segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Eu não sei dizer

Então ela fala-me, baixinho, ou alto, sei lá. Eu começo a chorar, e digo ainda mais baixinho “ é a tua vida, os teus problemas” ela responde-me:
“- Quando digo isto não é para te magoar, e pôr a chorar, é apenas para que não sofras o mesmo que eu.” Ela explica-me que eu não devo esquecer o passado, eu falo ainda baixinho, “Como queres que esqueça?estás sempre a lembrar-me...” E ela continua, os nomes saiem-lhe da boca, como uma corrente de rio que não pode parar, o nomes que ela insistemente repete ao longo dos anos para caracterizar, a figura paternal que ela escolheu para mim. No silêncio dos meus pensamentos pergunto-me “que queres que diga? Que queres que te responda? Que poderei eu dizer para te calar? Será que ainda estás magoada?Será mesmo apenas um conselho? Quando for mãe será que farei o mesmo?Não compreendo, mas não quero ouvir...será que entendes?será que reparas?
Depois os meus labios rasgam, solto um sorriso, olho-lhe nos olhos, digo-lhe:
“Então boa noite e até á passagem de ano!” ela diz-me boa noite, exige um beijo, e diz que fica a espera.

Musica do dia: “Midnight Bottle” Colbie Caillat

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Se me esqueceres

Quero que saibas algo.

Tu sabes como é:
se eu olho
para a lua de cristal, através dum ramo de folhas avermelhadas
do lento Outuno á minha janela,
Se eu toco
perto do fogo, a brasa impalpável
da folha enrrugada dos meus registos,
tudo me leva até ti,
como se tudo existisse,
aromas, luz, metais,
onde pequenos barcos navegam
em direcção ás tuas ilhas que esperam por mim.

Por agora,
se pouco a pouco deixasses de me amar
eu deixaria de te amar pouco a pouco.

Se derrepente
te esqueceres de mim
não procures por mim,
porque eu já te terei esquecido.

Se pensas que durou e foi louco,
as bandeiras de vento que passam pela minha vida,
e decides abandonar-me á costa
do coração onde criei raízes,
lembra-te
que nesse dia,
nessa hora,
levantarei os meus braços
e as raízes se desprenderão
para procurar outra terra,
outro coração.

Mas,
se todos os dias,
a cada hora,
sentires que estás destinado a mim,
com uma doçura implacável,
se cada dia uma flor
subir a teus lábios para me procurar,
ahh meu amor, ahh meu,
dentro de mim todo o fogo se repetirá,
dentro de mim nada se extinguirá ou será esquecido,
pois meu adorado, todo o meu amor se alimenta do teu amor,
enquanto viveres, viverei nos teus braços,
sem deixar os meus.

Pablo Neruda

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Basta Imaginar

Tenho andado um pouco desaparecida, mas isso é porque ando em frequências e com trabalhos a entregar.

deixo-vos aqui um dos meus poemas favoritos.

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door
- Only this, and nothing more."

Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; - vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow - sorrow for the lost Lenore -
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore -
Nameless here for evermore.

And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me - filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
"'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door -
Some late visitor entreating entrance at my chamber door; -
This it is, and nothing more."

Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or Madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you"- here I opened wide the door; -
Darkness there, and nothing more.

Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, "Lenore?"
This I whispered, and an echo murmured back the word, "Lenore!" -
Merely this, and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
"Surely," said I, "surely that is something at my window lattice:
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore -
Let my heart be still a moment and this mystery explore; -
'Tis the wind and nothing more."

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven of the saintly days of yore;
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door -
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door -
Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore.
"Though thy crest be shorn and shaven, thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly grim and ancient raven wandering from the Nightly shore -
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning- little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blest with seeing bird above his chamber door -
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore."

But the raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered- not a feather then he fluttered -
Till I scarcely more than muttered, "other friends have flown before -
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before.
" Then the bird said, "Nevermore."

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore -
Till the dirges of his Hope that melancholy burden bore
Of 'Never - nevermore'."

But the Raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird, and bust and door;
Then upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore -
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt and ominous bird of yore
Meant in croaking "Nevermore."

This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er,
She shall press, ah, nevermore!

Then methought the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by Seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee - by these angels he hath sent
thee
Respite - respite and nepenthe, from thy memories of Lenore:
Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore!
" Quoth the Raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil! - prophet still, if bird or devil! -
Whether Tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted -
On this home by horror haunted- tell me truly, I implore -
Is there - is there balm in Gilead? - tell me - tell me, I implore!
" Quoth the Raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil - prophet still, if bird or devil!
By that Heaven that bends above us - by that God we both adore -
Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore -
Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore.
" Quoth the Raven, "Nevermore."

