas unhas. “em Junho chegam os exames”, “em Junho são os santos, que este ano não posso lá faltar”, “em Junho é o meu Aniversário” diz-me a minha mente. Este estado de ansiedade instala-se silenciosamente, quando dou por mim, já ando acelerada e a comer chocolates, chocolate este, que, tal como a minha ansiedade, silenciosamente veio parar á minha gaveta acabado de chegar de Londres e que religiosamente não partilho com ninguém “serás todo meu... mesmo sendo tu um chocolate tão enorme, e mesmo que demore um mês inteiro a devorar-te”.
O telefone toca, é a minha mãe “ só para te lembrar que este fim de semana temos aquilo combinado”, apanha-me de surpresa, não me lembro de nada, pergunto “ o que era?” e ela responde com um travo a sem paciência e irritada “aquilo... dos pequeninos” apercebo-me que ela não pode falar e aí vem-me tudo á mente “ sim, não me esqueci, está combinadíssimo, vem me buscar sábado de madrugada”. Tinha-me esquecido completamente. Telefono para o P, digo-lhe que o estudo e a ida ao cinema está cancelada, telefono também a T. A dizer que a lasanha(que eu sou pro a fazer), fica para jantar de domingo em vez do dia antes e que ele não tem de ir ás compras e digo a ambos “este fim de semana vou ao Portugal dos Pequeninos, e vou-me perder naquele mundo tão grande e não sei se vou voltar”.
Musica do dia: “We are Rockstars” – Does it offend you, yeah?
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Eu sou uma delas...
"Ás vezes, as pessoas estão condenadas a fazer mal a outros seres humanos pelo simples facto de existirem."
Murakami em "A sul da fronteira A oeste do sol"
Murakami em "A sul da fronteira A oeste do sol"
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Cansaço Emocional
Nunca sinto que as pessoas vêm para ficar...a melancolia instala-se e há dias que custam a passar.
Conheço pessoas, algumas extraordinárias, outras normais, todas elas passam, e como não as consigo manter, todas elas me fazem falta, de todas elas eu sinto falta do que me transmitiram, do que me ensinaram, do que eu adorava observar.
Acontece também com os meus amores...
Então logo a partida deixei de me interessar, deixei de observar, deixei de alentar, que as pessoas podem surgir e apenas ficar...
Tenho os meus amigos, tenho a familia, e tenho o meu amor... mas isso nunca me impede de me sentir completamente sozinha independetemente do maior tempo possível que passo com eles... sentir-me séculos mais velha... sentir-me menos humana...
A melancolia instala-se, e há dias que custam a passar.
Mas os humanos continuam a fascinar-me, dei por mim a ser uma voyeur de vidas cruzadas, de pequenos detalhes, de pequenas palavras...
A curiosidade instala-se, e há dias que passam depressa demais.
Música do Dia: "Merry Christmas Mr. Lawrence" - Utada Hikaru
Conheço pessoas, algumas extraordinárias, outras normais, todas elas passam, e como não as consigo manter, todas elas me fazem falta, de todas elas eu sinto falta do que me transmitiram, do que me ensinaram, do que eu adorava observar.
Acontece também com os meus amores...
Então logo a partida deixei de me interessar, deixei de observar, deixei de alentar, que as pessoas podem surgir e apenas ficar...
Tenho os meus amigos, tenho a familia, e tenho o meu amor... mas isso nunca me impede de me sentir completamente sozinha independetemente do maior tempo possível que passo com eles... sentir-me séculos mais velha... sentir-me menos humana...
A melancolia instala-se, e há dias que custam a passar.
Mas os humanos continuam a fascinar-me, dei por mim a ser uma voyeur de vidas cruzadas, de pequenos detalhes, de pequenas palavras...
A curiosidade instala-se, e há dias que passam depressa demais.
Música do Dia: "Merry Christmas Mr. Lawrence" - Utada Hikaru
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Amanhã é 25 de Abril, e hoje é sexta-feira!!!
As minhas alergias já desde Fevereiro que andavam aqui no aparecer desaparecer, mas agora as minhas crises de reinite e falta de ar chegaram para ficar e como de costume até meados de Maio. Então cá ando meio drogada pelos anti-histamínicos, e drogada literalmente, pois os anti-histamínicos queimam o cerebro de forma a diminuir os sintomas de alergias provacados pela maldita Primavera, enganem-se vocês se algum dia pensarem que curam as alergias.
