Então ela fala-me, baixinho, ou alto, sei lá. Eu começo a chorar, e digo ainda mais baixinho “ é a tua vida, os teus problemas” ela responde-me:
“- Quando digo isto não é para te magoar, e pôr a chorar, é apenas para que não sofras o mesmo que eu.” Ela explica-me que eu não devo esquecer o passado, eu falo ainda baixinho, “Como queres que esqueça?estás sempre a lembrar-me...” E ela continua, os nomes saiem-lhe da boca, como uma corrente de rio que não pode parar, o nomes que ela insistemente repete ao longo dos anos para caracterizar, a figura paternal que ela escolheu para mim. No silêncio dos meus pensamentos pergunto-me “que queres que diga? Que queres que te responda? Que poderei eu dizer para te calar? Será que ainda estás magoada?Será mesmo apenas um conselho? Quando for mãe será que farei o mesmo?Não compreendo, mas não quero ouvir...será que entendes?será que reparas?
Depois os meus labios rasgam, solto um sorriso, olho-lhe nos olhos, digo-lhe:
“Então boa noite e até á passagem de ano!” ela diz-me boa noite, exige um beijo, e diz que fica a espera.
Musica do dia: “Midnight Bottle” Colbie Caillat
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2 comentários:
Depois de seres mãe, nada será igual ao que pensas que é, essa é que é essa.
Acredita-me.
Que tenhas uma fantástica noite de final de ano.
(uJ)
Continuações de.. uma boa saída do passado. Para a entrada, a que nasce, porque é nova, que seja Fantástica! Saibamos aproveitar, para desenharmos empenhamentos irreverentes sadios.
Jinhosss..(uJ)
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