terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fast summer goodbyes

Olá Olá,
Desculpem a demora na escrita, mas muita coisa aconteceu assim tudo de uma vez e o tempo tem sido escasso.
Mas então... Este verão a Joaninha encontrou o amor, e da mesma forma inesperada que o amor veio ter comigo, eu deixei-o ir embora numa simples frase que eu não vou esquecer, pois foi a melhor frase que eu já disse para acabar com alguém “ Eu adoro-te por todas as coisas que tu não és...” E embora me tivesse custado imenso tomar esta decisão, porque eu gostava mesmo dele e porque esperei imenso tempo por ele, há alturas em que tens que seguir o teu coração e o que é melhor para ti.
Mas continuando, estava a Joaninha a recuperar do seu encontro com o amor, mais propriamente 2 semanas depois, e a Joaninha conhece o seu novo amor e actual namorado.
E eu não acreditava em certas coisas que já me tinham falado, e filmes e etc... Mas quando eu olhei para ele eu soube, e sei, que ele era a pessoa que iria completamente mudar a minha vida e até agora é o que tem feito. E não sei se é errado ou não, pois normalmente sou eu que influêncio a vida das outras pessoas, mas eu estou a gostar, e eu vou pelo amor e eu vou pelo coração.
Muitas coisas aconteceram este verão que também fizeram fortalecer os laços com o meu grupo mais restrito de amizades que me veio dar uma nova perspectiva sobre TUDO!
E houve o regresso ás aulas, que está a ser muito mais leve este ano. Não me perguntem bem porquê, mas o ano passado o sentimento era muito mais pesado...

Logo, tenho andado sempre a abrir =)

Beijinhos e volto quando puder

Música do Dia: "Sea Talk" - Zola Jesus

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"Tu não existes, tu não és normal"

Esta semana trocaram-me o monitor do meu PC e eu decidi chamar-lhe Marvin. Porquê? Bem... Lembram-se do Marvin? Ele era aquela personagem fofinha dos Looney Tunes, que queria sempre explodir a terra com um lazer porque lhe tapava a visão para Vénus Bem eu achei que como o novo monitor tem um pouco mais de brilho que o antigo, é bastante óbvio que ele me estava a atacar o cérebro.. logo... é o Marvin.
Quando expliquei esta minha teoria entre os meus colegas, fiquei oficialmente conhecida como “Joana tu não existes, tu não és normal”, desta forma acho que me posso auto proclamar de mulher invisível, ou algo parecido...
Mas a verdade é, eu costumava partilhar estes meus devaneios com o meu ex-namorado e ele achava-me perfeitamente normal, só ele me ouvia a fazer teorias deste tipo em que o fundamento era algo terrivelmente estúpido. Agora que acabamos há um ano, e eu não tenho com quem partilhar estes momentos, dou por mim a partilha-los com toda a gente. Desta forma agora tenho 3 grupos bem definidos na minha vida, o pessoal que me acha completamente anormal, os amigos mais chegados e que simplesmente dizem que “és um bocado estranha” ou “és uma geek” e a minha família que me tem que aturar porque simplesmente têm o mesmo sangue que eu.
Às vezes, mas muito raramente (acho que só tentei 1 vez), tento partilhar com o meu amor, mas ele tem uma vida mais social que a minha e não me dá muita conversa, mas até me ouve... porque de vez em quando lembra-se de gozar comigo.
Mas resumindo, tenho-me dedicado a ser mais eu própria para as pessoas. Como já referi anteriormente, as pessoas não são o meu forte (Ou pelo menos é o que eu penso). Tenho reparado que algumas ficaram mais próximas, estas, penso eu para mim, são as que eu tenho que preservar. As outras há que simplesmente aceitar que os amigos vão e vêm, e continuar caminho, por mais que nos custe às vezes.

Música do Dia: " Six Queens" - Larrikin Love

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Elogio ao amor

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.



O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.



Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.



Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?



O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.



O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.



O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso - Expresso

Gostei muito, então partilho com vocês.
Aqui está tudo que eu não sei dizer =)

beijos

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Joanas!!

Tenho saudades de te ouvir chamar o meu nome... e o outro nome que também me chamas, mas não vou escrever aqui. Será uma coisa só nossa. Mas continuando... Pergunto-me se a maior parte das pessoas sabe o que o seu nome significa? Ou seja a sua origem? Normalmente os pais quando escolhem o nome para os filhos tendem a ver a origem ou então apenas lhe dão o nome de um santo e sabem a história do santo. Ou seja... Tenho para mim que a maior parte dos nomes portugueses mais conhecidos vêm todos na Bíblia. Portugal sendo um país maioritariamente católico tem este facto como consequência.
Mas também se pode notar certas modas. Eu por exemplo nasci num ano com muitas Joanas, isto porque na altura em que eu nasci havia uma cantora Brasileira muito popular chamada Joana. A minha mãe ouvia muito esta cantora nessa altura e penso que foi daí que ela achou boa ideia chamar-me Joana. Ao longo da vida sempre conheci muitas Joanas com a minha idade, principalmente na escola. E embora seja um pouco chato ter um nome muito comum, pois o facto de ir na rua e alguém chamar Joana, faz girar a cabeça a todas a Joanas da rua, eu sempre olhei para a coisa de forma divertida e digo sempre “quando começarmos a morrer o gajo da morgue vai andar a dizer naquele ano “mais uma Joana””.