Para acrescentar, a maldita Primavera ainda resolve atacar-me os olhinhos e resolve provocar-me uma conjuntivite que começou no domingo. Até hoje tenho parecido fisicamente um desastre da natureza e drogado.
Peço apenas: “salve-se por favor o teste de matemática que fui fazer no sábado de manhã” que nem sequer me lembro o que fiz... tudo culpa da Primavera.
Quero um novo livro para ler... não leio nada desde a páscoa!! Quero sugestões!! Queria algo histórico, menos sobre o 25 de Abril, sim porque em verdadeira democracia e liberdade só me ocorre no mundo os piratas da Somália!! Mas sim, o 25 de Abril de facto foi um virar importante da história em Portugal, e mesmo a malta mais jovem não tendo sentido na pele a opressão doutros tempos, somos lembrados todos os anos pelos nosso pais, avós, tios e vizinhos, com opiniões divergentes sobre o tema. Para uns o virar da história foi uma desgraça e é por isso que agora estamos na crise. Para outros é uma alegria que tem toda a pompa e circustância de ser celebrado todos os anos com afinco, festival de música, fogo de artifício, novas colectâneas de musica do Sr. Zeca Afonso e muitos cravos vermelhos.
Na minha opinião, da visão que tenho, tenho sempre a sensação que passámos de 8 para 80, e que o meio termo teria sido a solução. Mas quem sou eu?
A melhor parte é que é sempre feriado, pena é este ano calhar a um sábado.
O Festival de cinema Indie Lisboa começou ontem, e eu andarei lá batida (conforme puder), venham até mim filmes franceses e orientais, que gosto muito e o Indie Lisboa tem a potes!!
Música do Dia: “Don’t Explain” – Cat Power
Para acrescentar, a maldita Primavera ainda resolve atacar-me os olhinhos e resolve provocar-me uma conjuntivite que começou no domingo. Até hoje tenho parecido fisicamente um desastre da natureza e drogado.
Peço apenas: “salve-se por favor o teste de matemática que fui fazer no sábado de manhã” que nem sequer me lembro o que fiz... tudo culpa da Primavera.
Quero um novo livro para ler... não leio nada desde a páscoa!! Quero sugestões!! Queria algo histórico, menos sobre o 25 de Abril, sim porque em verdadeira democracia e liberdade só me ocorre no mundo os piratas da Somália!! Mas sim, o 25 de Abril de facto foi um virar importante da história em Portugal, e mesmo a malta mais jovem não tendo sentido na pele a opressão doutros tempos, somos lembrados todos os anos pelos nosso pais, avós, tios e vizinhos, com opiniões divergentes sobre o tema. Para uns o virar da história foi uma desgraça e é por isso que agora estamos na crise. Para outros é uma alegria que tem toda a pompa e circustância de ser celebrado todos os anos com afinco, festival de música, fogo de artifício, novas colectâneas de musica do Sr. Zeca Afonso e muitos cravos vermelhos.
Na minha opinião, da visão que tenho, tenho sempre a sensação que passámos de 8 para 80, e que o meio termo teria sido a solução. Mas quem sou eu?
A melhor parte é que é sempre feriado, pena é este ano calhar a um sábado.
O Festival de cinema Indie Lisboa começou ontem, e eu andarei lá batida (conforme puder), venham até mim filmes franceses e orientais, que gosto muito e o Indie Lisboa tem a potes!!
Música do Dia: “Don’t Explain” – Cat Power
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Estudo
Recentemente á conversa com o meu amigo D. , que com ele partilhei uma conversa de boleia muito interessante á umas semanas atrás, resolvi por pura brincadeira e curiosisade q.b., fazer uma sondagem pelas minhas amigas e colegas á procura da "Mulher Sabida". Pelas palavras de D. "Mulheres sabidas são aquelas cuja arte é ainda capaz de surpreender um tipo que passou mais de 10.000 horas a ver porno-chachada."
E o resultado foi este:

Estas respostas foram dadas por 11 meninas (incluindo eu), embora o meu colega J.P.M, também quisesse pôr a colherada.
Os argumentos foram muitos!! eu que o diga, levei com altas defensoras do sexo feminino ao ouvido durante um bocado. Mas achei interessante, até fiquei com vontade de fazer mais coisas destas.
ficaste satisfeito?