"Be that word our sign in parting, bird or fiend," I shrieked, upstarting -
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken!- quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!
" Quoth the Raven, "Nevermore."

And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted - nevermore!

The Raven - Edgar Allan Poe

=)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Crise Moral

Todas as noites depois da sair da faculdade e me dirigir para a paragem dos comboios tenho reparado em algo constante de todos os dias excepto fins de semana, que me tem posto a pensar se realmente estamos em grande crise económica. Eu sempre digo a mim própria que a solução está em poupar, pois há países em muito pior condição que nós, nós apenas estamos mal habituados ou como dizia um certo senhor que á poucos dias vi numa entrevista “ os portugueses vivem acima das suas posses” e eu não podia concordar mais, porque afinal de contas eu estou sozinha, pago uma casa e faculdade e não o conseguiria fazer se não poupasse e abdica-se de muitas coisas que gostaria de comprar. Mas voltando ao ponto acima, todos os dias quando vou para a faculdade ao fim da tarde comecei a reparar num casal de velhinhos que costuma estar sentado no banco de jardim, esse mesmo casal de velhinhos encontro-os sempre já tarde á noite quando da faculdade saio, a dormir, nos bancos da frente, dentro duma carrinha grande de caixa fechada, daquelas carrinhas que parecem carrinhas de feirantes. Nos primeiros dias esta situação passou-me ao lado, mas agora que já lá vão 3 semanas de aulas e todas as noites os vejo a dormir dentro da carrinha, apercebi-me que eles talvez não tenham casa e o mais triste é que talvez não tenham um filho ou uma filha que lhes dê abrigo e conforto. Até posso estar a fazer um juízo completamente errado mas pôs-me a pensar...

Estaremos nós em grande crise económica?ou será apenas especulação para nos distrair da culpa que temos em não sabermos gerir os nossos recursos?

Musica do dias: “ She sells Sanctuary” The Cult

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Caloira

Os meus primeiros dias de aulas já lá vão, todos os meus medos já passaram nos primeiros minutos em que puz os pés na faculdade e enfrentei os meus medos de frente como sempre faço, senti borboletas no estomago, como quando foi o meu primeiro dia de aulas, e tenho sentido uma paz imensa, como se fosse ali que eu sempre tivesse pertencido. Reconheci todos os corredores e salas, como se tivessem sido meus noutra vida, e as palavras ditas como apredizagem pelo professor, apaziguam-me a alma.


Musica do dia: "Viva la Vida" Coldplay

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

JPM

este meu post é dedicado ao meu colega de trabalho e grande amigo João Paulo, que apesar de o aturar todos os dias aqui ao lado (não é fácil acreditem) ele até tem bom coração.

Este post é dedicado a ele, porque foi ele que escreveu este lindo poema que irei colocar aqui, eu apenas fiz uns ajustes, mas que claramente reflecte uma fase da vida dele pela qual ele está a passar.

“Junto todos os meus pensamentos
em busca de algo que já não entendia
mas não sei se desejava parar por aqui

Reajo a todos os teus argumentos
em silêncio como não pretendia
e faço de conta que simplesmente adormeçi

Fico imovel e calado envolto em sentimentos
sigo os desejos que de ti já não queria
quando o que eu queria, era dizer que para ti morri

revolto todo este meu ser,
só para tudo de uma vez ter finalmente um fim
para um dia eu voltar novamente a renascer
Algures, sem ti”

eu dei-lhe o Título de " Como uma Fénix"
e voces que titulo lhe dariam?

beijos

Musica do Dia: "Cover Sleeve" Coldfinger

Uma óptima notícia

Esta semana, tenho um óptima noticia que tem ocupado os meus pensamentos toda a semana. Finalmente entrei para a faculdade, digo finalmente, porque depois de 3 anos a estudar á noite para fazer o 10º, 11º e 12º, estou com um grande orgulho em mim por finalmente estar a entrar para a faculdade para mais um esforço extra de aprendisagem. Entrei para o curso de Finanças Empresariais no ISCAL, e estou super ansiosa para que comecem as aulinhas. Tenho algum medo também, o meu bicho doméstico está-me sempre a dizer que faculdade não é para gente com preguiça de estudar, e eu tenho muita! Embora tenha tirado até aqui notas até bastante razoáveis.
Ando toda esta semana como a caminhar nas nuvens, tive pela primeira vez o apoio de toda a familia, até a minha mãe que foi a primeira pessoa a desencorajar-me de estudar aqui á uns anos atrás para trabalhar, disse que tinha bastante orgulho em mim.
O meu pai esse nem se fala, está mais radiante que nunca.
No fim de semana quando fiquei a saber os resultados, parecia que era o meu dia de aniversário, todos me telefonavam para saber noticias, todos me telefonaram para dar os parabéns. E eu vi um dos objectivos da minha vida concretizados, será que tenho uma espécia de luz a minha volta neste momento? Será que se nota de alguma forma? Da mesma forma que se nota quando uma pessoa mais velha diz “ tive uma vida feliz, fiz tudo o que queria, vivi a minha vida em pleno...”
Outra das coisas que me tem impedido de escrever mais, é que também tenho andado ocupada com a mobilação da minha casa. Tive a sorte de me oferecerem uns moveis novos então tenho estado com a minha casinha em remodelações, e a ficar ainda mais “pipoquinha” do que aquilo que eu imaginava que ela ficaria.
Resumindo tenho tido dias muito felizes que espero que durem por mais alguns tempos.