P.S - > Joana, significa "Agraciado por Deus"

Música do Dia: "Say Something, Say anything" - Blood Red Shoes

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Canhoto...

Tenho saudades de te ver ser canhoto. Ainda me lembro da estranheza com que fiquei quando soube que eras canhoto. Veio-me à mente certo grupo de freiras a darem-te reguadas na tua mão esquerda, porque quem utiliza a mão esquerda é porque é obra do demónio. É verdade, a minha mente faz-me muitos destes mini-filmes perante a maior parte dos factos que vejo no dia-a-dia, e a maior parte das vezes estou a rir por dentro por causa deles e porque tenho a sensação de estar no episódio de “Scrubs”. Conclusão... Sou uma apanhadinha.
Questionei-me também se será por causa desse facto que tu és tão bom a jogar... e coisas... Irei fazer um estudo sobre isso, e tirar as minhas próprias conclusões mais tarde. E também me lembro de pensar que nunca te ia passar para mão uma moto serra, sim porque uma vez vi um episódio do CSI, em que um homem mata-se a ele próprio acidentalmente porque era canhoto e resolveu usar uma moto serra, que normalmente são desenhadas para os destros. Eles nesse episódio ainda falam da percentagem de mortes que há de canhotos devido a usarem objectos que não estão desenhados para canhotos, mas eu já não me lembro do número.
Concluindo. És o primeiro namorado canhoto que tenho, e com sorte serás o único. Nós queremos sempre que o amor dure para sempre certo?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

N. no Interrail

Estou curiosa para saber o que se passará na tua ausência. È a primeira vez que vou estar nesta posição. Na posição como a de uma mulher dum soldado que vai para a guerra e só estará de volta um mês depois. Estou curiosa para saber o quanto de saudades vou ter, quanta falta me vais fazer, o que mais vou recordar em ti.
Era o que estava a pensar, enquanto tu desenhavas corações nas minhas costas e eu fingia que não notava. Enquanto me abraçavas como se fosse a ultima vez e eu te dizia um até já. Enquanto olhavas para mim a memorizar-me e eu te fazia uma careta. Enquanto me tentavas dizer palavras sérias e eu dizia piadas. Então eu disse num tom de brincadeira:
“ Quando formos bem velhinhos, este mês provavelmente irá cair no esquecimento. Tu porque terás toda uma nova experiência a ocupá-lo e eu apenas porque te terei o resto dos meus dias. Por isso não faças cara séria e sorri para mim! Já!”. Ele sorri e diz “ Tens razão.”
E agora... agora eu sinto-me amplificada... e tudo sobre ti me vem á mente numa fracção de segundo sem eu estar preparada.

Música do Dia: "Halo" - Florence and the Machine

sábado, 17 de julho de 2010

Escrever!

Gandhi disse “ tudo o que fizeres na tua vida será insignificante. Mas é importante que o faças.”

Mais ninguém o fará por ti…

Tudo se resume ao gosto pela leitura. Talvez não tivesse vontade de escrever se por acaso não gostasse de ler. São as histórias, os conselhos, as teorias e o facto de me transportar para outro mundo. Tudo se resume a literatura e demasiadas perguntas por responder…
Se eu acho que as pessoas que não têm o hábito de ler são desprovidas de qualquer senso de palavra? Acho.
Mas não terão elas capacidade para tal, na mesma? Terão… então porquê ler?

Mais ninguém o fará por ti…

Na verdade, eu talvez escreva porque tenho na ideia que o nosso registo não desaparece das vidas que tocamos, então eu escrevo porque quero tocar algo, nem que seja algo em mim própria, que me dê todas as respostas que procuro.
Ou talvez seja por outra razão qualquer… não me lembro do exacto momento em que decidi “vou começar a escrever”, não me lembro do que me levou a começar a faze-lo. Quando me apercebi já ali estava eu, como um bloco de notas e uma caneta sempre comigo e onde muitas páginas têm apenas 2 linhas com um registo de “ eu hoje vi um homem na rua a falar sozinho e perguntei-me se um dia poderei acabar assim?”

Pela altura dos meus 3 anos, já eu escrevia o meu nome completo e mais algumas palavras… a minha mãe sempre se gaba muito deste meu feito e tem provas, as minhas primeiras palavras em papel estão secretamente guardadas por ela num sítio remoto e que provavelmente ela já não olha para elas há anos. Talvez tenha sido logo aqui…

Música do dia – “Horchata” – Vampire Weekend