P.S - > Não consigo colocar a imagem maior, experimentem clikar sobre ela ou fazer o download...
Música do dia: "Supermassive Black Hole" - Muse
E o resultado foi este:
Estas respostas foram dadas por 11 meninas (incluindo eu), embora o meu colega J.P.M, também quisesse pôr a colherada.
Os argumentos foram muitos!! eu que o diga, levei com altas defensoras do sexo feminino ao ouvido durante um bocado. Mas achei interessante, até fiquei com vontade de fazer mais coisas destas.
ficaste satisfeito?
P.S - > Não consigo colocar a imagem maior, experimentem clikar sobre ela ou fazer o download...
Música do dia: "Supermassive Black Hole" - Muse
quinta-feira, 16 de abril de 2009
A Promessa
Uma promessa não cumprida,
Eu não fui honesta, apenas brinco,
Os lados parecem trocar-se e eu oiço-te sussurrar:
- Esperarei pela minha vez,
De te magoar por dentro.
Ver-te sofrer... esperarei a minha vez.
Chorarei,
Tu não foste honesto,
E esconderei os meus olhos molhados,
Enquanto te aproximas preocupado,
Não encontrarei consolo
No teu pobre perdão e no teu sentimento de culpa
Que é absurdo
Pois eu irei cantar:
- Esperarei pela minha vez,
De te magoar por dentro.
Ver-te sofrer... esperarei a minha vez.
Para te aterrorizar nos teus sonhos e pensamentos,
Ahh aguardarei a minha vez.
Depois descubro que fiz tudo, porque apenas podia
Que o amor sempre só esteve no teu lado e não no meu
Vi ele agarrar-te nos seus braços gentis
Oiço-te chorar,
E sinto glória infinita.
Alguém ergue-se, por causa...
Alguém chora, por causa...
Enquanto vivemos e aprendemos.
Musica do dia: "we live in a beatifull world... yeah we do yeah we do lalalala" - Coldplay
nunca fui de fazer promessas, aprendi muito cedo com os meus pais que não se devem faze-las, ora porque não escrever sobre isso?
Eu não fui honesta, apenas brinco,
Os lados parecem trocar-se e eu oiço-te sussurrar:
- Esperarei pela minha vez,
De te magoar por dentro.
Ver-te sofrer... esperarei a minha vez.
Chorarei,
Tu não foste honesto,
E esconderei os meus olhos molhados,
Enquanto te aproximas preocupado,
Não encontrarei consolo
No teu pobre perdão e no teu sentimento de culpa
Que é absurdo
Pois eu irei cantar:
- Esperarei pela minha vez,
De te magoar por dentro.
Ver-te sofrer... esperarei a minha vez.
Para te aterrorizar nos teus sonhos e pensamentos,
Ahh aguardarei a minha vez.
Depois descubro que fiz tudo, porque apenas podia
Que o amor sempre só esteve no teu lado e não no meu
Vi ele agarrar-te nos seus braços gentis
Oiço-te chorar,
E sinto glória infinita.
Alguém ergue-se, por causa...
Alguém chora, por causa...
Enquanto vivemos e aprendemos.
Musica do dia: "we live in a beatifull world... yeah we do yeah we do lalalala" - Coldplay
nunca fui de fazer promessas, aprendi muito cedo com os meus pais que não se devem faze-las, ora porque não escrever sobre isso?
O coelhinho da páscoa e os seus ovos
terça-feira, 14 de abril de 2009
O meu Messias
Existe um rapaz, diferente de todos os rapazes do mundo. Profecias antigas falavam da sua vinda, e ele é capaz de realizar todo o tipo de feitos milagrosos. Eventualmente, terá que se confrontar com os seus inimigos, e sacrificar a sua própria vida em prol de salvar a humanidade de uma grande catástrofe, mas num grande mistério, igual ao da sua existência, ele ressuscita para viver em glória perante um mundo rendido aos seus actos.
Se contares esta hitória a 2 milhões de cristãos eles irão reconhecer automáticamente o seu messias salvador.
Se contares a um amante de ficção ciêntifica e fantasia, ele irá perguntar porque raio estou eu a fazer pequenas alterações a grandes épicos como o “ The Matrix”, “Superman Returns” e mesmo o mítico “Star Wars”.