Quero mandar um beijinho especial ao meu amigo Luis... que chegou de França e nem sequer se lembrou aqui da e-amiga, (há-des cá vir pedir o casaco, que vais ver!!)

E um beijinho ainda maior ao meu amigo Bruno (Trigun), que me vai levar ao concerto da Colbie no coliseu este domingo.


Musica do Dia: “ Endless Dark ” H.I.M.

Mamma Mia, que tarde Estupenda!!








quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Principe Encantado

Deixei escapar despreocupadamente,
A minha força de te travar,
Desisti completamente de te achar
Desisti, sem nada mais de que falar
Deixei de me importar,
Se estaria destinada a amar,
Olhei em frente e continuei a andar,
Atao apareceste,
Sem um cavalo branco,
Sem armadura brilhante,
Apareceste, e sem falar eu soube,
Que vinhas para ficar.


Musica do dia - "Inside of you" Infant Sorrow

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Algo Errado

Já de alguns meses para cá tenho a sensação de algo não estar bem comigo. Começou o ano passado quando do nada comecei a ter tonturas daquelas que se tem quando estamos de cabeça para baixo e derrepende resolvemos nos levantar, e tem-se aquela sensação de desiquilibrio, seguido de tontura a vermos tudo andar a roda e por fim a ficarmos enjoados. O problema começou quando eu comecei a ter esse tipo de tonturas cerca de 3 a 4 vezes por dia e nem sequer precisava de me baixar, bastava virar a cabeça para o lado. Numas quantas idas ao médico e ao hospital, onde me fizeram análises e raio-x descobriram que tinha um problema de costas que estava a afectar a tensão no meu pescoço e que subsequentemente me originava as famosas tonturas que me causavam um grande desconforto. Uns comprimidos para as vertigens e uns relaxantes musculares, realmente resolveram o problema. Mas depois vieram as análises, nelas descobri que tinha uma grande anemia que já se devia arrastar á já algum tempo e ainda que tinha os niveis de açucar um bocado altos para a minha idade, e visto que quando se faz as análises se vai em jejum. A juntar a isto ainda descobri que tinha passado o meu peso normal para a minha altura, assim nuns quilinhos (cerca de 6). Então veio um suplemento de ferro e uma dieta rica em ferro, para me recompor. Lá comecei eu a andar com caixinhas para cá e para lá, a conformar-me que talvez já pertença á classe de terceira idade, eu que me considero um espirito muito jovem e que ainda estou nos meus tenros 24 anos, mas que em Itália passaram por 14 e 17 (é o que dá ter um carinha laroca lol), quando hoje entro no comboio muito bem e tenho uma grande quebra de tensão, como nunca tive na vida e pensei que ia desta pa melhor, a minha sorte foi eu hoje ter decidico comprar um iogurte antes de entrar po comboio, e quando estava mesmo quase a fechar os olhos e a sentir-me a cair, menti-o á boca, num gesto de desespero que aquilo me livrasse da aflição que estava a passar. Olha se eu não tivesse comprado o iogurte, como acontece na maioria das vezes?? Sim porque logo a seguir recuperei, não totalmente, ainda me sinto atordoada, mas pelo menos recuperou-me a força nas pernas e os suores pararam mal eu sai na minha estação (Entrecampos). Isto só veio reafirmar as minhas suspeitas, algo defenitavamente não está bem comigo e preciso mesmo que alguém me diga o que tenho. Será que tenho consulta nestes próximos dias?