Para confirmar esta minha teoria, ainda fui aprofundar algumas das falas dos filmes, neste caso no “The Matrix” onde o Morpheus diz para Neo(o suposto messias): “Tu és um escravo Neo, nasceste em escravidão pelas máquinas. Quando o Matrix foi construido, houve um homen, que nasceu dentro do Matrix e tinha a possibilidade de mudar tudo, conforme achasse necessário, foi ele que libertou os primeiros de nós e nos contou a verdade... Depois de ele morrer, o oráculo profetisou o seu regresso, e que o seu regresso iria trazer a completa destruição do Matrix, acabar com a guerra, e trazer a liberdade da raça humana.”
Na altura do filme em que ele diz isto a Neo eles ainda não sabem se ele é o suposto salvador ou não, mas aproximando-se o fim do filme comprova-se quando numa tentativa de salvar Morpheus, Neo dá a sua vida em troca pondo-se á frente das máquinas salvando-o duma morte certa. E Neo realmente é suposto morrer nessa cena, mas misteriosamente ele regressa á vida e dá cabo das máquinas todas, causando assim a grande glória e certeza de que ele é o escolhido.
Bem no filme do super-homem há uma fala que é ainda mais descarada, quando
Jor-El (pai do super-homem) diz:” Os seres humanos conseguem ser pessoas maravilhosas, apenas lhes falta uma luz para seguirem o caminho certo. Por esta razão, pela capacidade que eles têm de fazer o bem, enviei-lhes a ti, o meu único filho.” Quem já não ouviu esta ultima frase numa ida á missa de domingo??
No filme de Star Wars, logo o primeiro, e mais recente “A ameaça fantasma”, quando o nosso Darth Vader ainda é um puto com cabelo á choné, há um diálogo entre o Jedi Master Qui-Gon e a mãe do puto onde se diz:
“Qui-Gon: - Deve estar muito orgulhosa do seu filho. Ele dá sem esperar nada em troca.
Shmi: - Bem, ele não sabe nada sobre ambição. Ele tem...
Qui-Gon: - Ele tem poderes especiais.
Shmi: - Sim.
Qui-Gon: - ele consegue ver coisas antes delas acontecerem...A Força é anormalmente forte nele, isso é claro. Quem era o seu pai?
Shmi: - Não existe pai. Eu carreguei-o, tive-o, e eduquei-o. Não consigo explicar o que aconteceu... “
Aposto que a Virgem Maria também não...
E ao longo do filme, Anakin (o puto com cabelo á choné), é muitas vezes referido como o “The Chosen One”( O Escolhido) aquele que trará equilibrio á galáxia.
Ora como passámos a Páscoa, em que na tv fartaram-se de passar filmes e filmes sobre a vida e morte do messias de muita gente neste mundo, eu punha-me a pensar, que messias afinal há muitos... depende é de como olhas para a história.
Tirando a parte de todo este texto que escrevi, deixo um conselho (olha..a rapariga tão nova e a dar conselhos, que vai ser deste país?) muitas vezes a maneira como olhas para a história também define muita coisa na tua vida, e define a pessoa em que te tornas.
Musica do Dia: "Batle for the sun" - Placebo
P.S -> Meu querido amigo JL. Escrevi os diálogos em português, só para ti!!! Para não te queixares do Inglês.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Incubus

Meu deus, havia anos que não tinha um pesadelo... já nem sabia o que isso era, mas esta noite foi terrível, hoje estou com medo de ir dormir!!!
“O pesadelo é um sonho penoso com sensação de opressão toráxica e dispnéia, terminando por um despertar sobressaltado ou agitado e com ansiedade. É uma perturbação qualitativa do sono (parasónia), na maior parte das vezes de origem psicoafectiva, embora não seja de excluir a sua etiologia comicial. A palavra nightmare, que em língua inglesa significa "pesadelo" dizia respeito, há quatrocentos anos, exatamente a um demónio (o incubus) que vinha e sufocava as pessoas enquanto dormiam.”(Wikipédia)
Maldito incubus, que hoje ando aqui cheia de sono ~_~
Se ainda tivesse por lá aparecido o vocalista da banda com o bendito nome (Incubus), acho que teria dado a volta á situação, ora assim!!
Depois dum fim de semana tão tranquilo a jogar Final Fantasy, a festejar a Páscoa com a família e de estudo, acontece-me tal tragédia.
Depois dum fim de semana tão tranquilo a jogar Final Fantasy, a festejar a Páscoa com a família e de estudo, acontece-me tal tragédia.
Caro Freud ilumina-me!!
Musica do dia: “It’s not over yet” - Klaxons
quarta-feira, 8 de abril de 2009
A última imagem
"Na faculdade de medicina, ensinam-nos que a última imagem que muitas pessoas levam consigo é a do rosto do médico das urgências.
Tento nunca me esquecer disso quando vejo todos esses olhos aterrorizados que se fixam nos meus."
Do filme "Drangonfly"
de Tom Shadyac
Tento nunca me esquecer disso quando vejo todos esses olhos aterrorizados que se fixam nos meus."
Do filme "Drangonfly"
de Tom Shadyac
Flocos de Neve: Part 2
Cinco anos depois de ter recebido as fotos pelo correio, regressei a minha terra natal, não me tinha apercebido de como sentia falta do cheiro caseiro, aquele calor confortável, aquela sensação nostálgica do regressar ás origens. Era a primeira vez em cinco anos que tirara 2 meses para estar completamente de férias, longe de todo um mundo em movimento, naquela pacata vila do interior do meu país.
Depois de estar os primeiros três dias fechada em casa a observar e comparar o que tinha mudado, quis sair e ir ver o local, o local onde cinco anos antes tinhamos estado, e onde ela se tinha empregnado debaixo da minha pele a partir de então.
Conta-me, que feitiço lanças-te em mim? Deixas-te em mim um vazio, que ainda não foi preenchido, e que quando não o consigo encher com ilusões que conto para mim própria ou com corpos que apenas satisfazem os meu desejos do momento, é uma dor insuportável.
Cheguei ao local, mas ele estava ocupado, alguém estava recostado sobre aquela árvore, que naquele momento fazia largar suas pétalas ao vento, eu recordei o momento. Ohh, flocos de neve! Quem lá estava ouviu-me chegar, virou o seu rosto para mim, eu parei de andar observando, ele saltou do ramo da árvore onde estava sentado. Era alto, muito alto, devia ter o um metro e noventas e tais, tinha pele morena de quem está bronzeado em pleno verão e uns olhos muito castanhos, quase pretos e de expressão irrequieta, era magro mas de ombros largos, fazendo lembrar um nadador. Olhou-me, atrapalhada imaginei mil coisas para dizer, meter conversa, mas então ele falou:
-Eu conheço-te!
Eu fiquei surpreendida, pensei para mim “impossível, nem eu me conheço”, mas ele sorriu e uma lembrança daquele sorriso nos meus tempos de infância apareceu e o meu mundo ruiu. Olhei para o céu numa tentativa de perguntar silenciosamente “porquê?”, mas td o que eu via era as pétalas ao vento...e respondi:
- Sim, eu também.
Depois de estar os primeiros três dias fechada em casa a observar e comparar o que tinha mudado, quis sair e ir ver o local, o local onde cinco anos antes tinhamos estado, e onde ela se tinha empregnado debaixo da minha pele a partir de então.
Conta-me, que feitiço lanças-te em mim? Deixas-te em mim um vazio, que ainda não foi preenchido, e que quando não o consigo encher com ilusões que conto para mim própria ou com corpos que apenas satisfazem os meu desejos do momento, é uma dor insuportável.
Cheguei ao local, mas ele estava ocupado, alguém estava recostado sobre aquela árvore, que naquele momento fazia largar suas pétalas ao vento, eu recordei o momento. Ohh, flocos de neve! Quem lá estava ouviu-me chegar, virou o seu rosto para mim, eu parei de andar observando, ele saltou do ramo da árvore onde estava sentado. Era alto, muito alto, devia ter o um metro e noventas e tais, tinha pele morena de quem está bronzeado em pleno verão e uns olhos muito castanhos, quase pretos e de expressão irrequieta, era magro mas de ombros largos, fazendo lembrar um nadador. Olhou-me, atrapalhada imaginei mil coisas para dizer, meter conversa, mas então ele falou:
-Eu conheço-te!
Eu fiquei surpreendida, pensei para mim “impossível, nem eu me conheço”, mas ele sorriu e uma lembrança daquele sorriso nos meus tempos de infância apareceu e o meu mundo ruiu. Olhei para o céu numa tentativa de perguntar silenciosamente “porquê?”, mas td o que eu via era as pétalas ao vento...e respondi:
- Sim, eu também.