Música do dia : "Simple and Clean" - Utada Hikari

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Agosto Perdido

Hoje é sexta-feira, com estes dias de fim de mês o trabalho multiplica e com menos tempo para escrever fico, o que não significa que os meus pesamentos sofram do mesmo. Agosto representa mês de férias para muita gente, mas para mim pelo menos este ano não. Aguardo ansiosamente pelo dia 15 de Setembro onde ficarei a saber em que faculdade ireir começar uma nova fase da minha vida.
Também este ano tenho andado a reparar que eu não fui a unica a não ir de férias em Agosto, visto que pela manhã o comboio continua a vir bem cheio (em comparação com o ano passado que por esta altura já andava a meio gás), e o trânsito em Lisboa não se dissipou. Pergunto-me se será da crise??
Já para não falar que enquanto eu vivo um dia de cada vez, as caras com que me tenho cruzado nestes ultimos dias revelam completamente o contrário. Tenho a sensação de acordar e deparar-me com um mundo de almas perdidas que apesar de estarem bronzeadas não irradiam o sol que apanharam ou pelo menos um pequeno olhar de esperança para o dia que se avisinha. Que acontece a estas vozes que pelo seu silêncio pedem uma ajuda que não tende a chegar? Que acontece a toda esta escuridão onde não se vê para que caminhos vão?

Musica do dia: “Incredible” - Madonna

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O teu coração nas minhas mãos

Eu dou-te
o que nunca espero ser o ultimo toque,
eu dou-te
o que nunca espero ser as ultimas palavras.
Enchi-te o coração de esperanças,
Depois fugi.
O meu coração partiu
quando te vi sofrer por mim
quando recordei todas as lembranças.
Releio sem fim
todas as conversas que tivemos
pequenos recados que me deixas-te
pequenos bilhetes de Aniversário.
E dou por mim a desafiar-me
no que seria se tivesse aceitado
e tivesse guardado
o teu coração nas minhas mãos.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ser exemplo para alguém

Ontem fui fazer o meu exame de Oral de Inglês, não estava minimamente nervosa nem ansiosa, mas algo aconteceu que mudou o meu dia. Tinha passado o dia inteiro a desejar ir para casa, não estava com apetite para trabalhar, falar e nem mesmo claro fazer exame oral.
Chego a escola faltavam 20 minutos ainda para o exame, sento-me na entrada por baixo da maior arvore que se vê á entrada do portão, acendi o meu cigarro de mentol e lá estava eu a divagar, quando reparo numa rapariga que estava literalmente a andar dum lado para o outro, pelo aspecto nervosíssima e quase ao meu lado de cada vez que ía e vinha.
Apago o meu cigarro vou ver em que sala de aula me calha o exame (sala 112) e lá estava ela novamente á porta da sala, com um sorriso timido e pergunta-me como quem quer fazer conversa para desanuviar se também vou fazer exame.
Escusado será dizer que a partir daí ela nunca mais se calou.
Ela era um pouco mais alta que eu... talvez 1,70m tinha uns olhos azuis perfeitos, era magra e morena com uns longos cabelos castanhos quase a dar pela cintura, daquelas raparigas que facilmente dão a volta á cabeça dos rapazes. O sonho dela era seguir literatura e tinhamos em comum a idade e o facto dos nosso pais se terem separado e ambas termos desistido de estudar.
Mas o que a supreendeu e a deixou com grande brilho no olhar foi o facto de eu ter desistido de estudar para trabalhar, ter tirado a carta, ter voldado a estudar e estar este ano a entrar para a faculdade e já ter casa própria, tudo isto com os meus 23 anos. Quando ela simplesmente respondeu “eu desisti de estudar mas até agora nunca fiz nada, sempre fiquei em casa”. Enquanto eu lhe dava palavras de esperança e que ela devia ter força e lutar pelos objectivos dela, ela apenas olhava para mim com grande brilho no olhar dando-me sem saber uma sensação estranha de conforto. Serei eu capaz de ser um exemplo para alguém? Serei eu capaz de dar parte da minha força de independência para alguém? Eu não lhe perguntei isto claro, vim-me embora e nem com o numero de telefone dela ou email fiquei, tendo apenas lhe deixado os meus conselhos de nunca desistir, que de alguma forma nos ligaram.

Musica do dia “I belive in you” Cat Power

Beijos

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Faz quase 3 anos desde que não escrevo num blogue, mudança de casa e umas distracções pelo meio fizeram com que pusesse a minha escrita de lado, o que me tem feito muita falta.
Daí eu regressar com uma nova casa, o “Yelow Day”. A minha cor preferida é como podem reparar o amarelo e nada como ás vezes termos essa sensação de alegria que nos desperta uma cor, no nosso dia, na nossa vida e em todas as pequenas coisas que nos rodeiam.

Espero partilhar isso tudo aqui.

A musica do meu dia de hoje é: “the youth” dos MGMT.

Beijos