Música do Dia: "Daniel - Bat for Lashes"
quinta-feira, 26 de março de 2009
Querido Príncipe
Ohh querido príncipe que andas tu a fazer?
Choras, cais, encolhes-te e choras um pouco mais. Ohh príncipe tão fraco que estás.
Dizes mal da vida, ohh como tu gostas de sofrer, onde está a dedicação á tua musa, que andas sempre a prometer?
Passas o tempo perdido, como se não tivesses ninguém, enquanto as pessoas em teu redor sentem a desilusão de não te ver crescer.
Ohhh querido príncipe será que sabes? Que o amor não salva ninguém? Não é o amor que te livra dos teus males...
Será que sabes...e apenas não queres ver? Tão ingénuo este principe...
Será que estás a espera, que uma força desconhecida faça as coisas por ti? E desculpe todo o tempo que tens deitado fora ?
E se esta força nunca chegar....?
Até um passaro perdido na escuridão imensa iria gostar de provar o luar, e o cair duma das suas penas seria capaz de queimar um reino inteiro e pôr o seu sangue a derramar.
Ohh querido príncipe faz-me uma sombra com a forma de uma maravilha ainda não descoberta.
E este Mar... este Mar com as suas ondas negras...será que consegues suster a respiração e esperar que o céu volte? Ou preferes afogar-te como um rato?
Choras, cais, encolhes-te e choras um pouco mais. Ohh príncipe tão fraco que estás.
Dizes mal da vida, ohh como tu gostas de sofrer, onde está a dedicação á tua musa, que andas sempre a prometer?
Passas o tempo perdido, como se não tivesses ninguém, enquanto as pessoas em teu redor sentem a desilusão de não te ver crescer.
Ohhh querido príncipe será que sabes? Que o amor não salva ninguém? Não é o amor que te livra dos teus males...
Será que sabes...e apenas não queres ver? Tão ingénuo este principe...
Será que estás a espera, que uma força desconhecida faça as coisas por ti? E desculpe todo o tempo que tens deitado fora ?
E se esta força nunca chegar....?
Até um passaro perdido na escuridão imensa iria gostar de provar o luar, e o cair duma das suas penas seria capaz de queimar um reino inteiro e pôr o seu sangue a derramar.
Ohh querido príncipe faz-me uma sombra com a forma de uma maravilha ainda não descoberta.
E este Mar... este Mar com as suas ondas negras...será que consegues suster a respiração e esperar que o céu volte? Ou preferes afogar-te como um rato?
Musica do Dia "Oh my God" - Ida Maria
quinta-feira, 19 de março de 2009
Flocos de Neve
Só mais uma foto, vah lah!
Dizia-me ela, com o olhar desafiador. Soltei os meus cabelos castanhos, abri os braços, e lá estava ela, como que absorvida, fazendo os seus “clicks”, e ela não falava, rodava á minha volta, absorvida, mandava-me olhares indiscretos, parava e contemplava-me, pedia mais uma foto,e eu... eu sentia-me seduzida.
Sentia-me pouco a vontade, as minhas inseguranças em relação ás minhas ancas, os meus joelhos, a minha barriguinha começaram a vir ao de cima. E ela... ela brincava e dizia-me “ vah lah sobe mais a saia” e “ desce mais as alças dessa tua t-shirt”, e eu fazia-o, e vagueava ali naquele campo verde ao pôr do sol, descalça e com alguma fome.
Ela elogiava-me, eu compreendia que era apenas para me deixar mais à vontade, mas então ela aproximou-se, desviou-me os cabelos do ombros, virou-me a cara de modo a que ficasse de perfil.Esperando que ela começasse nos seus “clicks”, comecei a focar-me na árvore que se encontrava á minha frente, estava cheia de botões brancos de flores, que num bom sinal de primavera começavam a abrir, e com a leve brisa dum fim de tarde primaveril, faziam aquelas pétalas brancas voar, se não tivesse o pôr do sol no horizonte, diria que estava a nevar. E então senti, senti um suave calor, como quando estas em frente á lareira numa noite fria de inverno, senti-o profundamente, invadir-me, fechei os olhos, e o sentimento ampliou-se deixando-me atordoada, senti as suas mãos macias, percorrerem os meus ombros subindo até ao meu pescoço onde ela o beijava carinhosamente com os seus labios suaves e fofos, estava de olhos fechados mas via, via claramente, via os seu cabelos loiros compridos misturados com os meus, vi-a a sua pele branca e quente encostar-se á minha, ouvia o som do seu repirar bem junto ao meu ouvido. Todo o meu corpo estava impossibilitado de se mexer enquanto ela movia as sua mãos macias pelo meu corpo, e então chegaram á minha face, gentilmente virou-me a cara para ela, estavamos tão perto, reparei nas suas longas pestanas, na sua pele rosada, nos seus grandes olhos cor de avelã e os seus lábios quase vermelhos... e sim senti-os encostarem-se nos meus, tão suaves, tão quentes, tão delicados, naquele momento tudo o que eu sabia sobre qualquer coisa desapareceu, apenas via aquelas pétalas brancas, que mais pareciam flocos de neve cairem lentamente, numa tarde que mais parecia de verão.
Sem saber como, movi-me, ela assustou-se e largou-me, olhei para ela e o seu olhar tinha mudado, o mesmo olhar que me tinha beijado tinha saído do seu transe e nunca mais o voltei a ver. Ela pediu desculpa, apanhou a sua máquina fotográfica que tinha caído no meio da erva, viu que estava inteira, olhou para mim e fez mais um “click”, e disse que estava na hora, de irmos embora para jantar. Não tinha palavras, dentro de mim apesar de estar um túmulto de emoções, morava o silêncio cá para fora que duma certa forma, me deixou confortável para o resto da noite. Depois disso nunca mais a vi.
As fotos chegaram alguns dias depois pelo correio, eu nem me reconheci, pareciam fotos de revistas de moda, eu com todos os meus defeitos ali estava, nesse momento apaixonei-me por mim.
Ahhh...querida Rafaela... que fizeste tu de mim?
Musica do Dia: "Love will tear us apart" - Joy Division
Dizia-me ela, com o olhar desafiador. Soltei os meus cabelos castanhos, abri os braços, e lá estava ela, como que absorvida, fazendo os seus “clicks”, e ela não falava, rodava á minha volta, absorvida, mandava-me olhares indiscretos, parava e contemplava-me, pedia mais uma foto,e eu... eu sentia-me seduzida.
Sentia-me pouco a vontade, as minhas inseguranças em relação ás minhas ancas, os meus joelhos, a minha barriguinha começaram a vir ao de cima. E ela... ela brincava e dizia-me “ vah lah sobe mais a saia” e “ desce mais as alças dessa tua t-shirt”, e eu fazia-o, e vagueava ali naquele campo verde ao pôr do sol, descalça e com alguma fome.
Ela elogiava-me, eu compreendia que era apenas para me deixar mais à vontade, mas então ela aproximou-se, desviou-me os cabelos do ombros, virou-me a cara de modo a que ficasse de perfil.Esperando que ela começasse nos seus “clicks”, comecei a focar-me na árvore que se encontrava á minha frente, estava cheia de botões brancos de flores, que num bom sinal de primavera começavam a abrir, e com a leve brisa dum fim de tarde primaveril, faziam aquelas pétalas brancas voar, se não tivesse o pôr do sol no horizonte, diria que estava a nevar. E então senti, senti um suave calor, como quando estas em frente á lareira numa noite fria de inverno, senti-o profundamente, invadir-me, fechei os olhos, e o sentimento ampliou-se deixando-me atordoada, senti as suas mãos macias, percorrerem os meus ombros subindo até ao meu pescoço onde ela o beijava carinhosamente com os seus labios suaves e fofos, estava de olhos fechados mas via, via claramente, via os seu cabelos loiros compridos misturados com os meus, vi-a a sua pele branca e quente encostar-se á minha, ouvia o som do seu repirar bem junto ao meu ouvido. Todo o meu corpo estava impossibilitado de se mexer enquanto ela movia as sua mãos macias pelo meu corpo, e então chegaram á minha face, gentilmente virou-me a cara para ela, estavamos tão perto, reparei nas suas longas pestanas, na sua pele rosada, nos seus grandes olhos cor de avelã e os seus lábios quase vermelhos... e sim senti-os encostarem-se nos meus, tão suaves, tão quentes, tão delicados, naquele momento tudo o que eu sabia sobre qualquer coisa desapareceu, apenas via aquelas pétalas brancas, que mais pareciam flocos de neve cairem lentamente, numa tarde que mais parecia de verão.
Sem saber como, movi-me, ela assustou-se e largou-me, olhei para ela e o seu olhar tinha mudado, o mesmo olhar que me tinha beijado tinha saído do seu transe e nunca mais o voltei a ver. Ela pediu desculpa, apanhou a sua máquina fotográfica que tinha caído no meio da erva, viu que estava inteira, olhou para mim e fez mais um “click”, e disse que estava na hora, de irmos embora para jantar. Não tinha palavras, dentro de mim apesar de estar um túmulto de emoções, morava o silêncio cá para fora que duma certa forma, me deixou confortável para o resto da noite. Depois disso nunca mais a vi.
As fotos chegaram alguns dias depois pelo correio, eu nem me reconheci, pareciam fotos de revistas de moda, eu com todos os meus defeitos ali estava, nesse momento apaixonei-me por mim.
Ahhh...querida Rafaela... que fizeste tu de mim?
Musica do Dia: "Love will tear us apart" - Joy Division
quarta-feira, 18 de março de 2009
A sonhadora e o Realista
As vezes que me lembro... são infinitas.. ele disse-me que eramos perfeitos um para o outro, que tinhamos imensas coisas em comum por isso é que te tinha levado para a minha festa dos 22 anos.
Nós nunca mais nos largamos desde então.Desde essa mesma noite.
E tu... tu continuas a surpreender-me... todos os dias. Sempre me encantas, secretamente, se não fosse pelo meu coração partido, tu terias sido o meu grande amor, mas eu considero-te o meu segundo o mais importante de todos pois ainda nao me deste desilusões. Também penso que estarei nesta categoria para ti, pois o teu coração também estava partido quando te conheci.
Nunca me deste a mão, quando vamos juntos. Sempre és o mais calado do grupo. Costumas dizer que nunca foste do tipo popular, mas que eras sempre o amigo do amigo que conhecia muita gente, e isso sempre te bastou.
Sempre que passamos por alguém em necessidade, eu sou a primeira a ignorar, tu és o primeiro a abrir a carteira ou o maço dos cigarros e a dares.
Mesmo não dizendo as palavras certas estás sempre do meu lado,(ahh o quanto eu te adoro por isso).Ás vezes chegas a ser o mais falador, explicando-me coisas que eu nunca tomaria grande atenção se as visses por mim própria.Tu deste-me uma nova forma de olhar e de escutar.
Tu sabes ver-me e fazes do que vês uma parte normal de ti.
Se disseres que me queres para sempre, eu não te direi não. Mas não te prometo o para sempre, pois isto que bate no meu peito,e que lhe chamam coração, bate sem razão. Mas que é isto?... a razão? Terá havido alguma vez, uma razão?
Musica do Dia: "A song to say goodbye" - Placebo
Nós nunca mais nos largamos desde então.Desde essa mesma noite.
E tu... tu continuas a surpreender-me... todos os dias. Sempre me encantas, secretamente, se não fosse pelo meu coração partido, tu terias sido o meu grande amor, mas eu considero-te o meu segundo o mais importante de todos pois ainda nao me deste desilusões. Também penso que estarei nesta categoria para ti, pois o teu coração também estava partido quando te conheci.
Nunca me deste a mão, quando vamos juntos. Sempre és o mais calado do grupo. Costumas dizer que nunca foste do tipo popular, mas que eras sempre o amigo do amigo que conhecia muita gente, e isso sempre te bastou.
Sempre que passamos por alguém em necessidade, eu sou a primeira a ignorar, tu és o primeiro a abrir a carteira ou o maço dos cigarros e a dares.
Mesmo não dizendo as palavras certas estás sempre do meu lado,(ahh o quanto eu te adoro por isso).Ás vezes chegas a ser o mais falador, explicando-me coisas que eu nunca tomaria grande atenção se as visses por mim própria.Tu deste-me uma nova forma de olhar e de escutar.
Tu sabes ver-me e fazes do que vês uma parte normal de ti.
Se disseres que me queres para sempre, eu não te direi não. Mas não te prometo o para sempre, pois isto que bate no meu peito,e que lhe chamam coração, bate sem razão. Mas que é isto?... a razão? Terá havido alguma vez, uma razão?
Musica do Dia: "A song to say goodbye" - Placebo
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